sábado, 23 junho, 2018

Nem a metade dos projetos de concessão de Temer saiu do papel

Questionamentos feitos por órgãos de controle e até por investidores interessados derrubaram expectativas do mercado quanto à capacidade de execução

A pouco mais de sete meses para o fim do governo, o programa de concessões de infraestrutura lançado por Temer enfrenta obstáculos e pode empurrar projetos para o próximo presidente. Menos da metade dos empreendimentos aprovados foi a leilão.

Questionamentos feitos por órgãos de controle e até por investidores interessados derrubaram expectativas do mercado quanto à capacidade de execução. O governo, porém, diz que trabalha para oferecer tudo ainda em 2018.

O PPI (Programa de Parcerias e Investimentos) foi lançado em setembro de 2016, com o mote de contribuir para a retomada da atividade econômica. Em cinco reuniões, foram aprovados 175 projetos, dos quais 74 (ou 42,2% do total) foram concluídos.

Desse total, 56 são de energia e petróleo. Não houve ainda concessões de estradas e ferrovias, que têm grande potencial de geração de empregos no curto prazo, nem privatizações, que esbarram também em resistência política. Entre os aeroportos, saíram só os 4 maiores dos 17 da lista.

“O governo deveria focar em obras que têm demanda reconhecida. Não há condições burocráticas de fazer tudo ao mesmo tempo”, diz o ex-presidente do BNDES José Pio Borges, que preside o conselho do Conselho Brasileiro de Relações Internacionais.

A opinião é compartilhada por executivos dos setores de rodovias e ferrovias, para os quais não há nenhum edital lançado -o programa dá prazo de cem dias entre o lançamento do edital e o leilão.

“É difícil sair alguma coisa neste ano”, diz Cesar Borges, presidente da ABCR (Associação Brasileira de Concessões Rodoviárias). A carteira do programa tem oito projetos de concessão de rodovias.

O secretário especial do PPI, Adalberto Vasconcelos, admite que é o setor mais difícil e diz que dois projetos têm mais chance de sair até o fim do governo Temer: a rodovia de Integração do Sul e trechos das BRs 364 e 365, ligando Uberlândia (MG) a Jataí (GO).

Os dois têm leilão previsto para o terceiro trimestre. Os outros seis nem sequer passaram por audiências públicas, etapa anterior à análise do TCU (Tribunal de Contas da União). Um deles, o trecho da BR-040 que liga o Rio a Juiz de Fora (MG) já teve o leilão empurrado para 2019.

No setor ferroviário, o projeto mais adiantado é trecho da ferrovia Norte-Sul, que está no TCU. Já a Ferrogrão só deve ir a consulta pública no terceiro trimestre, o que limitaria as chances de cumprimento do cronograma exigido pelo programa.

Vasconcelos diz que pode encurtar o prazo de cem dias para tentar fazer o leilão ainda este ano. No fim de 2017, o PPI anunciou a ampliação do prazo de concessão para 65 anos e limites aos gastos com compensação ambiental para atrair interessados.

Além da energia e petróleo, o único setor que ainda não enfrentou obstáculos foi o portuário, que já teve 14 terminais licitados e tem mais 21 projetos na lista. “A gente espera que saia tudo neste ano”, diz o diretor-presidente da Associação Brasileira de Terminais Portuários, José Di Bella.

O secretário do PPI diz acreditar que conseguirá acelerar os leilões de outros setores até o fim do ano e adianta que novos projetos serão incluídos na sexta reunião do programa. Com informações da Folhapress.

(Noticias ao Minuto)

Termina hoje prazo para a entrega da declaração do Imposto de Renda

Está obrigado a declarar quem recebeu rendimentos tributáveis, em 2017, em valores superiores a R$ 28.559,70

Termina nesta segunda (30) o prazo para declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). Até esse domingo (29), cerca de 3,9 milhões de contribuintes ainda não haviam acertado as contas com o Fisco. O prazo para entrega da declaração começou em 1º de março e vai até as 23h59 de amanhã (30).

A expectativa é de que, até a meia-noite de hoje, 28,8 milhões enviem o documento.

Está obrigado a declarar quem recebeu rendimentos tributáveis, em 2017, em valores superiores a R$ 28.559,70. No caso da atividade rural, deve declarar quem teve receita bruta acima R$ 142.798,50.

A multa para quem apresentar a declaração depois do prazo é de 1% por mês de atraso, com valor mínimo de R$ 165,74 e máximo de 20% sobre o imposto devido. Com informações da Agência Brasil.

