segunda-feira, 22 janeiro, 2018

Anitta faz show curto e causa revolta; vídeo mostra fãs jogando bebida; Assista:

Um show com a participação da cantora Anitta terminou em confusão na madrugada desta quarta-feira (12) em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio. No vídeo enviado por um internauta (veja acima), a cantora anuncia, por volta das 4h, que vai encerrar a apresentação após ficar pouco tempo no palco e é atingida por bebidas jogadas pelo público. De acordo com a organização do evento, os fãs também jogaram latas e tentaram agredir Anitta após invadir a área reservada para impedir que ela deixasse o local.

“Infelizmente eu tenho outro compromisso e as pessoas aqui não respeitaram. Uma falta de respeito [quando levou um banho de bebida]. Obrigada. Tchau”, declarou a cantora ao deixar o palco.

Anitta tomou 'banho' de bebida ao se despedir de platéia (Foto: Divulgação/Internauta)
Momento em que Anitta toma um banho com bebida
jogada pelo público (Foto: Divulgação/Internauta)

A produção da cantora afirmou que o início do show foi atrasado pela organização do evento em uma hora. Como a artista tinha compromisso na manhã desta quarta-feira (12), segundo a produção dela, Anitta subiu ao palco por respeito aos fãs e cantou as músicas de maior sucesso (confira abaixo o posicionamento na íntegra).

O evento, que também teve como atrações o cantor Belo, o Grupo Tá na Mente e Nandinho e Negro Bam, teve horário de início anunciado para as 22h na casa de shows Arena Music. Segundo um dos donos do local, Leonardo Gregório, o contrato estipulava que ela subisse ao palco entre 3h e 3h30 da madrugada, mas ela só iniciou o show às 3h58.

“Quando foi 3h03 o Belo tinha passado o show, o palco já estava montado pra ela, entraria no cronograma certinho. Ela ficou no camarim, atendeu uns 20 fãs e muitos reclamaram da forma grosseira que ela tratou. Ela subiu ao palco 3h58 e desceu 4h05, falando que tinha compromisso em São Paulo”, relatou Leonardo. Segundo ele, Anitta cantou apenas três músicas.

Segundo o organizador, a confusão aconteceu por cerca de 15 minutos depois do anúncio e a cantora só conseguiu deixar o local depois que seguranças da casa de shows foram ajudar.

“Quando ela começou a falar, a reação das pessoas foi a de tacar latas, copos. Muita gente tacando coisas, tentando agredir, acredito que tenha sido agredida sim, muita confusão. […] Até agora não entendi o porquê disso [atitude da cantora]. Acredito eu que tenha sido uma atitude dela e não da produção. Em um show de R$ 90 mil isso não poderia acontecer”, finalizou o organizador.

Ainda segundo Leonardo, o cachê pago a Anitta foi de R$ 90 mil e a produção estima que 3.200 pessoas compareceram. Leonardo Gregório ressaltou ainda que a empresa vai registrar uma ocorrência e mover uma ação judicial contra a cantora.

Segundo o delegado Carlos Abreu, da 126ª DP, nenhuma ocorrência relacionada ao show foi registrada.

Confira o posicionamento da produção da cantora
“Informamos que ontem no Arena Music, em Cabo Frio, a produção do evento atrasou em uma hora o início do show de Anitta, causando insatisfação dos fãs que aguardavam a cantora.

A produção do evento estava informada que infelizmente não poderia ter atraso e estava de acordo.

Em respeito ao público, Anitta subiu ao palco, realizou um show reduzido, cantando alguns de seus grandes sucessos.

Após cantar, Anitta anunciou a todos que precisaria encerrar pois tinha um novo compromisso que não poderia ser prejudicado pelo atraso causado pela organização do evento em Cabo Frio.

Para honrar seu novo compromisso, Anitta partiu na manhã de hoje do Rio de Janeiro para São Paulo, onde a cantora tem ensaio e show”.

Repercussão em redes sociais
Mesmo com a reação negativa no momento do show, muitos fãs defenderam Anitta na publicação do show em Cabo Frio na página da cantora no Facebook. Veja abaixo.

