quinta-feira, 26 abril, 2018

Ministro do Meio Ambiente defende pacto contra desmatamento da Amazônia

O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, disse, nesta quinta-feira (6), que é preciso avançar no combate ao desmatamento ilegal na Amazônia. Segundo ele, as taxas de desmatamento atuais não podem ser tomadas como normais. “O nível de 5 a 6 mil km² anuais de desmate é inaceitável”, afirmou.

Para Sarney Filho, chegou o momento de corrigir o curso da política de combate ao desmatamento. Ele defendeu que os próximos passos sejam voltados para a criação de instrumentos econômicos que ofereçam alternativas dignas de vida e trabalho aos milhões de pessoas que vivem na floresta.

Em seu pronunciamento no último dia do Seminário Técnico Científico de Análise dos Dados do Desmatamento na Amazônia Legal, realizado em Brasília, o ministro reafirmou que “o melhor caminho para zerar o desmatamento ilegal no País é o desenvolvimento com promoção de melhor qualidade de vida para a população”.

Para ele, mesmo enfrentando dificuldades, o Brasil vai cumprir as metas estabelecidas no Acordo de Paris. No documento, ratificado pelo Congresso e já encaminhado às Nações Unidas, o governo brasileiro assume o compromisso de reduzir a área desmatada na Amazônia a 3,9 mil Km2.

Mudanças

O ministro disse, ainda, que todos os setores da sociedade são chamados a contribuir com o alcance da meta. Para ele, a complexidade do combate ao desmatamento exige mudanças no modelo de produção e consumo, na ocupação e no uso da terra.

“O caminho do desenvolvimento sustentável da Amazônia”, de acordo com Sarney Filho, terá de reunir diferentes áreas do governo, estados e municípios, sociedade civil e academia, indústria e agropecuária. Ele ressaltou o papel dos organismos internacionais e das instituições de fomento dentro e fora do País.

Em Alta

Durante o evento, Sarney Filho citou resultado de pesquisa CNI/Ibope, na qual a condução da política ambiental pelo Ministério do Meio Ambiente ocupa lugar de destaque. “Tivemos os melhores índices de aprovação por parte da população”, comemorou. Para ele, isso mostra que, “mesmo com todas as dificuldades, estamos caminhando, de forma inequívoca, na boa direção”.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério do Meio Ambiente

Brasil apoia redução de emissões de CO2 na aviação

A 39ª Assembleia da Organização de Aviação Civil Internacional (OACI), reunida em Montreal-Canadá, da qual a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) faz parte, aprovou, em sessão na última quinta-feira (6), a resolução que define as diretrizes regulatórias para um esquema global de compensação de emissões de carbono (CO2) para o transporte aéreo internacional.

A iniciativa, conhecida como GMBM (Global Market-Based Measure), tem por finalidade apoiar o objetivo da OACI de promover o crescimento neutro de CO2 da aviação civil internacional a partir de 2020. O Brasil pretende aderir aos objetivos a partir de 2027, segunda fase do acordo.

O GMBM estava sendo discutido há cerca de 8 anos. Segundo a resolução aprovada, o GMBM terá duração de 15 anos e será dividido em duas fases. A primeira fase, que terá caráter voluntário, entrará em vigor em 2021 e se estenderá até 2026.

A segunda, de caráter compulsório, será obrigatória para todos os países cuja indústria de transporte aéreo internacional esteja acima do limite mínimo estabelecido (0,5% RTK global) e funcionará entre 2027 e 2035.

As fases da aplicação do GMBM consideram o nível de desenvolvimento da indústria dos países participantes. Se trata do único esquema de compensação de CO2 válido em âmbito global para uma mesma indústria. Isso se soma aos esforços do Acordo de Paris, ratificado pelo Brasil recentemente.

Esquema de compensações

O mercado global de emissões de carbono foi criado pelo Protocolo de Quioto, acordo internacional que estabeleceu que os países desenvolvidos deveriam reduzir, entre 2008 e 2012, suas emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) em 5,2% em média, em relação aos níveis medidos em 1990.

Por meio do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) previsto no protocolo, os países podem compensar suas emissões por meio da compra de créditos de carbono gerados por projetos ambientalmente sustentáveis que sejam certificados nacionalmente pelos Estados nos quais eles são implementados. Ou seja, esses projetos, ao promoverem a redução da emissão de gases poluentes, geram créditos que podem ser comercializados com os países que têm metas a cumprir.

O acordo aprovado na OACI prevê uma abordagem dinâmica (chamada de dynamic approach) para a forma de cálculo das compensações que terão que ser pagas pelas empresas aéreas dos países participantes. As obrigações de compensações serão inicialmente calculadas a partir do percentual global de crescimento da indústria de transporte aéreo internacional.

Nesse caso, por exemplo, será calculado o percentual de emissões das que partem ou chegam do Brasil no mercado internacional e esse valor será dividido pelas empresas aéreas de acordo com a participação de mercado (Market Share) de cada empresa.

A partir de 2029, as obrigações de compensação serão computadas por meio de um indicador que considera a taxa global de crescimento da indústria dividida de acordo com o percentual de crescimento individual de cada empresa.

Ao longo dos próximos anos, a OACI e os Estados membros darão continuidade aos trabalhos técnicos a fim de decidir questões relacionadas à implantação do GMBM. Dentre os pontos a serem definidos estão: critérios para aceitação dos créditos de carbono que serão transacionados no âmbito do esquema; procedimentos de monitoramento, revisão e verificação das emissões; implementação de um registro central dos créditos e emissões; além de outras questões relativas ao modelo de governança do esquema.

Fonte: Portal Brasil, com informações da Anac