segunda-feira, 11 dezembro, 2017

Na volta às aulas, professores da rede municipal de ensino participam de formação

Foto: Micael Nunes
Foto: Micael Nunes

Por: Bianca Lima/Assecom-Bataguassu

 

Qual o papel do educador? Quem é a criança recebida em nossas escolas? Porque precisamos pensar nos espaços escolares? Todas essas perguntas foram feitas durante o encontro de formação realizado na segunda-feira, dia 24 de julho, das 9 às 18 horas, no Centro de Eventos, em Bataguassu para mais de 150 profissionais que atuam na área da educação infantil e séries iniciais dos municípios de Bataguassu, Anaurilândia, Brasilândia e Santa Rita do Pardo.

Na capacitação, a palestrante Tais Romero, pedagoga e psicopedagoga diretora do grupo “Pedagogia Subjetividade” explicou que a atividade teve como objetivo debater a educação infantil e apresentar a importância do espaço escolar dentro da primeira infância, que segundo ela, é o terceiro educador. “Entendemos como primeiro educador a família; o segundo educador, as crianças entre elas e o terceiro educador o espaço organizado na escola para que as crianças aprendam”, disse palestrante.

Tais comentou que durante a atividade foi apresentada a experiência da escola Fabulinus, de Buenos Aires (Argentina), que trabalha com a proposta de que a criança é o centro da aprendizagem e que visa resgatar o educador e oferecê-lo um novo olhar no processo de ensino-aprendizagem. “O professor deve saber quem são as crianças que habitam os espaços escolares e como esses espaços devem ser organizados para que esses alunos aprendam. É uma proposta que não tem apostila, não tem método, apenas o olhar do educador para a criança como protagonista para que eles possam auxiliar essa infância de um jeito diferente”, lembrou.

A pedagoga salientou que com o passar dos anos, o educador se transforma em um técnico, reproduzindo, por muitas vez, o que está na apostila e nos livros e não observa o que a criança fala, percebe e descobre. “Essa formação visa provocar o professor para que ele seja pesquisador, um professor curioso, um professor que estuda, que lê e que propõe coisas diferentes no processo educacional”, frisou.

Tais expôs ainda durante a palestra os territórios fazendo uma metáfora aos espaços que as crianças conquistam dentro da escola.  

CAPACITAÇÃO

A capacitação oferecida aos profissionais de educação marcou a volta às aulas após o período de recesso escolar, em Bataguassu. Na abertura do evento, a secretária municipal de Educação e Cultura do município sede do evento, Regina Duarte de Barros Dovale agradeceu a participação de todos os professores presentes e a parceria entre a Fundação AH e as Secretarias Municipais de Educação e Cultura de Bataguassu, Anaurilândia, Santa Rita do Pardo e Brasilândia, que permitiu a realização da atividade.

Regina destacou na ocasião que os professores que atuam na área da educação infantil há algum tempo não passavam por formação e que a administração municipal sabia dessa necessidade, o que foi resolvido com o oferecimento do referido curso.

Na oportunidade, o prefeito de Bataguassu, Pedro Arlei Caravina (PSDB), presidente da Assomasul, agradeceu a todos os profissionais pela presença e salientou a importância das  parcerias entre os municípios bem como entre iniciativa pública e privada, que permite o aprimoramento do ensino, oferecendo uma educação de qualidade aos alunos das séries iniciais.

Prestigiaram o evento, o prefeito de Santa Rita do Pardo, Cacildo Dagno Pereira (PSDB), a secretária municipal de Educação, Cultura, Esportes e Lazer de Santa Rita do Pardo, Kátia Cristina da Silva, a assessora educacional da Fundação AH, Julia Höfig e demais representantes dos municípios.

Inscrições para o Fies começam nesta terça-feira

Foto: Reprodução/Fies
Foto: Reprodução/Fies

Por: Agência Brasil

A partir de hoje (24), a lista de instituições e os cursos ofertados através do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) poderá ser consultada, por meio da página eletrônica do Fies Seleção. Para o segundo semestre as inscrições começam nesta terça-feira (25) e vão até sexta-feira(28) .