Fãs defenderam cantora em página oficial (Foto: Reprodução/Facebook)

Fãs defenderam cantora em página oficial (Foto: Reprodução/Facebook)
G1

Caminhada melhora a autoestima e combate a depressão

Caminhada é talvez o exercício físico mais recomendado pelos médicos para deixar a vida sedentária. Mas vou perguntar agora, será a caminhada o melhor exercício?

E quem deve responder a essa pergunta é o próprio indivíduo que vai fazer o exercício. Antes de explicar o motivo dessa afirmação vamos tentar ver os benefícios da caminhada, que é um exercício de baixo impacto e baixa intensidade, que, portanto não vai levar o praticante a um esforço muito intenso e isso é coisa de quem tem bom senso.

Existe uma grande discussão sobre a capacidade da caminhada em fazer o indivíduo perder barriga. Claro que é um fator importante juntamente com a boa alimentação, mas talvez não faça o mesmo efeito que exercícios de maior intensidade. Então não coloque muitas expectativas somente na caminhada e saiba que ficar em forma é uma grande jornada.

Uma jornada de esforço e dedicação diária e duradoura e o prêmio vai ser a boa forma física tão desejada. Mas cuidado com as fórmulas mirabolantes que combinam caminhada com dietas proteicas ou vitaminadas, isso pode ser uma armadilha que vai te tirar do bom caminho e da sua jornada.

Estudos recentes demonstram o desenvolvimento de doenças renais associadas ao uso de produtos super proteicos, também conhecidos como “shakes”, então de preferência a uma alimentação balanceada e saudável.

A caminhada é uma atividade física muito popular e de fácil acesso a qualquer iniciante, porém essa atividade vai ser melhor aproveitada se o praticante souber as formas mais corretas de caminhar, levando em consideração intensidade, volume e duração do exercício, fatores determinantes que somente um Educador Físico vai poder orientar.

Os benefícios para quem pratica a caminhada são inúmeros e vão do controle de peso, passando pela melhora da autoestima e autoimagem, diminuição dos casos de doenças cardíacas até diminuição dos casos de desenvolvimento de cataratas causadas pela idade quando comparados a pessoas sedentárias.

Você pode caminhar em uma esteira em casa ou na academia mas acho que você deve sempre dar preferência a caminhadas em parques ou locais destinados a essa finalidade seja pelo contato com a natureza ou pela interação social que isso proporciona.

Neto Bechara – Educador Físico

Saúde e educação não perderão recursos com PEC, diz ministro

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse nesta sexta-feira que sua área, assim como a educação, não perderá investimentos com a proposta de emenda constitucional encaminhada nesta semana pelo governo à Câmara para limitar os gastos públicos – a PEC 241.

“Não há possibilidade de redução de financiamento da saúde”, comentou o executivo, acrescentando que as demais áreas terão que se acomodar no “teto global de gastos” da PEC. “O crescimento nos gastos com a previdência vão ultrapassar a inflação, mas saúde de educação não perderão recursos”, disse o ministro, que abriu nesta sexta o Summit Saúde Brasil, congresso sobre saúde organizado peloEstado.

Ele disse ainda que sua Pasta vai lutar no Congresso para ampliar o orçamento destinado à saúde. Num discurso em que prestou contas de 100 dias de gestão, Barros falou das medidas do governo para reduzir despesas na saúde e “fazer mais por menos”.

Segundo ele, um conjunto de iniciativas – incluindo a demissão de quase mil bolsistas e pesquisadores -, permitiu ao governo uma economia de R$ 1,59 bilhão e uma redução nas despesas de contatos de 33%.

Num novo modelo de compras de medicamentos, Barros informou que, ao reduzir preços com fornecedores, foram comprados R$ 3,2 bilhões em remédios, mesmo tendo R$ 1 bilhão a menos de recursos do que no ano passado. “Podemos fazer ainda muito mais com o orçamento que já temos”, disse o ministro.

Barros lembrou que o governo liberou R$ 6,3 bilhões em recursos para saúde que estavam contingenciados e informou que o presidente Michel Temer encaminhou nesta semana um pedido de crédito de R$ 1, 7 bilhão para sua área neste ano. “Há muitos anos, o ministério não paga a fatura da média e alta complexidade no mês de dezembro”, justificou o ministro.

