domingo, 27 maio, 2018

Laudo indica que jogador da Portuguesa morreu após congestão

O jogador de futebol da Portuguesa Lucas Jesus dos Santos, de 16 anos, morreu após ter uma congestão, segundo peritos do Instituto Médico Legal (IML). Ele participou de churrasco com colegas de time e integrantes da comissão técnica e entrou na piscina, onde seu corpo foi encontrado na manhã de quinta-feira (20).

Segundo o laudo no IML, a morte aconteceu por asfixia por regurgitação de alimento. O laudo toxicológico indicará se ele ingeriu bebida alcoólica ou algum tipo de droga.

Segundo especialistas, o risco de congestão aumenta com a prática de atividades físicas intensas depois de refeições grandes, seja dentro da piscina ou fora dela. Logo após comer, há necessidade de aumento do fluxo sanguíneo para o estômago para que ocorra a digestão. A prática de atividades físicas faz com que os músculos que estão trabalhando também demandem um fluxo sanguíneo maior.

Ocorre uma competição pelo fornecimento de sangue e o estômago passa a não receber o suficiente para continuar a digestão, o que pode levar à indigestão, refluxo e vômito. Dentro da piscina, esse quadro pode aumentar o risco afogamento.

O delegado Eder Pereira e Silva, do 12º DP de São Paulo, disse que a perícia não encontrou nenhuma marca no corpo do adolescente. “Não tem nenhuma marca no pescoço, que é um lugar que a gente atenta muito. No corpo também não existe nenhuma aparente cicatriz ou algo que possa comprometer”, disse o delegado.

O jogador das categorias de base da Portuguesa de Desportos foi encontrado no fundo da piscina por funcionários do clube do Canindé, na Zona Norte de São Paulo. A festa ocorreu na noite de quarta (19) para comemorar a vitória sobre o time Água Santa.

Lucas passou mal e foi retirado da água por alguns colegas. Não se sabe como ele voltou para a piscina depois, mas os amigos contam que sentiram sua falta quando pretendiam tirar uma foto; como não o encontraram, pensaram que ele tivesse ido embora.

Um amigo de Lucas negou que tenha havido consumo de bebida alcoólica na festa. “As latinhas de cerveja encontradas eram de uma festa que tinha acontecido no dia anterior”, disse Kleber Eusébio. “Aqui era uma festa com menores de idade. Bebida alcoólica para menor é inadmissível aqui dentro [do clube]. Não existe isso.”

A namorada do jovem também duvida do consumo de bebidas. Ela recebeu fotos da festa horas antes de Lucas desaparecer. “Nessa foto não tem nada de bebida, dá pra ver que tem refrigerante, e as pessoas estão fazendo churrasco, cortando a carne”, diz Aline Piffer Rosendo. “Ele estava super bem, ele estava feliz, conversando comigo normalmente”, continuou.

Nesta quinta, a Portuguesa afirmou em nota que colaborava com as investigações. “A Associação Portuguesa de Desportos vem a público lamentar a morte do atleta Lucas Jesus dos Santos, que defendia atualmente a equipe sub 17. O clube está empenhado neste momento em colaborar com as autoridades policiais para a investigação e elucidação dos fatos e também prestará todo o apoio necessário aos seus familiares”, diz o texto.

O adolescente morava com o avô, que passou mal ao chegar no clube e precisou ser levado para um hospital após ver o corpo do neto. O avô tinha ficado preocupado com a demora de Lucas e procurou o jovem, inclusive enviando mensagens em redes sociais para os colegas.

Jogador tem o corpo retirado do fundo de piscina da Portuguesa em São Paulo (Foto: Reprodução/GloboNews)

Corpo do jogador foi retirado do fundo de piscina da Portuguesa em São Paulo (Foto: Reprodução/GloboNews)

Chamada de ‘vagabunda’ em cartão de plano deve receber R$ 300 mil

Dependente de um plano odontológico do marido, uma professora de Cuiabá (MT) deve receber indenização por danos morais no valor de R$ 300 mil depois de receber um cartão com o seu nome acrescido da palavra “vagabunda”. O envelope também continha a mesma descrição.

A decisão condenando a Segasp (Seguro de Vida da Associação Atlética Banco do Brasil) e a Metlife (Metropolitan Seguros e Previdência Privada S/A) foi dada pelo juiz Yale Sabo Mendes, da 7ª Vara Cível de Cuiabá, no dia 10 deste mês. Cabe recurso da decisão.

A Metlife informou, por meio de assessoria, que não irá se manifestar sobre o assunto. O G1entrou em contato com a Segasp, mas até a publicação desta reportagem a empresa não havia se manifestado.