O programa de preenchimento da declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física de 2018, ano base 2017, está disponível no site da Receita Federal.

A estimativa é que sejam enviadas 28,8 milhões de declarações até o fim do prazo. Confira um passo a passo com as principais orientações sobre como preencher e enviar a declaração do IRPF, bem como os documentos necessários.

(Notícias ao Minuto)

Após ação do MPF, Justiça determina pagamento de abonos do PIS/Pasep não sacados nos últimos cinco anos

Resoluções inconstitucionais dificultam acesso de trabalhadores ao benefício; decisão vale para SP e MS

A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil deverão convocar todos os trabalhadores que não receberam os abonos salariais do PIS/Pasep nos últimos cinco anos para comparecer a agências e sacar o dinheiro. A determinação consta de uma sentença da 2ª Vara Cível Federal da capital paulista e é resultado de uma ação civil pública ajuizada pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, órgão vinculado ao Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo. A ordem judicial se estende aos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, que compõem a 3ª Região da Justiça Federal. 

Trabalhadores que ganham até dois salários mínimos mensais têm direito a receber o abono equivalente a um salário mínimo anual, mas nem todos sabem disso. A Caixa e o Banco do Brasil, responsáveis respectivamente pelo pagamento dos valores do PIS (Programa de Integração Social) e do Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público), têm não só deixado de divulgar amplamente a disponibilidade dos recursos aos beneficiários, como também se baseado em prazos inconstitucionais para dificultar os saques.

Esses prazos são estipulados em resoluções que a União edita anualmente, por meio do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat). Embora a Constituição garanta o direito ao abono sem condicioná-lo a datas para saque, os atos normativos restringem os períodos em que os beneficiários podem retirar as quantias ao longo do ano. Os textos estabelecem ainda que os valores não sacados no calendário definido devem ser automaticamente revertidos para as outras finalidades do FAT. Assim, os trabalhadores que perdem os prazos continuam com direito a receber as parcelas, mas acabam obrigados a recorrer à Justiça para obtê-las.

Na sentença, a Justiça Federal acolheu integralmente os pedidos do MPF para que o pagamento seja efetuado independentemente de datas previstas em resoluções. Os cinco anos retroativos correspondem ao mesmo prazo máximo que a Fazenda Pública tem para realizar cobranças. Os saques, com juros e correção monetária (calculada com base no IPCA-e), podem ser feitos, pelos trabalhadores, por via administrativa, diretamente nas agências bancárias. A decisão impõe também que valores não retirados sejam mantidos pelo mesmo período nas instituições bancárias, em vez de revertidos ao FAT, facilitando o acesso às parcelas por quem as requeira.

A União foi condenada ainda ao pagamento de R$ 477 mil a título de danos morais coletivos. O montante deve ser depositado no Fundo de Defesa de Direitos Difusos. União, Caixa e Banco do Brasil devem, por fim, dar ampla publicidade ao teor da sentença, convocando os trabalhadores para que possam sacar só valores que lhe são devidos a título de abono salarial.

(Ministério Público Federal) 

Veja 12 orientações para economizar na Páscoa

“Nesta época, muitos agem por impulso e prejudicam suas finanças ao longo de todo o ano. É preciso planejamento e consciência”, orientou um especialista

Faltando menos de uma semana para a Páscoa, comemorada em 1º de abril, é importante se programar, conforme sinaliza o presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), Reinaldo Domingos. “Nesta época, muitos agem por impulso e prejudicam suas finanças ao longo de todo o ano. É preciso planejamento e consciência”, orienta.

Pensando nisso são muitas as ações que levam a economia, desde as mais simples até algumas mais criativas. Abaixo Reinaldo Domingos listou algumas dessas ações em relação a compra de ovos e para a ceia.Orientações para economizar com ovos de Páscoa:

1- Compare

Observe quanto custa uma barra de chocolate e um ovo de Páscoa, ambos da mesma marca, avaliando a quantidade de produto que vem em cada um. A diferença, dependendo do caso, pode superar 400%, o que é uma quantia significativa até mesmo na compra de apenas uma unidade, quanto mais na compra de vários.

2- Pense

Agir por impulso é algo que pode levar ao comprometimento das finanças, portanto reflita sobre a importância de comprar algo caro, perecível e que representa apenas uma única data do ano. Caso a intenção seja comprar e presentar toda a família, procure ser consciente e buscar alternativas mais econômicas.