No total, 75 mil novas vagas serão oferecidas aos estudantes que procuram financiamento para cursar o ensino superior em instituições de ensino privadas. A relação dos candidatos pré-selecionados será divulgada no dia 31, quando também será aberta a lista de espera.

Apesar das mudanças anunciadas no início do mês no Fies para 2018, neste semestre continuam valendo as regras atuais. Poderão se inscrever os estudantes que tenham participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) com média das notas igual ou superior a 450 pontos e nota na redação superior a zero. O candidato também precisa ter renda familiar mensal bruta per capita de até três salários mínimos.

Os estudantes pré-selecionados deverão concluir a inscrição pelo Sistema Informatizado do Fies (SisFies), entre 1º de agosto e 8 de setembro.

A partir de 2018, o Novo Fundo de Financiamento Estudantil será dividido em três modalidades. No total, o programa vai garantir 310 mil vagas, sendo que 100 mil serão ofertadas para estudantes com renda familiar per capita de até três salários mínimos a juro zero, incidindo a correção monetária.

UFMS encerra inscrições para vestibular Ead; Ciências Biológicas é ofertado na UAB de Bataguassu

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Por: Bianca Lima/Assecom-Bataguassu

 

A Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) encerra na próxima segunda-feira, dia 24 de julho, o período de inscrições para o vestibular Ead 2017 através da Universidade Aberta do Brasil (UAB) para a oferta de cursos de graduação na modalidade de ensino a distância. Para Bataguassu, são 50 vagas oferecidas para o curso de Ciências Biológicas (licenciatura).

Conforme edital, podem concorrer as oportunidades candidatos que concluíram ou estão em vias de concluir o Ensino Médio.

As inscrições para os interessados prosseguem exclusivamente pela internet, através do endereço eletrônico www.fapec.org/concurso. A taxa de inscrição custa R$ 80.

As provas estão marcadas para o dia 6 de agosto, das 12 às 17 horas e serão realizadas no polo de apoio presencial em que o candidato se inscrever. Há oportunidades ainda para os polos de Campo Grande, Bonito, Bela Vista e São Gabriel do Oeste, com outros cursos de graduação ofertados.

Mais informações pelo site www.fapec.org/concurso.   

UAB EM BATAGUASSU

Através do Governo Federal em parceria com a Prefeitura de Bataguassu, que é mantenedora do polo de apoio presencial da UAB, são atendidos 276 alunos do município e região com a oferta de formação superior concedida pelas instituições Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS).

Atualmente estão sendo oferecidos os cursos de graduação nas áreas de Pedagogia, Matemática, Letras, Educação Física, Computação e Ciências Biológicas.

Equipe pedagógica da Semec participa de formação do Conviva Educação em Nova Andradina

Foto: Cedida
Foto: Cedida

 

Por: Bianca Lima/Assecom-Bataguassu

 

A equipe pedagógica da Secretaria Municipal de Educação e Cultura (Semec) juntamente com a gestora da pasta, Regina Duarte de Barros Dovale participaram no dia 27 de junho, em Nova Andradina, de uma formação referente ao “Conviva Educação”, com o tema “Os desafios da gestão e o Conviva Educação”.

O conviva Educação é uma plataforma virtual gratuita criada para apoiar os dirigentes e as equipes técnicas na gestão das Secretarias Municipais de Educação.

Segundo Regina, a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e demais parceiros acreditam que uma gestão cada vez melhor favorece a aprendizagem dos estudantes e contribui para uma educação pública de qualidade.

Municípios de MS poderão investir dinheiro de repatriação em educação

Foto: Assomasul/MS
Foto: Assomasul/MS

Por: Correio do Estado

 

Municípios de Mato Grosso do Sul poderão dividir, este mês, mais de R$ 60 milhões de cota como parte do dinheiro repatriado do exterior na educação. Isso porque na primeira semana de julho, a pauta do plenário da Câmara dos Deputados está trancada por quatro medidas provisórias, entre as quais a MP 773/17, que autoriza estados, Distrito Federal e municípios a usar dinheiro da regularização de ativos no exterior para cumprir o limite constitucional de gastos com educação.