No entanto, à Justiça, a defesa da Segasp alegou que há falta de comprovação dos danos alegados na ação e que “da narração dos fatos não há conclusão lógica”. Já a Metlife argumentou, no decorrer da ação, a inexistência de comprovação da prática de ato ilícito de sua parte e que a situação se caracterizou em mero dissabor.

A vítima disse, como consta no processo, que ao receber o cartão de usuário percebeu que no envelope havia uma expressão injuriosa. Ao abrir a correspondência, constatou que o cartão também estava com o mesmo erro. O caso ocorreu em 2012.

Ela alegou que a situação lhe causou inúmeros aborrecimentos. Inclusive, no dia em que recebeu o cartão, a vítima estava com visitas em casa. “Diante de tanta humilhação, não conseguiu controlar-se e começou a chorar na frente das visitas”, diz, na ação.

No dia seguinte, a mulher e o marido encaminharam um e-mail para a seguradora, solicitando uma retratação, o que não foi feito, conforme alegação da vítima à Justiça. Desse modo, ela entrou com um pedido e a Justiça determinou, em maio de 2012, que a empresa enviasse para a cliente um novo cartão contendo o nome dela escrito de forma correta, sob pena de responder por multa diária de R$ 2 mil.

Ela ainda ficou impossibilitada de utilizar o cartão e teve de pagar uma despesa de R$ 290 de tratamento odontológico com dinheiro próprio.

Desse modo, o magistrado determinou que as empresas pagassem, além dos R$ 300 mil, os R$ 290 que a cliente gastou para tratamento dentário, já que não pôde usar o plano.

“Verifica-se pelas provas corroboradas aos autos que de fato houve um erro na confecção do cartão do plano de saúde, uma vez que o nome da requerente foi impresso de forma pejorativa, fato este que atingiu de forma rude a integridade da autora”, destacou o magistrado.

Envelope também se referia à cliente de maneira pejorativa (Foto: André Souza/ G1)
Envelope também se referia à cliente de maneira pejorativa (Foto: André Souza/ G1)

Para ele, as empresas condenadas, “foram no mínimo negligentes” na elaboração do cartão do plano de saúde contendo “o nome da autora de maneira insultuosa”.

Segundo o juiz, quem se dispõe a exercer alguma atividade no campo de fornecimento de serviços tem o dever de responder pelos fatos relacionados ao empreendimento, independentemente de culpa. “A responsabilidade decorre do simples fato de dispor-se alguém a executar determinados serviços e o defeito do serviço é um dos pressupostos da responsabilidade por danos nas relações de consumo, inclusive o dano moral”, argumentou.

G1

Candidata alega erro e diz que doação de R$ 75 milhões é de R$ 750

A doação de R$ R$ 75.000.844,36 a uma candidata a vereadora em Santa Cruz da Baixa Verde, no Sertão de Pernambuco, é, na verdade, de R$ 750, segundo a candidata Maria Geni do Nascimento e o técnico contábil Advilson Florentino de Souza. Eles disseram que o engano ocorreu após um erro de digitação.

“Pode puxar em banco, pode puxar em todo lugar. Quem fez errado é quem tem que se explicar.  Eu acho que não tenho que explicar nada. O menino bateu lá, coitado, errado os números”, disse a candidata Maria Geni do Nascimento ao G1, referindo-se ao erro do técnico.

Advilson Florentino de Souza disse que foi o responsável pela prestação de contas e a quantia correta da doação foi de R$ 750. Por meio de nota, o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) disse que “as informações constantes das prestações de contas […] são de inteira responsabilidade dos candidatos e de suas assessorias”.

Já o Tribunal Superior Eleitoral esclareceu – por telefone – que o erro de digitação realmente ocorreu e que o TSE não pode fazer a correção, “A candidata é quem deve corrigir”, explicou a assessoria de imprensa ao G1.

“Quem errou fui eu e não a candidata. A culpa foi minha. Na verdade, a doação era de R$ 750 reais e quando fui fazer a prestação de contas acabei errando a digitação”, afirmou o técnico contábil. Segundo Souza, mesmo que ela tivesse recebido o dinheiro não poderia ter utilizado, já que o limite de gasto para um candidato a vereador no município era de R$ 10.803,91.

A candidata, de 57 anos, teve 13 votos, segundo dados do Tribunal Regional Eleitoral. Ela é agricultora e não chegou a concluir o ensino médio, conforme o TSE.