3- Priorize

Por mais que haja vontade de presentear a todos, priorize as pessoas mais próximas e que dão mais valor aos doces – afinal, não são todos. O acúmulo de chocolates pode gerar desperdício, não apenas de dinheiro, mas também de alimentos. Considere priorizar as crianças, que criam mais expectativas em relação a data.

4- Negocie

Se desejar comprar itens de marcas específicas tendo dinheiro para isso, ótimo. Mas lembre-se que é sempre válido negociar, especialmente se for pagar à vista e comprar em grandes quantidades. Pesquise preços em diversos estabelecimentos, opte pelo que oferecer menores valores e melhores condições de pagamento e peça desconto.

5- Substitua

Considere trocar os ovos de marca por caseiros, que também possuem boa qualidade e não carregam o “status” da marca, que tanto encarece o produto. Muitas pessoas se dedicam à produção de chocolates caseiros na Páscoa, portanto aproveite a oportunidade para economizar e valorizar o trabalho de seus conhecidos.

6- Simplifique

É possível fazer algo coletivo também, por exemplo, uma cesta com chocolates para pessoas que moram na mesma casa. Sairá bem mais em conta. É importante lembrar que chocolate em demasia não faz bem para a saúde, portanto evite o consumo exacerbado. Lembre-se, o sentido da Páscoa é algo bem mais complexo e espiritual.

Orientações para economizar na ceia de Páscoa

Não tenha pressa

O movimento no comércio pode ser grande nos dias que antecedem a Páscoa, portanto vá às compras com paciência e tranquilidade, pois a pressa para ir embora pode te levar a pagar mais caro;8- Seja consciente, verifique o número de pessoas e controle para que a “mesa farta” não vire um festival de sobras e desperdício;

Saiba onde comprar

Para ter itens mais frescos e baratos, vá a feiras livres de seu bairro. Para comprar itens em grande quantidade, como carnes e bebidas, vá a mercados atacadistas e aproveite as promoções;

Faça boas escolhas

Troque alimentos e bebidas caros e importados por itens nacionais e mais baratos, sem perder no sabor ou na qualidade;

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Divida as despesas entre familiares e amigos para que os anfitriões não precisem arcar com tudo sozinhos. Cada um pode levar um prato ou uma bebida – além de ficar leve para o bolso, aumenta a diversidade de pratos saborosos na refeição;

Pague à vista

Evite pagar alimentos e bebidas no cartão de crédito ou fazendo parcelamentos.

(Notícias ao Minuto)

IPTU e IPVA: melhor parcelar ou pagar à vista?

Todo começo de ano é a mesma correria para lidar com o excesso de gastos, especialmente o IPTU e IPVA. Há quem prefira parcelar para diluir a despesa, enquanto outras pessoas fazem de tudo para pagar à vista e garantir um desconto. De qual time você deve fazer parte? A resposta é: depende. A seguir, entenda em quais situações parcelar e quando pagar o IPTU e IPVA em uma só tacada.

Quanto pagar IPTU e IPVA à vista

Para tomar a decisão de maneira sábia, é preciso analisar o seu comportamento financeiro ao longo do ano passado. Você se preparou para essas despesas e juntou dinheiro ao longo dos meses? Se sim, é provável que essa seja a melhor opção. Os descontos são atrativos: em São Paulo, o IPTU sai 4% mais barato e, no Rio de Janeiro, 7%. Já o IPVA tem desconto de 3% em ambas as capitais*.

Se você tiver esse dinheiro aplicado em algum investimento, é preciso analisar se vale a pena tirá-lo para o pagamento. Hoje, não existe nenhum investimento de baixo risco que ofereça um rendimento maior do que o desconto obtido no pagamento à vista. Por isso, se você tiver essa grana, sacá-la e pagar os impostos de uma vez só pode ser uma boa decisão.

No entanto, é preciso tomar cuidado. Essa alternativa apenas é válida se você tiver certeza de que não comprometerá o orçamento da família.

Há quem acredite que vale a pena pedir um empréstimo para conseguir o desconto oferecido no pagamento à vista. Porém, nem sempre essa é a melhor atitude. Ela apenas é vantajosa se você conseguir um crédito com um CET (Custo Efetivo Total) menor do que os juros cobrados pelo governo no parcelamento dos impostos. Geralmente, as menores taxas estão nos créditos consignados, então, cheque essa opção.