MAIS MÉDICOS

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, também afirmou nesta sexta-feira que o Mais Médicos, uma das marcas do governo Dilma Rousseff nessa área, não será encerrado. Ele informou, porém, que o programa sofrerá mudanças, com a substituição de boa parte dos médicos que vieram de Cuba por profissionais brasileiros.

Dos mais de 11 mil médicos cubanos, 4 mil serão trocados por médicos brasileiros em três anos, informou o ministro ao participar do Summit Saúde Brasil, congresso organizado pelo Estadão que debate temas relacionados à saúde na zona sul da capital paulista. “É preciso que os médicos brasileiros se apresentem”, disse Barros.

No combate ao vírus da Zika – transmitido pelo mosquito Aedes aegypti -, o ministro informou também que o governo, está comprando repelentes para gestantes do programa Bolsa Família.

‘JUDICIALIZAÇÃO’ DA SAÚDE DESESTRUTURA ORÇAMENTO

O executivo fez uma crítica à “judicialização” da saúde, que, segundo ele, desestrutura o orçamento destinado à área. Durante participação em congresso na zona sul da capital paulista, Barros disse ainda que dar assistência a todos significa tirar dinheiro do contribuinte, numa referência a sentenças judiciais que obrigam o Estado a fornecer medicamentos de alto custo não disponíveis na lista do Sistema Único de Saúde (SUS).

Com o caso prestes a ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Barros pediu que a Corte harmonize direitos constitucionais, entre o direito de acesso à saúde e o limite da capacidade de contribuição da população. “Não dá para cobrar o que quiser de imposto”, disse Barros, em discurso de abertura do Summit Saúde Brasil, congresso sobre saúde realizado pelo Estado.

“Precisamos da interpretação clara do Supremo se o SUS é tudo para todos, ou se é tudo o que ele tem disponível para todos”, assinalou o ministro, acrescentando que a segunda interpretação pode ser atendida pelo Estado. Mais tarde, em entrevista a jornalistas, Barros voltou a pedir “bom senso” do Supremo.

Estadão

Ciee oferece 11 vagas de estágios para estudantes do Oeste Paulista

Nesta semana, o Centro de Integração Empresa-Escola (Ciee) oferece 11 vagas de estágios para o Oeste Paulista. As oportunidades são para estudantes de Pirapozinho e Presidente Prudente e a remuneração pode chegar a R$ 880. Confira os detalhes.

1 vaga para quem cursa do 1º ao 2º termo de técnico em farmácia e mora em Presidente Prudente, com carga semanal de 30h e bolsa-auxílio de R$ 450.

2 vagas para quem cursa do 1º ao 3º ano de pedagogia e mora em Presidente Prudente, com carga semanal de 30h e R$ 600 de bolsa-auxílio.

1 vaga para quem cursa ao 1º ao 3º ano de administração e reside em Presidente Prudente, com carga semanal de 30h e R$ 650 de bolsa-auxílio.

1 vaga para quem cursa do 1º ao 7º termo superior em informática e mora em Pirapozinho, com carga semanal de 30h e bolsa-auxílio de R$ 800.

1 vaga para quem cursa do 1º ao 3º termo de tecnologia em gestão comercial e reside em Presidente Prudente, com carga semanal de 30h e bolsa-auxílio de R$ 500.

1 vaga para quem cursa do 1º ao 2º ano do ensino médio e mora em Presidente Prudente, com carga semanal de 30h e bolsa-auxílio de R$ 450.

1 vaga para quem cursa do 1º ao 2º ano de técnico em administração e reside em Presidente Prudente, com carga semanal de 30h e bolsa-auxílio de R$ 600.

1 vaga para quem cursa do 1º ao 3º ano de turismo e mora em Presidente Prudente, com carga semanal de 30h e bolsa-auxílio de R$ 880.

1 vaga para quem cursa do 1º ao 3º ano de ciências contábeis e reside em Presidente Prudente, com carga semanal de 30h e bolsa-auxílio de R$ 500.

1 vaga para quem cursa do 1º ao 3º ano de pedagogia e reside em Presidente Prudente, com carga semanal de 30h e bolsa-auxílio de R$ 600.