Segundoa Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul), o relator da medida provisória, deputado Gabriel Guimarães (PT-MG), recomendou a aprovação do texto sem emendas.

A medida é direcionada principalmente aos municípios que não conseguiram aplicar o mínimo de 25% da receita de impostos e transferências constitucionais na educação em 2016.

A repartição de recursos da regularização ocorreu somente no final do ano passado (MP 753/16) e, com o feriado bancário de fim de ano, os municípios não tiveram tempo hábil para aplicar essa receita extra antes do encerramento do exercício fiscal, de modo a ficar dentro do limite constitucional.

99% dos professores brasileiros ganham menos de R$ 3,5 mil, diz estudo

Professores

Por: G1

Em território brasileiro, no ano de 2014, praticamente todos os professores que atuavam na educação básica (incluindo os ensinos infantil, fundamental e médio), ganhavam em média, menos de R$3.550, segundo dados inéditos divulgados nesta quarta-feira (21) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Em escolas particulares se concentra o número médio de remuneração mais baixo: Os professores recebem R$ 16,24 por hora, ou R$ 2.599,33 por mês, considerando a remuneração total para 40 horas semanais, o que equivale a 3,6 salários mínimos.

Na rede municipal, onde atua metade dos professores, a média de remuneração é de 4,3 salários mínimos. Na estadual, os professores recebem em média o equivalente a 4,8 salários. Já os professores da rede federal são os mais bem pagos do país: eles recebem em média R$ 48,55 por hora de trabalho, ou R$ 7.767,94 por mês. Neste caso, a remuneração sobe para 10,7 salários mínimos, o triplo do valor pago na rede privada. As vagas de docentes na rede federal, porém, representam apenas 1% dos professores do país. Atualmente, o salário mínimo equivale a R$ 937, mas, em 2014, ele valia R$ 724.

O levantamento foi feito pelo Inep com o cruzamento do CPF de mais de 2 milhões de professores em duas bases de dados: o Censo Escolar, realizado todos anos pelo próprio Inep, e os valores da remuneração mensal informados pelos empregadores na Relação Anual de Informações Sociais (Rais), feita pelo Ministério do Trabalho. Os dados são relativos ao ano de 2014 e, segundo o Inep, representam informações sobre o pagamento feito a 87,4% dos professores do país.

Considerando os 2.184.395 vínculos empregatícios encontrados no estudo (há professores com mais de um vínculo), apenas um quarto deles está na rede privada de ensino, e só 1,1% dos docentes atuam na rede federal de educação básica. Os dados sobre as redes estaduais incluem 25 estados e o Distrito Federal: de acordo com o Inep, o governo estadual do Rio de Janeiro pediu que os dados sobre a rede pública do estado não fossem divulgados por causa de um “equívoco” na carga horária média informada ao Ministério do Trabalho. Em 2015, a rede informou ao G1 que seus professores estaduais são contratados para cumprir uma carga horária de 16 horas por semana.

Piso salarial estipulado por lei

Para o ano de 2017, o piso salarial para professores da educação básica, com formação de nível médio, é de R$ 2.298,80 para um regime de trabalho de 40 horas por semana (em 2014, esse valor era de R$ 1.697,39). Porém, a lei que instituiu o piso determina que esse valor corresponda apenas ao salário-base. Já o levantamento feito pelo Inep considera a “remuneração mensal”, ou seja, além do salário-base, inclui todos os bônus, gratificações, comissões e demais vantagens que podem compor o pagamento aos docentes – o único valor excluído do cálculo é o 13º salário.

Por isso, não é possível verificar, usando os dados divulgados nesta quarta-feira, quantas redes pagam, atualmente, o valor mínimo definido por lei para os professores brasileiros. Em janeiro, quando o piso atual foi anunciado pelo Ministério da Educação, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) informou que 14 estados não cumpriam o piso nacional da categoria.