Apenas tome cuidado para não se atrapalhar com as parcelas do empréstimo – você deverá conseguir pagá-las e ter uma folga para juntar dinheiro para bancar o IPTU e IPVA à vista ano que vem. Não vale a pena se endividar por causa de um desconto!

Quando parcelar o IPTU e IPVA

Se você não juntou dinheiro ao longo do ano passado para este fim, ou por algum outro motivo a parcela única pesará demais no seu bolso, essa pode ser a melhor opção – mesmo considerando os juros embutidos no parcelamento.

Ao considerar essa alternativa, veja se as parcelas cabem em seu orçamento – do contrário, as prestações podem acabar prejudicando seu planejamento financeiro e você acabará enrolada em meio a tantas contas. Se necessário, faça cortes em outras áreas do orçamento e nunca, jamais, apele para o cheque especial ou pagamento com cartão de crédito.

E fica a lição de casa: junte dinheiro ao longo do ano para, da próxima vez, quitar o IPTU e IPVA à vista e conseguir um belo desconto.

(Finanças Femininas) 

AUTOMAÇÃO PODE TIRAR TRABALHO DE ATÉ 800 MILHÕES DE TRABALHADORES ATÉ 2030, DIZ MCKINSEY

A automação de processos nos mais variados segmentos da economia global, aliado ao uso crescente de inteligência artificial, promove ganhos de eficiência e competitividade às empresas, mas também deverá provocar uma relevante reorganização do mercado de trabalho. Estudo realizado pela consultoria McKinsey & Company, com dados de 46 países, estima que, até 2030, de 400 milhões a 800 milhões de trabalhadores no mundo poderão perder o emprego e passar a ver suas atividades exercidas por robôs e máquinas.

Em 60% das ocupações no mundo, concluiu a consultoria, cerca de um terço das atividades já poderiam ser automatizadas. “Nossa pesquisa indica que até 30% das horas trabalhadas no mundo poderão ser automatizadas até 2030, dependendo da velocidade de adoção. No nosso cenário, aplicamos o ponto médio de 15% de automação das atividades atuais”, explica o relatório.

“As atividades mais suscetíveis à automação incluem aquelas que dependem de força física em ambientes previsíveis, como operação de maquinário e preparo de alimentos em redes de fast-food”, relata a consultoria. Também foram apontadas atividades de coleta e processamento de dados, o que pode atingir profissionais da área administrativa. “A automação terá efeitos menores em trabalhos que envolvem gestão de pessoas, uso de expertise e interações sociais, em que máquinas não conseguem ter a performance de um humano por enquanto.”

Esse volume expressivo de cortes, explica a consultoria, deverá ser parcialmente compensado por novos tipos de trabalho decorrentes do emprego de novas tecnologias, assim como pela evolução de questões sociais e demográficas. Entre as tendências com maior potencial de gerar demanda por trabalhadores até 2030 estariam a expansão da renda e consumo, especialmente em economias emergentes; o envelhecimento populacional, que deve demandar profissionais na área de saúde; e o próprio desenvolvimento e aplicação de novas tecnologias.

Ainda assim, uma parcela relevante daqueles que perderem o trabalho em função de avanços tecnológicos precisarão se aprimorar ou buscar colocação em outras áreas. “Do total de pessoas cortadas, de 75 milhões a 375 milhões talvez precisem mudar de categoria ocupacional e aprender novas habilidades”, aponta a McKinsey. Essa mudança [de área], diz o estudo, pode chegar a uma escala não vista desde a transição da força de trabalho dos campos para as cidades, no início dos anos 1900 nos EUA e Europa, e mais recentemente na China.

O movimento de automação das atividades, por sua vez, deverá ser mais forte em economias desenvolvidas. “A parcela da força de trabalho que pode procurar ocupação em outras áreas é muito maior em economias avançadas: até um terço da força de trabalho em 2030 dos EUA e Alemanha, chegando a quase metade no Japão”, projeta a consultoria.

(Estadão)

Black Friday: saiba como não cair em falsas promoções

62% dos brasileiros têm preocupação com a segurança nas transações online

A primeira orientação para não cair em fraudes é desconfiar de promoções “absurdas” (//iStock)

As promoções da Black Friday vão atrair muitos consumidores e movimentar 2,5 bilhões de reais neste ano, segundo projeções da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). Mas os preços acessíveis podem acabar causando dor de cabeça para o cliente desatento às dicas de segurança.