Serviço – O Centro de Integração Empresa-Escola fica na Rua Joaquim Nabuco, 849, no Centro, em Presidente Prudente. Mais informações e vagas podem ser consultadas pelainternet ou pelo telefone (18) 3222-0995.

 G1

Em que idade a mulher está mais suscetível ao câncer de mama?

O câncer representa um grande desafio em termos de saúde pública. Doença multifatorial, sua incidência está relacionada não somente aos fatores de risco, mas à qualidade dos serviços de saúde, às campanhas de prevenção, e, principalmente, ao envelhecimento da população. Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) revelam que, no Brasil, este ano deve contabilizar quase 600 mil novos casos da doença. Metade deles, em mulheres. Uma em cada cinco pacientes com câncer terá de lidar com o diagnóstico de câncer de mama – que, depois do câncer de pele não-melanoma, é o mais comum, seguido de cólon e reto, colo do útero, pulmão e estômago.

Depois dos 40 anos de idade, a doença aumenta progressivamente entre as mulheres. Estudos norte-americanos indicam que a incidência mundial do câncer vem aumentando e que 12,4% das mulheres terão câncer de mama em alguma fase da vida. Embora 87,6% não tenham de lidar com a doença, a realização anual da mamografia continua sendo o método mais importante de prevenção em pacientes com mais de 40 anos. Nos Estados Unidos, o câncer de mama atinge uma em cada 28 mulheres depois dos 60 anos, uma em cada 42 mulheres depois dos 50 anos e uma em cada 68 mulheres na faixa dos 40 anos. Antes disso a doença é considerada rara, atingindo uma em cada 227 mulheres.

Na opinião de Vivian Schivartche, médica radiologista do CDB Medicina Diagnóstica, esse tipo de estatística é interessante para uma avaliação geral da população feminina em relação à doença. Mas, para cada mulher, o risco pode ser maior ou menor, dependendo de inúmeros fatores – tanto os conhecidos como os ainda não completamente compreendidos. “Como a incidência do câncer de mama está intrinsecamente relacionada ao envelhecimento, o fator idade é o principal para determinar os riscos da doença. Sendo assim, enquanto mulheres jovens não devem se preocupar muito com isso, a menos que suas mães e irmãs tenham enfrentado o problema, depois dos 40 anos a preocupação deve ser relevante o suficiente para que se faça o exame mamográfico anualmente”.

A especialista afirma que a mamografia costuma apresentar sensibilidade em torno de 80%. Mas a introdução da tomossíntese mamária refinou o diagnóstico. “A tomossíntese, também chamada de mamografia 3D, costuma aumentar sensivelmente a detecção do câncer de mama, já que permite enxergar o tumor numa fase muito precoce e em mamas densas e heterogêneas. Porém, em pacientes de alto risco ou quando persistirem dúvidas, outros exames devem ser realizados de forma complementar, como a ultrassonografia e a ressonância magnética”.

A médica explica que, na imagem mamográfica, o tecido denso aparece em branco, enquanto a gordura é caracterizada pelas áreas escuras. Como os tumores também aparecem em branco nessas imagens, é mais difícil diferenciar o que é tecido altamente denso de um tumor. “Muitas vezes, a mulher é chamada novamente para que façam novas imagens e esclareçam essas dúvidas. Os avanços da mamografia nos últimos anos, quando passou de um simples exame em filme para um exame digital e depois para a tomossíntese, caminham na direção de aumentar a detecção de tumores cada vez menores e reduzir a necessidade de imagens extras”.

Agora, também é possível utilizar as imagens da tomossíntese para produzir imagens mamográficas em duas dimensões, sintetizadas. Uma das vantagens é a possibilidade de melhorar o diagnóstico da doença – especialmente em pacientes jovens e com mamas densas. De acordo com Vivian Schivartche, a superioridade nas imagens mamográficas quando se faz o uso do software é notável. A médica diz que esse método diagnóstico permite a visualização de tumores menores, mais agressivos e provavelmente mais precocemente, quando comparada à mamografia convencional.