Na segunda-feira (17), quando a doação milionária foi divulgada, o Tribunal de Contas da União (TCU) chegou a afirmar que o suposto doador seria um beneficiário do Bolsa Família. Por e-mail, o Tribunal informou ao G1 que “o trabalho que o TCU tem realizado sobre este tema compreende o cruzamento de dados, que foi disponibilizado ao TSE e que não foi realizado um relatório de fiscalização”.

Em nota, o diretório do Partido Democrático Trabalhista (PDT) em Pernambuco – ao qual a candidata é filiada –  informou que “a questão neste caso foi um erro de digitação. O erro já foi notificado pelo Tribunal Eleitoral e foi corrigido”.

A informação da doação dos mais de R$ 75 milhões consta no site do Tribunal Superior Eleitoral. Conforme o TSE, não há informações sobre despesas da candidata. A única doação feita a ela é que está com o suposto erro e consta do dia 30 de setembro.

Ele disse que levou o caso à Justiça Eleitoral no município, notificou o erro e corrigiu a informação na prestação de contas da candidata. “Questionei à Justiça o porque de terem visto o erro e não ligarem. Eles mesmos não tinham constatado o erro, só viram após a repercussão”, explicou.

Responsabilidade do candidato
O TRE-PE disse em nota que “as informações constantes das prestações de contas dos candidatos e enviadas à Justiça Eleitoral, seja na forma de ‘relatório financeiro’, seja na forma de ‘relatório parcial’ são de inteira responsabilidade dos candidatos e de suas assessorias”.

O TRE-PE informou que o que é registrado na prestação de contas dos candidatos não sofre, de forma prévia, tratamento pela Justiça Eleitoral antes de serem enviadas ao Tribunal de Conta da Uinão.

“Elas podem conter erros formais de lançamento os quais podem ser perfeitamente retificados pelo candidato. A legislação eleitoral acolhe a retificação de prestação de contas. Ademais, as contas finais podem ser apresentadas até o dia 1º de novembro”, explicou a nota.

G1

Bandas de forró podem ter sonegado meio bilhão, diz PF; Aviões é investigado

A Operação For All, da Polícia Federal, aponta para um volume de R$ 500 milhões que teria sido sonegado por empresas de entretenimento que patrocinam pelo menos quatro grandes bandas de forró que fazem sucesso no Ceará e na Paraíba.

Deflagrada nesta terça-feira, 18, For All apreendeu R$ 600 mil em dinheiro vivo com alvos da investigação.

Os cantores Xand e Solange Almeida, da Aviões do Forró, foram conduzidos coercitivamente para depor na Superintendência da PF em Fortaleza. Aviões do Forró é agenciada pela A3 Entretenimentos.

Ao todo, 26 empresas do setor estão na mira da For All. A investigação revela que essas empresas que patrocinam as bandas subfaturavam contratos, registrando valores correspondentes a 25% e até 30% do que era de fato acertado. “A maior parte dos contratos é assim, o resto circula por fora, antes da banda subir ao palco”, destacou a PF.

O dinheiro sonegado era usado para ampliação patrimonial dos envolvidos – compra de imóveis e veículos de luxo.

Um efetivo de 260 policiais federais e 35 auditores da Receita cumpriu 76 mandados judiciais – 32 de condução coercitiva e 44 de buscas. Não houve prisões.

A Operação For All já contabilizou omissão de rendimentos tributados de cerca de R$ 120 milhõesentre 2012 a 2014. A PF e a Receita estimam que a sonegação de todas as empresas investigadas alcançaR$ 500 milhões naquele período.
“A corrupção não existe só onde estamos acostumados a ver, na política em Brasília”, disse um dos investigadores.

Segundo a PF, a Operação For All revela dois caminhos, ‘um mundo oficial e um mundo clandestino, subterrâneo’.

As empresas de entretenimento firmavam contratos em que a parte formal representava em torno de 20% do que efetivamente circulava de dinheiro. “A grande parte de dinheiro circula em espécie, isso demonstra claramente a tentativa de se evadir da tributação”, informou a PF.

Estadão

Presos fazem rebelião e fogem de presídio em Franco da Rocha

Uma rebelião de presos no Hospital de Custódia de Tratamento Psiquiátrico I “Prof. André Teixeira Lima”, em Franco da Rocha, na Grande São Paulo, teve fuga de detentos e fogo no início da noite desta segunda-feira (17). Os presos colocaram fogo em vários pavilhões do presídio. A polícia está no local e conseguiu recapturar alguns detentos.

Ao menos sete prédios foram destruídos pelo fogo. Os bombeiros estão do lado de fora para tentar entrar e apagar o fogo. Policiais e helicópteros da PM tentar localizar os presos fugitivos.