“Percebemos um nível alto de preocupação com roubo de identidade e fraude do cartão de crédito, mas apesar disso as pessoas não colocam em prática ações básicas para mitigar esses riscos”, afirmou o diretor de soluções de segurança da Unisys na América Latina, Leonardo Carissimi.

Em junho, estudo da Unisys Security Index revelou que 62% dos brasileiros têm preocupação com a segurança nas transações online. Outros 97% afirmam ter receio da possibilidade de que suas redes sociais sejam utilizadas para fins criminosos.

Segundo o diretor da Nodes Tecnologia, Eduardo Freire, apesar da preocupação, os brasileiros demoram para procurar uma solução. “A procura por antivírus cresce entre 30% e 35% nesta época, mas as pessoas esperam passar pelo problema para procurar a solução. Isso também pode acontecer porque, muitas vezes, esses dados não são utilizados logo que são roubados, só meses depois e a vítima não faz essa conexão entre os fatos”.

De acordo com Carissimi, a primeira orientação para não cair em fraudes é desconfiar de descontos “absurdos”. “Black Friday é sobre promoções, claro, mas algumas promoções falsas beiram o absurdo na tentativa de chamar a atenção da vítima”.

Segundo ele, no último final de semana um falso anúncio divulgava a venda de uma SmartTV UltraHD de 60 polegadas por 1.049 reais – o dispositivo pode ser encontrado nas lojas a partir de 5.000 reais.

“A tendência para os próximos dias é que cresça o número de fraudes”, disse Carissimi. Neste ano, a Black Friday será na sexta-feira, 24 de novembro.

Ainda segundo ele, há formas de identificar uma fraude. “É muito comum receber pishing [mensagens falsas para obter dados] por e-mails, a primeira dica é prestar atenção à escrita e diagramação. A maioria das fraudes são mal feitas. Mas também já recebi mensagem de um banco e demorei para perceber que era falsa, tudo fazia sentido, mas achei estranho porque era uma mensagem que normalmente não recebo. Quando coloquei o mouse em cima do link sem clicar, percebi que o link era falso”.

Na edição brasileira da Black Friday é comum que os descontos não ultrapassam 30%. “Por conta dos custos de logística, por exemplo, é quase impossível uma grande promoção da maioria dos produtos. Não quer dizer que o consumidor não tenha descontos agressivos e as melhores condições de compra do ano. Há grande redução de preço principalmente em itens de moda, vinho, mas poucos segmentos vão chegar ao patamar de 30% ou 40% de desconto”, afirmou o criador do site Black Friday de Verdade, Francisco Cantão. “Nosso mercado é muito diferente do americano”, disse.

O portal, que surgiu em 2014, busca conectar ofertas reais com o consumidor interessado. As lojas parceiras assinam um termo de compromisso garantindo que não vão oferecer descontos irreais – neste ano fazem parte da campanha Avianca, Carrefour, Buscapé e Submarino e outras oito empresas.

“Fazer um planejamento com os produtos que quer comprar no mínimo uns 30 dias antes da Black Friday é garantia que está fazendo um bom negócio. Na data é preciso ter consciência se o preço está vantajoso ou não. Há sites fraudulentos que simular empresas conhecidas, também é recomendável evitar sites novos”, indica Cantão.

Ainda segundo ele, a Black Friday deve continuar como uma data forte para o comércio. “O público brasileiro é muito sensível a promoções”.

Entretanto, as fraudes não se restringem às lojas virtuais, de acordo com Carissimi. “As fraudes físicas são simples, às vezes a pessoa fala que o seu cartão não está passando na maquininha, leva para outro lugar e clona o cartão. Antigamente, tinha um golpe frequente em postos de gasolina, quando o funcionário levava a maquininha na janela do carro pra você digitar a senha, na verdade o equipamento estava pedindo pra digitar o valor da compra, nesse caso a pessoa dá um jeito de te distrair, coloca o dedo na tela e consegue pegar sua senha”.

(Veja)

Regina Festas procura profissionais para suprir vagas de emprego em Bataguassu

Com vagas abertas nos municípios de Bataguassu e Presidente Prudente, a Regina Festas está em busca de novos colaboradores. Os contratados vão atuar em uma empresa líder no mercado nacional há mais de 45 anos, sendo exportadora de produtos para vários países. Confira abaixo, as vagas anunciadas

Para Bataguassu a empresa está contratando para os cargos de Coordenador de Pesquisa e Desenvolvimento e Coordenador de Qualidade, Supervisor de Loja e Técnico em Segurança do Trabalho. Já para Presidente Prudente a oportunidade é para a vaga de programador.