“Quando a mamografia convencional (2D) é realizada isoladamente, a sobreposição de estruturas da mama pode simular lesões suspeitas, obrigando a paciente a fazer mais radiografias para esclarecimento, ou até mesmo uma biópsia. A tomossíntese elimina a sobreposição dos tecidos. Com isso, temos melhor definição das bordas das lesões, melhor detecção de lesões sutis e melhor localização da lesão na mama. Com o uso do software, a exposição à radiação – que é um fator a ser considerado – cai pela metade. Sendo assim, é muito vantajoso para a paciente com suspeita de câncer de mama”, diz a médica.

(Fonte: Dra. Vivian Schivartche, médica radiologista, especialista em Diagnóstico da Mama no CDB Premium e Centro de Diagnósticos Brasil – www.cdb.com.br)

***O National Cancer Institute (Estados Unidos) disponibiliza uma ferramenta que calcula a chance anual de uma mulher ter câncer de mama, bem como a probabilidade até atingir 90 anos. https://www.cancer.gov/bcrisktool/

Portal Regional

MPE apura se polícia de SP agrediu e forjou prisões de 21 manifestantes

Um mês após manifestantes serem detidos antes de um protesto em São Paulo contra o governo de Michel Temer (PMDB), o Ministério Público Estadual (MPE) apura se policiais agrediram um manifestante e forjaram as prisões.

As suspeitas surgiram após a imprensa divulgar a informação de que o capitão Willian Pina Botelho, de 37 anos, teria atuado como agente infiltrado do Exército no dia 4 de setembro. Ele colocou a ação policial em dúvida após se tornar suspeito de ter armado uma emboscada que levou à prisão dos manifestantes no Centro Cultural São Paulo (CCSP), no Centro da capital.

Por ser um oficial das Forças Armadas, a atuação do capitão Botelho é investigada pelo Ministério Público Federal (MPF) e não pelo MPE.

Dos 21 ativistas pegos pela Polícia Militar (PM) sob a suspeita de serem black blocs e portarem objetos que seriam usados para depredar o patrimônio público e privado, 18 são maiores e foram indiciados pela Polícia Civil por associação criminosa e corrupção de menores. Três adolescentes acabaram responsabilizados por atos infracionais.

Todos os detidos negaram as acusações dos policiais, alegaram que as provas foram ‘plantadas’ e acabaram liberados por decisão da Justiça, que considerou irregulares as prisões para averiguação _os manifestantes sequer tinham ido ao protesto e muito menos depredaram qualquer patrimônio.

Um dos presos, um jovem de 18 anos acusado de andar armado com uma barra de ferro, denunciou um policial militar de tê-lo agredido com um soco no peito.

Mesmo diante da ausência de marcas no corpo do rapaz, conforme laudo do Instituto Médico Legal (IML), o Grupo de Atuação do Controle Externo da Atividade Policial (Gecep) quer ouvi-lo para apurar o suposto crime de lesão corporal que teria sido cometido contra ele pelo PM, ainda não identificado.

Em entrevista ao G1, a promotora do Gecep, Luciana Frugiuele, afirmou que, além da possível violência policial, investiga, com a Promotoria de Justiça Militar do estado de São Paulo, se a PM e a Polícia Civil cometeram abusos ao supostamente forjarem, respectivamente, as detenções e autuações dos manifestantes.

Essas desconfianças ganharam força após o site “A Ponte”, o jornal “El País” e a TV Globo informarem que os ativistas acusavam o capitão Botelho de ter usado as redes sociais com um nome falso para se aproximar deles, levando-os para o Centro Cultural, onde foram detidos pela PM. Depois seguiram ao Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).

O oficial do Exército, que se apresentou como Baltazar Nunes ou só “Balta Nunes” e estava com os manifestantes detidos, não foi levado para o Deic. Por meio de nota, a PM alegou que o liberou por não ter encontrado provas contra ele.

Ainda segundo a corporação, policiais militares detiveram os ativistas suspeitos de serem black blocs após uma denúncia anônima. Para os manifestantes, esse denunciante é o capitão Baltazar.

Lesão corporal: ‘violência policial’
“São dois procedimentos. Um procedimento veio de uma informação da audiência de custódia, no momento que os manifestantes foram ouvidos lá pelo juiz, e um deles falou que havia sido agredido”, disse Luciana, que apura se ocorreu o crime de lesão corporal. “Em razão dessa afirmação, foi instaurado o procedimento para apurar violência policial”.