Não há informações de mortos ou feridos.

Segundo dados da Secretaria de Administração Penitenciária, o presídio tem capacidade para 594 detentos (alas masculina e feminina) e uma população de 523 segundo dados do dia 13.

Várias alas do presídio foram incendiadas (Foto: TV Globo/Reprodução)
Várias alas do presídio foram incendiadas (Foto: TV Globo/Reprodução)
Prédios do presídio de Franco da Rocha foram incendiados (Foto: TV Globo/Reprodução)
Polícia isolou detentos que não conseguiram fugir (Foto: TV Globo/Reprodução)
Polícia isolou detentos que não conseguiram fugir (Foto: TV Globo/Reprodução)
Presos fazem rebelião em presídio de Franco da Rocha (Foto: TV Globo/Reprodução)P
resos fazem rebelião em presídio de Franco da Rocha (Foto: TV Globo/Reprodução)
Várias alas do presídio foram incendiadas (Foto: TV Globo/Reprodução)
Várias alas do presídio foram incendiadas (Foto: TV Globo/Reprodução)
G1

 

Com 35,2°C, São Paulo tem o dia mais quente do ano

Esta segunda-feira (17) foi o dia mais quente na cidade de São Paulo neste ano, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Às 16h, a estação do Mirante de Santana, na Zona Norte da capital, marcou temperatura máxima de 35,2ºC, a mais alta desde 8 de janeiro desse ano, quando os termômetros registraram 33,3ºC.

Nesta semana, as temperaturas devem continuar altas e os dias terão pancadas de chuva no final da tarde e no começo da noite, segundo meteorologistas do instituto.

O recorde histórico de calor na cidade de São Paulo foi registrado em 17 de outubro de 2014, quando fez 37,8ºC. O registro é o mais alto desde o início das medições, em 1943, na estação do Inmet no Mirante de Santana.

Segundo o meteorologista do Inmet Ernesto Alvim, a chegada de uma frente fria mudará o tempo de sexta (21) para sábado, e as temperaturas devem cair.

São Paulo registra máxima de 35,2ºC e tem dia mais quente desde 8 de janeiro (Foto: Paulo Guilherme/G1)
São Paulo registra máxima de 35,2ºC e tem dia mais quente desde 8 de janeiro (Foto: Paulo Guilherme/G1)
G1

Redução do preço da gasolina nos postos de SP deve ser de 1 centavo

Os postos de gasolina de São Paulo ainda não oferecem desconto no preço da gasolina nesta segunda-feira (17), três dias após a Petrobrás anunciar uma redução de 3,2% no preço da gasolina na refinaria.

A manutenção dos preços antigos frustrou quem visitou os estabelecimentos achando que pagaria mais barato. A expectativa é que as reduções aconteçam apenas a partir da noite desta segunda e deverá ser de apenas R$ 0,01, segundo o sindicato dos postos de São Paulo.

O presidente do sindicato, José Alberto Gouveia, diz que, com o aumento do preço do etanol, que entra na composição da gasolina em 27%, a redução deverá ser de apenas R$ 0,01. Segundo ele, o etanol subiu R$ 0,06 entre os dias 10 e 14. “Realmente não vejo muita condição de chegar no que o governo está falando de cinco centavos”, disse.

O aposentado Samuel França lamentou não ter encontrado desconto nesta segunda. Ele fez um caminho diferente para passar por um posto na Avenida Jornalista Roberto Marinho, na Zona Sul de São Paulo, onde o combustível costuma ser mais barato do que outros estabelecimentos perto da casa dele. Ele calcula que, mesmo que um desconto de R$ 0,05 aconteça, não vai compensar mudar o caminho para pagar menos. “O custo para vir até aqui encher o tanque, pela diferença de centavos, não compensa”, disse.

Na Avenida Giovanni Gronchi, no Morumbi, também na Zona Sul, os valores eram iguais aos cobrados no final de semana. Uma frustração para o advogado Luiz Correa, que gasta R$ 800 por mês só com combustível.

A Petrobrás também diminuiu o preço do litro do diesel em 2,7%. Como não entra etanol na composição do diesel, o sindicato dos postos diz que a queda no preço pode, nesse caso sim,  chegar a R$ 0,05.

G1

Exame da OAB paulista reprova mais de 80%

Pelo terceiro ano seguido, um exame da OAB paulista reprova mais de 80% dos candidatos – e o resultado acendeu um alerta na direção da entidade. Os números do concurso, recém-divulgados, apontam que, de um total de 28.165 candidatos inscritos, apenas 5.064 obtiveram a nota mínima – exatos 17,98%.

