terça-feira, 23 janeiro, 2018

STF decide que aborto no primeiro trimestre da gestação não é crime

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu na noite desta terça-feira (29) descriminalizar o aborto no primeiro trimestre da gravidez.

O colegiado, seguindo voto do ministro Luís Roberto Barroso, entendeu que são inconstitucionais os artigos do Código Penal que criminalizam o aborto.

Entretanto, tal entendimento vale apenas para um caso concreto julgado nesta terça pela Corte.

Para o ministro Barroso, a criminalização do aborto nos três primeiros meses da gestação viola os direitos sexuais e reprodutivos da mulher, o direito à autonomia de fazer suas escolhas e o direito à integridade física e psíquica.

No voto o ministro ressaltou que a criminalização do aborto não é aplicada em países democráticos e desenvolvidos, como Estados Unidos, Alemanha, França, Reino Unido e Holanda.

O caso julgado pelo colegiado tratou da revogação de prisão de cinco pessoas detidas em uma operação da polícia do Rio de Janeiro em uma clínica clandestina, entre elas médicos e outros funcionários.

 Jovem Pan

Cobrir carrinho com fralda não protege bebê do sol nem do frio e é perigoso

Em um parque ou na rua, é comum ver carrinhos de bebê protegidos do calor e do frio com uma fralda de pano, esticada sobre sua abertura. Embora cercada de boas intenções, a medida é ineficaz e pode ser perigosa.

A fralda não protege o bebê dos raios solares UVA e UVB, pois o tecido do qual é feita não impede de fato a passagem deles. Ao mesmo tempo, prejudica a circulação de ar no cesto do carrinho e faz com que ele vire uma espécie de estufa, prejudicando a respiração e a transpiração da criança (dificultando que ela se refresque), segundo Daniela Miranda Gonçalves, neonatologista do Hospital e Maternidade Santa Joana, em São Paulo.

Para piorar o cenário, o material da maioria dos carrinhos aquece naturalmente quando exposto ao sol, porque é impermeável.

Mariane Franco, presidente do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria), também explica que, caso caia sobre o rosto do bebê, a fralda pode atrapalhar a respiração da criança.

“O uso de panos, rolinhos de tecido e fraldas não são indicados por causa do risco de sufocamento. As medidas estão descritas em protocolos para prevenção de acidentes na infância do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde”, diz Mariane.

Para manter o bem-estar das crianças e protegê-las do sol, as recomendações dos pediatras são:

– Investir em carrinhos de cores claras, que refletem a luz do sol e absorvem menos calor do que as escuras;

– Dar preferência a modelos de carrinhos que tenham a aba superior, chamada de sombreiro, ampla. Por questões estéticas, alguns fabricantes reduzem o tamanho dessa área, desconsiderando a real função dela;

– Para bebês que ficam sentados nos carrinhos, cobrir a cabeça deles com chapéu ou boné, de preferência feitos com materiais com proteção UVA e UVB;

– Ter sempre uma sombrinha ou guarda-chuva (preferencialmente com proteção contra raios UVA e UVB) para bloquear a incidência direta do sol. Alguns modelos de carrinho são vendidos com esse acessório. Ao contrário da fraldinha, a sombrinha não fecha o carrinho por completo, consequentemente não prejudica a circulação de ar.

Segundo Werther Brunow, coordenador de pediatria do Hospital Santa Catarina, em São Paulo, mesmo em dias frios e de vento intenso, não se deve usar nenhum tecido sobre o carrinho, na tentativa de manter a criança aquecida.

“Jamais devemos perder a criança de vista, estando ela dormindo ou acordada, no carrinho, na cadeirinha do carro ou no bebê conforto. Se o bebê está fora do alcance de nossa visão, principalmente se for menor de um ano, é impossível saber se vomitou e está aspirando a secreção, dentre outros problemas graves, e acudi-lo a tempo”, declara Brunow.

Em dias frios, a solução é cautela ao sair de casa e agasalhar a cabeça da criança com gorro ou touca.

Em relação a saídas de casa que não podem ser adiadas durante horários de sol intenso (principalmente entre 10h e 16h), a indicação de Daniela é expor a criança o menor tempo possível. “A criança pode desidratar e apresentar queimaduras na pele se ficar, por exemplo, exposta por duas horas no horário de pico. Por isso, buscar áreas de sombra é muito importante”, fala a neonatologista.