Capitão do exército estaria infiltrado entre manifestantes presos em SP, segundo denúncia (Foto: Reprodução/TVGlobo)
Capitão do exército estaria infiltrado entre manifestantes presos em SP, segundo denúncia (Foto: Reprodução/TVGlobo)

Segundo a promotora, o jovem foi chamado a prestar depoimento sobre a agressão que alega ter sofrido de um PM. “Nós já requeremos a oitiva desse manifestante”, falou a representante do Gecep, que ainda não marcou uma data para ouvi-lo. “Havendo necessidade nós vamos ouvir todos os outros manifestantes e os policiais envolvidos na ocorrência”.

Abuso de autoridade: ‘flagrante preparado’
Paralelamente à investigação sobre a suspeita de agressão policial, o MPE instaurou em conjunto com o Ministério Público Militar um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) para apurar a atuação dos policiais militares e civis e a regularidade ou não das prisões e indiciamentos dos ativistas.

“Esse PIC foi instaurado para apurar a regularidade da atuação das nossas polícias, tendo em vista o fato novo que surgiu, depois da audiência de custódia, de que haveria um agente infiltrado na manifestação, que teria organizado tudo isso”, explicou Luciana. “Esse agente teria chamado todos os manifestantes e induzido eles a se reunirem no Centro Cultural aonde a Polícia Militar chegou”.

“Então a gente quer apurar: a Polícia Militar estava sabendo? Não estava sabendo? A ação da Polícia Militar foi regular ou foi um flagrante preparado? A ação da Polícia Civil, ao ratificar o flagrante, foi regular?”, indagou a promotora.

Se o flagrante foi armado seria uma irregularidade, na opinião dela. “Um eventual abuso de autoridade. Em tese um abuso se foi um flagrante preparado”, disse Luciana. “Mas precisa ver se a polícia estava sabendo ou não estava sabendo”.

SSP, PM, Polícia Civil e Exército
Em comunicados anteriores à imprensa, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou desconhecer qualquer ação de inteligência que tenha sido feita entre a PM, Polícia Civil e o Exército para deter os suspeitos de serem black blocs.

Apesar de ter confirmado à reportagem que era Botelho o homem de óculos, com cabelos compridos e barbado, que aparece em vídeos e fotos na internet sendo detido pela PM junto com outros ativistas, a assessoria de imprensa do Exército em Brasília não respondeu se o capitão estava mesmo trabalhando como agente infiltrado e se estava lá com autorização judicial ou não.

Especialistas em segurança ouvidos pelo G1 disseram que a atuação de agentes infiltrados é legal, desde que se obedeçam critérios estabelecidos pela Política Nacional de Inteligência (PNI), que está em vigor desde 29 de junho deste ano após decreto de número 8.793, assinado pelo então presidente em exercício Michel Temer.

Por meio de nota, o Exército informou que abriu um procedimento para apurar o caso envolvendo o capitão, mas também não explicou o que investiga. Por meio de seu setor de comunicação, os militares defenderam o emprego de “operações de inteligência” permanentes em “manifestações de rua”. Apesar disso, não admitiu se fez uso delas no dia 4 de setembro.

Como o oficial pertence as Forças Armadas, a atuação dele também é apurada pelo MPF. “A gente não tem atribuição para investigar o capitão. A atribuição nossa é só para ver a regularidade ou não das nossas policias, policias estaduais”, alegou Luciana, do MPE.

Procurada, a assessoria do MPF informou que aguardava um posicionamento dos responsáveis pela investigação sobre o caso para se manifestar. Ainda não há confirmação se o capitão Botelho foi ouvido.

Perfil dos detidos
Segundo documentos do Deic, obtidos pelo G1, dos 21 detidos, só dois se conheciam. Um arquiteto brasileiro e um artista colombiano que dividiam um apartamento na região do Morumbi, Zona Sul da capital paulista.

Nove são homens e 12 do sexo feminino. Dois deles são estrangeiros _além do colombiano, há um mexicano. Uma mulher de 38 anos foi a mais velha manifestante a ser detida. Três adolescentes de 17 anos foram as mais jovens.