Remuneração mensal x pagamento por hora

A maioria das redes não tem contratos de trabalho de 40 horas semanais com os professores: apenas na rede federal a média de horas chegou a 39. Nas demais redes (estaduais, municipais e privadas), a carga horária média dos contratos é de 30 horas). Para garantir o efeito comparativo do estudo, o Inep fez um cálculo para padronizar os salários reais de cada rede, caso a carga horária média de todas fosse de 40 horas por semana.

É possível comparar, também, quanto ganham de fato os professores por hora trabalhada (considerando 60 minutos, e não as horas-aula, que podem variam entre as redes). Com base nas informações do estudo do Inep sobre a remuneração bruta média em cada rede e a carga horária média dos contratos, o G1 calculou o pagamento médio por hora que os governos e os empregadores privados pagam aos docentes.

Veja abaixo a remuneração média por hora em cada rede. Os dados incluem tanto os professores com diploma de ensino superior quanto os que têm apenas formação de nível médio.

Os valores acima se referem à remuneração total recebida pelos professores no ano de 2014. De acordo com um levantamento feito pelo G1 em 2015, junto às secretarias estaduais de educação de todo o país, levando em consideração apenas o salário-base, um professor com diploma de licenciatura ganhava, em média, R$ 16,95 a cada 60 minutos de trabalho em sala de aula ou preparando as aulas. Na época, o MEC contestou os dados porque eles excluíam do cálculo as gratificações, bonificações e demais pagamentos que compõem a remuneração total.

Redes estaduais

As redes estaduais representam mais de 700 mil vínculos empregatícios e têm como principal responsabilidade os anos do ensino médio. O estudo do Inep localizou as informações de remuneração de 95,6% dos professores vinculados a uma das 27 redes.

Redes municipais

Mais da metade dos vínculos empregatícios dos professores está na rede municipal, principal responsável pelos estudantes do ensino infantil e do ensino fundamental. Dados de 1.065.630 vínculos nesta área foram localizados pelo estudo do Inep.

Dos 5.228 municípios com dados incluídos no levantamento, só 1.171 mantêm contratos médios com carga horária entre 40 e 44 horas semanais. A média dos contratos é de carga horária de 30 horas. Considerando a remuneração bruta média e a carga horária média.

Entre as redes municipais com o maior valor pago por hora é possível verificar um ponto em comum: nenhum contrata os professores para uma carga horária completa. O município de Breu Branco, no Pará, por exemplo, paga em média, R$ 62,07 por hora a seus professores. Porém, a remuneração bruta média é de R$ 2.575,48, já que os professores são contratados para trabalhar, em média, 10,4 horas por semana.

Rede privada

De acordo com o levantamento, que localizou informações salariais de 70,6% dos mais de 370 mil professores de escola particular, são os empregadores do setor privado os que menos pagam. O valor médio por hora nos estados varia entre R$ 10,57, em Sergipe, e R$ 25,89, no Distrito Federal. A carga horária média de trabalho semanal entre os estados é de 29 horas.

Sisu abre hoje inscrições para o segundo semestre

Foto: Reprodução/SISU
Foto: Reprodução/SISU

Por: Agência Brasil

 

O Ministério da Educação (MEC) abre hoje (29) as inscrições para a segunda edição do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que poderão ser feitas no portal do programa, na internet, até o dia 1º de junho. Para se inscrever, o candidato precisa apenas de seu número de inscrição e senha cadastrados no Exame do Ensino Médio (Enem) de 2016.

Na hora da inscrição, os candidatos podem escolher até dois cursos por ordem de preferência. Até o fim do período de inscrição, o estudante poderá alterar a opção de curso. Também deve definir se deseja concorrer a vagas de ampla concorrência, ou pelo sistema de cotas destinadas a estudantes de escolas públicas, ou a vagas destinadas às demais políticas afirmativas das instituições.

Uma vez por dia, o MEC divulga a nota de corte de cada curso, de acordo com as inscrições feitas até aquele o momento, e a classificação parcial do candidato na opção de curso escolhida.

Ao todo, serão ofertadas 51.913 vagas em 1.462 cursos de 63 instituições de ensino, entre universidades federais e estaduais, institutos federais e instituições estaduais.