Se você tem interesse em atuar em alguma das funções acima, acesse o site do Regina clique sobre a vaga desejada, preencha seus dados e encaminhe seu currículo. Mas seja rápido, pois estas oportunidades podem ser preenchidas ou alteradas sem aviso prévio.

Com informações do Cenário MS/ PCI Concursos

JBS alega insegurança jurídica e divulga paralisação de sete frigoríficos no MS

As sete unidades frigoríficas da JBS em Mato Grosso do Sul vão paralisar operações a partir de amanhã, diante da insegurança jurídica criada pelos bloqueios de recursos da empresa, que somam R$ 730 milhões só no Estado.

A empresa teve o valor bloqueado judicial a pedido da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Irregularidades Fiscais de Tributárias, conduzida por deputados da Assembleia Legislativa.

A informação foi confirmada em nota da assessoria de imprensa do grupo.

Segundo a nota, os funcionários continuarão recebendo os salários, mesmo que a paralisação, por enquanto, é por tempo indeterminado.

“A JBS informa que, em função da insegurança jurídica instalada em Mato Grosso do Sul, suas sete unidades de carne bovina no Estado estão com as atividades de compra e abate paralisadas por tempo indeterminado. Os colaboradores continuarão recebendo seus salários normalmente até que a companhia tenha uma definição sobre o tema. A JBS esclarece que está empenhando seus melhores esforços para a manutenção da normalidade das suas operações e trabalha para proteger seus 15 mil colaboradores diretos e 60 mil indiretos em Mato Grosso do Sul”, informou a nota.

O produtor rural, e ex-presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul), Francisco Maia, também confirmou ter recebido a notícia da diretoria do grupo em São Paulo.

“Eles comunicaram que vão cumprir todos os compromissos com os produtores rurais e pagamentos de bovinos já firmados, mas que a partir de amanhã suspendem as compras e também os abates no Estado”, enfatizou.

Conforme Maia, a “companhia alega que não pode trabalhar nesta instabilidade jurídica criada a partir das decisões de 1º instância na Justiça estadual que determinaram o bloqueio de recursos da empresa sem respeitar o acordo de leniência feito nacionalmente.

Maia destaca ainda que o grupo afirma que está impossível trabalhar no Estado, depois dos pedidos da CPI de bloqueio de bens.

PROTESTO NA ASSEMBLEIA

Aproximadamente dois mil trabalhadores de frigoríficos da JBS lotaram o plenário da Assembleia Legislativa, na manhã desta terça-feira (17). Temendo demissões em massa por causa do bloqueio judicial das contas da empresa, eles querem que os deputados estaduais intercedam em favor da categoria.

A ação tem impedido algumas atividades dos frigoríficos como, por exemplo, a compra de insumos.

“Estamos muito preocupados. Queremos montar comissão formada pelo governo do Estado, Legislativo, representantes dos trabalhadores, frigoríficos e representantes da avicultura para que seja debatido o desbloqueio das contas da empresa”, disse o presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Carnes e Derivados de Sidrolandia, Sérgio Lonzan.

Segundo ele, o risco de fechamento de plantas é pequeno. “Pode até reduzir um pouco o abate, porque vai ter uma readequação no mercado. Assim como outras empresas do setor, eles podem se manter sem usar outros artifício. O JBS é um grupo consolidado”, afirmou.

Correio do Estado

 

Brasil manda missão à Espanha para tentar vender mais frutas

Da Agência Brasil

Um missão oficial do Ministério da Agricultura embarca hoje (16) para a Espanha em busca de investimentos estrangeiros para o setor do agronegócio brasileiro. Liderada pelo secretário-executivo da pasta, Eumar Novacki, a equipe estará na Fruit Attraction 2017, uma das principais feiras europeias de frutas e vegetais. O Brasil participa como convidado da organização e terá um pavilhão exclusivo no evento.

Além da feira, Novacki, como representante do ministério,  deve se reunir com importadoras de frutas brasileiras e cumprirá agenda em um encontro  Espanha-Brasil com empresários do setor.

Também integram a comitiva o diretor do Departamento de Negociações Não Tarifárias, Alexandre Pontes, o diretor do Departamento Promoção Internacional do Agronegócio, Evaldo da Silva Júnior, e o superintendente federal em Roraima, Plácido Figueredo Neto, além da coordenadora-geral de Promoção Comercial substituta, Rosilene Lozzi Bandera.