Detidos antes de protesto contra Temer chegam para audiência de custódia no Fórum da Barra Funda (Foto: Glauco Araújo/G1)
Detidos antes de protesto contra Temer chegam para audiência de custódia no Fórum da Barra Funda (Foto: Glauco Araújo/G1)

A reportagem não conseguiu localizá-los para comentar o caso. Veja abaixo o perfil dos detidos:

1) Arquiteto, 26 anos, superior completo, morador da região do Morumbi, Zona Sul de São Paulo – portava uma máscara e um frasco de vinagre, segundo a polícia.

2) Artista colombiano, 21 anos, 2º grau incompleto, morador da região do Morumbi, Zona Sul  – “estava portanto um disco grande de metal, semelhante a um escudo”, de acordo com o boletim de ocorrência.

3) Adolescente, 18 anos, 1º grau incompleto, morador do Alto da Lapa, Zona Oeste – “estava portando uma barra de ferro de cor azul, semelhante a um pé de cabra”, informa o registro policial. “Afirma que foi agredido com um único soco na região do tórax à direita”, informa o laudo do IML sobre o que o jovem relatou. Os exames feitos nele, no entanto, não detectaram “evidências de lesões corporais”. Se elas existiram “não deixaram vestígios”, conclui o documento.

4) Autônomo, 23 anos, 2º grau completo, morador da Penha, Zona Leste.

5) Tradutora, 38 anos, superior completo, moradora de Itapecerica da Serra, Grande São Paulo.

6) Estudante, 21 anos, superior incompleto, moradora da Zona Leste – portava um “extintor veicular”, de acordo com a PM.

7) Autônoma, 28 anos, 2º grau completo, moradora de Santo André – portava “materiais de primeiros socorros”, aponta relatório policial.

8) Estudante, 18 anos, 2º grau completo, moradora da Barra Funda, Zona Oeste.

9) Estudante, 19 anos, superior incompleto, moradora de Alto de Pinheiros, Zona Oeste.

10) Desempregada, 28 anos, superior completo, moradora da Região da Vila Prudente, Zona Sul.

11) Estudante, 23 anos, superior incompleto, morador de Indaiatuba, interior de São Paulo.

12) Empresário, 24 anos, superior incompleto, morador de Perdizes, Zona Oeste – segundo a polícia, portava  16 celulares para “evitar que fossem rastreados ou que os integrantes dispersassem”.

13) Analista de Sistemas, 25 anos, superior completo, morador da Vila Mariana, Zona Sul.

14) Estudante, 21 anos, superior incompleto, morador de Guarulhos, região metropolitana de São Paulo.

15) Estudante do sexo masculino, 19 anos, 2º grau completo, endereço não informado.

16) Estudante, 27 anos, superior incompleto, morador da Penha, Zona Leste.

17) Estudante mexicano, 20 anos, 2º grau completo, morador da Vila Madalena, Zona Oeste.

18) Autônomo, 20 anos, 2º grau incompleto, morador do Grajaú, Zona Sul.

Três adolescentes foram enquadradas em atos infracionais equiparados aos crimes de associação criminosa:

19) Estudante, 17 anos, 1º grau completo, moradora do Bom Retiro, Centro.

20) Estudante, 17 anos, 2º grau completo, moradora da Vila Mariana, Zona Sul – portava “materiais de primeiros socorros”, de acordo com a polícia.

21) Adolescente, 17 anos, 1º grau incompleto – moradora da Mooca, Zona Leste.

G1

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Odebrecht e procuradores negociam as penas dos delatores

Entre 50 e 60 executivos e ex-executivos do grupo aguardam o resultado das negociações

As penas dos delatores da operação Lava Jato começam a ser negociadas hoje. Entre 50 e 60 executivos e ex-executivos da Odebrecht aguardam o resultado das negociações entre os advogados da empreteira e os representantes do MPF. As informações são do colunista Lauro Jardim, de O Globo.

Ontem, a Odebrecht recebeu uma papelada com as penas que o MPF pretende ver cumpridas por Marcelo Odebrecht e seu grupo.

Ainda de acordo com o colunista, em uma expectativa otimista, dentro de uma semana poderá estar tudo fechado e pronto para a homologação.

A partir de então, se iniciará a demorada fase de depoimentos de cada um dos envolvidos — ou seja, a delação premiada propriamente dita.

Notícias ao Minuto

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