Nesse processo, valerá a nota do Enem 2016. Para participar, os candidatos não podem ter tirado 0 na redação do Enem. Além disso, algumas instituições estabelecem notas mínimas para ingresso em determinados cursos. Ao todo, mais de 6,1 milhões fizeram o Enem no ano passado.

O Sisu terá uma única chamada, e a divulgação do resultado está prevista para o dia 5 de junho. Também nessa data será aberta a lista de espera, que permanecerá disponível até 19 de junho.

As matrículas serão do dia 9 ao dia 13 de junho, e a convocação da lista de espera será feita a partir do dia 26 de junho.

Cerca de 23% das vagas do Fies não foram preenchidas este ano

Foto: Reprodução/Fies2016.com
Foto: Reprodução/Fies2016.com

Por: Agência Brasil

O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) preencheu 115.445 vagas de um total de 150 mil ofertadas no primeiro semestre deste ano, de acordo com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), o que equivale a 76,68% vagas. O restante permaneceu disponível mesmo após uma rodada de oferta das vagas não preenchidas no processo regular, cujo prazo terminou no último dia 22.

No primeiro semestre do ano passado, das 250 mil ofertadas, 102 mil não foram preenchidas, o equivalente a 41% das vagas. Após esse resultado, o MEC começou a ofertar as vagas ociosas em processo posterior ao regular. Mesmo assim, a porcentagem de vagas não preenchidas se mantém mais ou menos constante. No segundo semestre do ano passado, segundo o diretor executivo da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), Sólon Caldas, das 75 mil, cerca de 20% ficaram ociosas.

“De um lado ficam muitos alunos precisando de financiamento para ter acesso à educação superior e, do outro lado, vagas sobrando. A conta não está fechando e o governo precisa equalizar essa equação”, diz Caldas.

Segundo ele, as vagas não são preenchidas devido aos critérios do próprio programa. Desde o final de 2014, o Fies começou a ter uma série de restrições. Passou a ser exigida uma pontuação mínima no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 450 pontos nas provas e uma renda mínima de três salários mínimos por pessoa, o equivalente em valores atuais a R$ 2.811. Os juros aumentaram e a porcentagem de financiamento que o estudante recebe passou a ser calculada de acordo com a renda, não chegando mais a 100%. “Quando o aluno tem a pontuação, não tem a renda; e quando tem a renda, não alcança a pontuação”, diz Sólon.

Outro critério criticado por Sólon é a destinação de 70% das vagas do Fies para cursos prioritários nas áreas de saúde, engenharia e de formação de professores. “Os cursos são os que o governo julga prioritários para o país, mas nem sempre são os prioritários para os estudantes, que buscam uma posição no mercado de trabalho”.

Mudanças

Na semana passada, em audiências públicas no Congresso Nacional, o ministro da Educação, Mendonça Filho, afirmou que reformulará o Fies. Ele não adiantou quais serão as mudanças, mas garantiu que os contratos vigentes não serão prejudicados e que o programa se voltará principalmente aos mais pobres. Segundo ele, a intenção é ampliar o atendimento pelo programa e torná-lo mais sustentável. O Fies, segundo o ministro, acumulou um rombo de R$ 32 bilhões até 2016. A inadimplência é de cerca de 46%.

Para ser beneficiado pelo Fies, atualmente, é necessário que o estudante que tenha participado do Enem a partir de 2010, obtido pelo menos 450 pontos na média nas provas e não tenha tirado 0 na redação. O candidato precisa ter também renda familiar mensal bruta per capita de até 2,5 salários mínimos. O Fies oferece financiamento de cursos superiores em instituições privadas a uma taxa de juros de 6,5% ao ano.

O setor privado aguarda ansiosamente as alterações. No ensino superior, as instituições particulares concentram 75% das matrículas. Programas como o Fies e Programa Universidade para Todos (ProUni) chegaram a bancar 40% dos estudantes nessas instituições.