Uol

O que é o HPV?

O Human Papiloma Virus, ou HPV, é um vírus que vive na pele e nas mucosas dos seres humanos, tais como vulva, vagina, colo de útero e pênis. É uma infecção transmitida sexualmente (DST). A ausência de camisinha no ato sexual é a principal causa da transmissão.

Também é possível a transmissão do HPV de mãe para filho no momento do parto, devido ao trato genital materno estar infectado. Entretanto, somente um pequeno número de crianças desenvolve a papilomatose respiratória juvenil.

O HPV pode ser controlado, mas ainda não há cura contra o vírus. Quando não é tratado, torna-se a principal causa do desenvolvimento do Câncer de colo do útero e do Câncer de Garganta. 99% das mulheres que possuem Câncer de colo do útero foram infectadas por esse vírus.

Dr. Sergio dos Passos Ramos CRM17.178 – SP

Fazer xixi mais de oito vezes por dia pode ser sinal de bexiga hiperativa

Fazer xixi muitas vezes por dia pode decorrer de uma grande ingestão de líquidos, mas pode ser também sinal de um problema chamado “bexiga hiperativa”, um tipo de incontinência urinária, ou seja, a perda involuntária de urina, por vários motivos.

Segundo o ginecologista José Bento e a fisioterapeuta Débora Pádua, o distúrbio é mais comum no sexo feminino e atinge até 40% das mulheres acima dos 60 anos. Entre os homens, a doença ocorre principalmente após uma cirurgia de próstata.

iNCONTINENCIA URINARIA (Foto: Arte/G1)

Uma pessoa normal armazena cerca de 400 ml de urina até sentir vontade de eliminá-la, mas essa quantidade pode chegar até 1,5 litro.

Indivíduos com bexiga hiperativa – que muitas vezes está ligada a fatores emocionais – têm instabilidade do músculo ao redor do órgão, que se contrai com 200 ml de urina ou menos e provoca urgência para ir ao banheiro.

Quem bebe cerca de 2 litros de líquidos por dia faz xixi de seis a oito vezes entre a manhã e a madrugada. Se passar desse limite, algo está errado. No organismo, um copo de 200 ml de água demora de 1,5 a 2 horas para se transformar em urina.

Para quem não quer acordar à noite para ir ao banheiro, o ideal é evitar cafeína, frutas cítricas, refrigerante e pimenta.

Se você começa a não sair de casa e ficar muito preocupado com o xixi, é um sinal de alerta para procurar um médico. O diagnóstico é feito por um exame de urodinâmica, que identifica o grau de perda urinária e a força realizada. Esse teste é realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nas grandes cidades do país.

Existem quatro principais tipos de incontinência urinária. São eles:

– Incontinência de esforço: é quando a musculatura do assoalho pélvico se enfraquece e a pessoa perde urina ao tossir, espirrar, gargalhar, levantar-se ou agachar-se.

– Incontinência de urgência: ocorre quando há vontade súbita e incontrolável de urinar, em meio a atividades diárias. Dependendo do caso, a pessoa não consegue se segurar e, à noite, também levanta para ir ao banheiro.

– Incontinência mista: é uma associação das duas anteriores, com o agravante de o indivíduo não conseguir controlar a perda de urina.

– Incontinência de transbordamento: acontece quando alguém segura tanto o xixi, que a bexiga não comporta o volume e transborda.

Fatores de risco
– Sobrepeso
– Grandes esforços
– Gravidez
– Parto normal demorado, sem dilatação ou que exija muita força
– Intestino preso
– Retenção de xixi
– Menopausa
– Envelhecimento

Tratamento
– Remédios
– Fisioterapia
– Cirurgia

Fortaleça o assoalho pélvico
O assoalho pélvico, um conjunto de músculos que ficam na região inferior do abdômen e são responsáveis por contrair e relaxar a bexiga, funciona como uma rede que segura os órgãos da região.

Na gravidez, o peso sobre o assoalho pélvico pode aumentar até 6 kg, por isso as gestantes têm mais vontade de ir ao banheiro.

Quando esses músculos se afrouxam, não conseguem conter direito o jato de urina. Por isso, fazer exercícios de contração e agachamento ajuda a fortalecer a musculatura e, nos homens, pode até retardar a ejaculação durante o sexo.