Esses índices, que curiosamente coincidem com um período em que o Direito está no centro de uma polêmica na vida nacional — sobre os papéis de advogados, de juízes, e sobre uma forte judicialização da vida política e social — levaram o presidente da Ordem paulista,Marcos da Costa, a lamentar  “a baixa qualidade do ensino jurídico brasileiro e a distorção provocada pelo elevadíssimo número de cursos de Direito no País”.

“A OAB vem tratando do problema há tempos, em encontros com autoridades na próprio  Ministério da Educação. Construímos uma proposta de Marco Jurídico do Ensino no País, que foi levado ao MEC. Não sabemos hoje em que pé está essa iniciativa’, disse Marcos da Costa. “Temos ido a faculdades, tanto públicas quanto privadas, mantido contato com gestores, professores e alunos, para ver o que se pode fazer, se o quadro melhoraria com mais investimentos na educação”, finalizou.

Por: Estadão

Mulher atropela e mata fieis no templo de Salomão em São Paulo

A motorista Dilza Maria Chianca, de 61 anos, que perdeu o controle do veículo no estacionamento do Templo de Salomão, no Brás, na Zona Leste de São Paulo, na noite deste domingo (16), foi presa em flagrante por homicídio culposo (quando não há intenção de matar) e lesão corporal culposa. Duas mulheres morreram e quatro pessoas ficaram feridas, entre elas, uma criança de 7 anos.

Iraci da Silva Fabri, 48 anos, era sargento reformada da Polícia Militar e ficou presa entre o carro e a parede do estacionamento. Ela foi socorrida e levada para o Hospital das Clínicas, onde foi confirmada a morte. A estudante Rosemeire Rodrigues Gunter, 39 anos, também ficou presa entre o carro e a parede e morreu no local do acidente.

As vítimas foram encaminhadas para hospitais da região e não correm risco de morte.

Em nota, a Igreja Universal do Reino de Deus informou que, “por volta das 18h deste domingo (16/10), uma frequentadora do Templo de Salomão que chegava para participar de um culto, perdeu o controle de seu veículo semiautomático no segundo subsolo do templo, atropelando sete pessoas.”

Dilza foi presa em flagrante e não tem direito a fiança. Exames mostram que a motorista não tinha consumido bebida alcoólica.

O carro ficou todo amassado e só parou quando bateu na parede. A motorista disse que o câmbio do carro apresentou problema técnico, o que teria provocado o acidente.

O delegado que investiga o caso disse que vai pedir a perícia para saber se o carro apresentou defeitos.

Após depor, a motorista reclamou de dor na perna e foi levada ao Hospital do Tatuapé. Ela passará por uma audiência com o juiz nesta segunda-feira (17) para decidir se ela continua presa.

 

A nota da igreja ainda informou que “as autoridades já periciaram – e liberaram – o local e estão investigando as circunstâncias que levaram a condutora a perder a direção quando manobrava seu veículo.”

 

Falha em Itaipu deixou parte do Brasil e do Paraguai sem energia

A hidrelétrica Itaipu Binacional informou que uma falha, que ainda está sendo investigada, provocou o desligamento no sistema de transmissão de corrente contínua que escoa a energia do setor 50hz da usina de Itaipu para o Brasil. Em nota à imprensa, a empresa diz que o incidente ocorreu às 19h50 de domingo, 16. “Todas as unidades geradoras da usina de Itaipu seguiram funcionando normalmente, mas as unidades geradoras do setor 50hz ficaram “girando em vazio”, ou seja, aguardando a normalização do sistema de transmissão para produzir”, diz a empresa.

Conforme a companhia, no momento da ocorrência, o setor 50hz da usina de Itaipu produzia 1.600 MW para o Paraguai e 5.200 MW para o Brasil. “O Paraguai ficou sem energia por meia hora. O sistema todo de Itaipu para a Ande (estatal paraguaia) foi restabelecido às 21h15. Itaipu não teve nenhuma responsabilidade em relação ao incidente”, diz a nota.

No lado brasileiro, o sistema de transmissão voltou a escoar energia de 50hz às 23h04. Por volta das 0h40, o sistema de transmissão de corrente contínua já permitia que a usina produzisse 2.600 MW para o Brasil. À 1h52, a produção já atendia a programação normal de 4.800 MW.

“O setor de 60Hz da usina de Itaipu não teve qualquer impacto negativo na sua produção, que encontrava-se em 5.700 MW no momento da ocorrência e elevou-se temporariamente para 6.400MW pela regulação primária, contribuindo positivamente para a estabilização durante a perturbação nacional”, diz a nota.

Notícias ao Minuto