Com as mudanças e as restrições no financiamento, o setor passou também a buscar alternativas. Para o presidente da Anima Educação, grupo de educação de capital aberto, Daniel Castanho, o Fies perdeu a força. Nas instituições do grupo, 11% dos novos alunos neste ano são financiados pelo Fies. Esse percentual já chegou a 40%. Levando em conta todos os estudantes matriculados, 30% são beneficiados pelo Fies.

“Como tinha o Fies com condições imbatíveis, ninguém pensava em entrar [no mercado de financiamento estudantil]. Agora, os bancos estão desenhando [financiamentos]. Nos próximos anos, vão surgir vários canais de possibilidades, formando, com o Fies, uma cesta de financiamento”, diz. Ele avalia que o Fies foi importante para a inclusão e para que os estudantes considerassem financiar as matrículas, algo que não era pensado antes do programa.

“Acredito que as novas condições serão piores para as instituições e para os alunos e um pouco melhores para o governo, que financiava muito, tomava todo o risco”, diz Castanho. “Será mais sustentável”.

 

Encerra nesta sexta-feira o prazo para a inscrição no Enem

Foto: Reprodução/GloboNews
Foto: Reprodução/GloboNews

Por: G1

 

O prazo para inscrição no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017 encerra nesta sexta-feira (19). O candidato tem até às 23h59 desta sexta para realizar a sua inscrição do exame no site da Enem. A taxa de inscrição é de R$ 82 para ser pago até o dia 24 de maio.

Um balanço divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) na última terça-feira (16) aponta que, dentre os estados da região norte, o Pará é o que tem a maior quantidade de estudantes participando Enem em 2017: até a última segunda (15) foram 169.359 inscritos, que representam 4,6% dos 3.8 milhões estudantes de todo o Brasil habilitados para o exame.

Com seus quase 170 mil inscritos, o Pará tem quase duas vezes mais candidatos que o Amazonas, segundo estado da região norte em quantidade de inscritos no Enem, com 88.918. Em terceiro está Rondônia, com 42.651; seguido pelo Tocantins (33.361); Acre (27.588); Amapá (24.796) e Roraima (10.968).

Provas e resultados: o Enem 2017 será realizado em dois domingos consecutivos: 5 e 12 de novembro. No ano passado, a prova foi aplicada em um único fim de semana, nos dias 5 e 6 de novembro.

No primeiro dia de provas de 2017, as questões serão de linguagens, ciências humanas e redação, com cinco horas e meia de prova; no segundo, de matemática e ciências da natureza, com quatro horas e meia de duração.

Os resultados do Enem 2017 serão divulgados em 19 de janeiro de 2018. Os candidatos continuarão podendo acessar o resultado por área de conhecimento e o desempenho individual

Enem 2017 já tem mais de 3 milhões de inscritos

Foto: Reprodução/enem 2017.com
Foto: Reprodução/enem 2017.com

Por: Agência Brasil

 

O número de inscritos para participar das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) já ultrapassou os 3 milhões. Os interessados em participar do exame podem se inscrever pela internet, no site do Enem, até as 23h59 (horário de Brasília) do dia 19 de maio. A expectativa é que cerca de 7 milhões se inscrevam para as provas deste ano.

As inscrições começaram na última segunda-feira (8). As provas serão aplicadas em dois domingos consecutivos, nos dias 5 e 12 de novembro. Para concluir a inscrição, o candidato deve pagar a taxa do exame que, este ano, é R$ 82. O prazo para que isso seja feito vai até o dia 24 deste mês.

Pelas regras do edital, estão isentos da taxa os estudantes de escolas públicas que concluirão o ensino médio este ano, os participantes de baixa renda que integram o CadÚnico e os que se enquadram na Lei 12.799/2013 que, entre outros critérios, isenta de pagamento aqueles com renda igual ou inferior a um salário mínimo e meio, ou seja, R$ 1.405,50.

O resultado das provas poderá ser usado em processos seletivos para vagas no ensino público superior, pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), para bolsas de estudo em instituições privadas, pelo Programa Universidade para Todos (ProUni), e para obter financiamento pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Caso haja algum problema na hora da inscrição, os candidatos podem ligar para o Inep pelo telefone 0800 616161. O atendimento é das 8h às 20h, no horário de Brasília.