Veja abaixo o resultado da nossa enquete:

Enquete xixi (Foto: Reprodução)
Bem Estar

Síndrome do ovário policístico reflete na pele e pode dificultar a gravidez

Você já ouviu falar sobre ovário policístico? Esse distúrbio muda o processo normal de ovulação em virtude de um desequilíbrio hormonal que leva à formação de cistos. É sobre isso que falou o Bem Estar desta segunda-feira (29). Também mostramos a relação desse problema com o aparecimento de espinhas. Para explicar a síndrome e os seus efeitos no corpo e pele, convidamos dois consultores – o ginecologista José Bento e a dermatologista Márcia Purceli.

A síndrome do ovário policístico dificulta a gravidez e traz consequências também para a pele. A oleosidade pode aparecer na mulher com esse problema porque a glândula que produz o sebo é testosterona dependente. Como a mulher que sofre dessa doença tem maior produção de testosterona, a glândula passa a produzir mais gordura.

As mulheres já nascem com um estoque de óvulos que vão usar ao longo da vida. Na adolescência, eles começam a amadurecer. Fazem o caminho pelas trompas até o útero e são liberados na menstruação ou fecundados. Isso não acontece regularmente com as mulheres que têm ovários policísticos. Muitos dos óvulos não eclodem, ficam sempre no mesmo lugar, como pequenos cistos, que vão acumulando.

Os sinais e sintomas dessa síndrome são menstruação irregular, excesso de pelos no rosto, barriga e seios, excesso de oleosidade na pele, queda de cabelo e dificuldade para engravidar, mas não é preciso ter todos os sintomas. A síndrome não tem cura e é preciso cuidar até a menopausa.

O ginecologista José Bento também falou sobre as formas de tratamento do ovário policístico. Pílula, Metformina, exercício físico são alguns deles. “80% das mulheres com essa síndrome têm resistência à insulina e essa insulina é que causa o ovário policístico. A Metformina, por exemplo, que é um remédio para diabetes, facilita a entrada de glicose para dentro da célula e baixa a insulina. Atividade física ajuda muito também, assim como a alimentação. Pílula é mais um dos métodos para quem não quer engravidar. Se você quiser engravidar, tem que parar a pílula e começar a tomar um indutor de ovulação sob orientação médica.”

Oleosidade
A síndrome do ovário policístico pode aumentar a oleosidade da pele. Algumas dicas podem ajudar a controlar o problema. A dermatologista Márcia Purceli lembra que o ideal é lavar o rosto duas vezes por dia com um sabonete adequado para o seu tipo de pele. Escolha filtro solar com toque seco e use sempre tônico ou adstringente. Não lave a pele com água quente, porque o calor retira o óleo e o organismo reage produzindo mais óleo.

Na hora de hidratar a pele, observe se o produto é para pele oleosa. Jamais use cremes para outros tipos de pele. Por fim, não durma com maquiagem porque o produto obstrui o poro, favorecendo o aparecimento dos cravos.

Bem Estar

Cólica no bebê: não há uma lista fixa de alimentos que a mãe deve evitar

O Bem Estar desta quinta-feira (06) fala sobre uma dorzinha chata, que afeta muita gente: a cólica. Você sabe por que elas acontecem? Tem como evitar? As mais comuns são a menstrual, a dos bebês e as provocadas por gases e problemas renais.

A dor da endometriose. Muitas mulheres levam anos para obter o diagnóstico, como a Daniela, que demorou 20 anos e achava que nunca conseguiria engravidar. Doutor José Bento explica os tratamentos da doença cada vez mais comum nas mulheres modernas.

Como ocorre a cólica menstrual?
Durante a menstruação, a protaglandina é produzida para estimular a contração do útero e fazer com que a mulher pare de sangrar. É um mecanismo de defesa natural para não sangrar muito, mas às vezes, essa substância é produzida em grande quantidade e a mulher sente mais cólica. Isso ocorre com mais frequência na adolescência.

Cólica em bebês
Dra. Ana Escobar explica que a cólica dos bebês ocorre por causa da irregularidade dos movimentos peristálticos, que ainda são imaturos e vão para todos os lados, juntando com os gases, aparece a cólica. Não se sabe porque os movimentos peristálticos são irregulares, mas há uma pré-disposição genética.

As dores podem começar a partir dos 15 dias de vida e após os três meses, os movimentos ficam regulares e as cólicas cessam.

É possível evitar?
Não há muito o que fazer, principalmente se o bebê tiver pré-disposição. Os gases ajudam a intensificar a cólica, por isso, quando entra ar junto com a mamada (tanto no peito, quanto na mamadeira) o quadro pode piorar. A dica é a posição na hora de mamar para que se evite a entrada de ar.

 

Farc querem que mulheres ganhem mais poder

BOGOTÁ – A dias de assinar um acordo de paz para colocar um fim aos mais de 50 anos de conflito armado, a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) está “entrando na briga” para empoderar as mulheres, afirmou um de seus dirigentes na terça-feira.

“Nas Farc, temos brigado para que o protagonismo da mulher transcenda mais”, disse aos jornalistas Pastor Alape, membro do secretariado das Farc e integrante da delegação que negociou, em Cuba, o pacto de paz com o governo de Juan Manuel Santos.

“Nesse processo de diálogo (…) nossas mulheres ficaram mais corajosas e discutem com mais envolvimento do que no século passado”, destacou Alape, ao reconhecer seu “respeito” e “admiração” pela “tenacidade” feminina na construção da paz.

Incluir uma visão de gênero no movimento político legal, no qual as Farc se transformarão depois de deixar as armas, é um dos temas da X Conferência Nacional Guerrilheira, reunida para ratificar o acordo de paz alcançado com o governo Santos, após quase quatro anos de negociações em Havana.

Embora a cúpula de sete membros que dirige as Farc não inclua nenhuma mulher, Alape, nome de guerra de José Lisandro Lascarro, destacou que as “companheiras fizeram o que podiam” para promover essa nova abordagem.

“Todos se perguntam por que no secretariado das Farc não há mulheres. São as condições. (…) ‘É porque são machistas’, nos dizem. Foi o que nos aconteceu até agora. Somos (machistas), mas estamos lutando permanentemente contra isso”, disse Alape. “Consideramos que, em todo esse processo, é preciso reconhecê-las, e esse é um debate que está na conferência”, afirmou.

Cerca de 350 delegados dos 7 blocos das Farc em toda a Colômbia assistem às deliberações, que acontecerão até sexta-feira em El Diamante, no Caguán, bastião da guerrilha no sudeste do país. Alape disse que 121 “companheiros e companheiras” se inscreveram para falar no evento, entre eles 32 mulheres. “Até o momento falaram 22”, contabilizou.

 Estadão

Prevenção e sintomas do câncer de mama

Como realizar a prevenção do câncer de mama?

O câncer de mama na verdade ainda não pode ser prevenido, mas sim diagnosticado o mais cedo possível. Para isto recomenda-se que as mulheres conheçam seu corpo desde que apresentem o crescimento das mamas na adolescência. O auto-exame das mamas, hoje em dia, deve ser chamado de auto-cuidado, e pode ser feito pelo menos uma vez ao mês, preferencialmente no mesmo dia do mês para que as mulheres se familiarizem com suas mamas.

Após os 40 anos, a mamografia começa a ser um exame importante para a detecção da doença e recomenda-se que seja feito pelo menos uma vez por ano a partir daí. Todas as mulheres deveriam procurar um mastologista para acompanhamento e exame anual durante sua vida, mas principalmente a partir dos 40 anos.

Sintomas do câncer de mama

Geralmente o câncer de mama não apresenta sintomas no início. A partir do momento que começa a ser palpável, pode estar associado a um caroço na mama. Também pode ser representado por áreas de abaulamentos ou retrações de pele. Manchas ou alterações na pele da mama. Ainda pode estar ligado com saída de líquido do bico da mama, geralmente no caso do câncer estes líquidos são sanguinolentos ou semelhantes à cor da água de geladeira ao descongelarmos o congelador.

Ao contrário dos que muito pensam, a dor mamária é um sintoma muito comum das mulheres, mas raramente esta associada ao câncer de mama. A dor das mamas geralmente possui causas ligadas a alterações hormonais ou emocionais.

Instituto do Câncer de Barretos

Em que idade a mulher está mais suscetível ao câncer de mama?

O câncer representa um grande desafio em termos de saúde pública. Doença multifatorial, sua incidência está relacionada não somente aos fatores de risco, mas à qualidade dos serviços de saúde, às campanhas de prevenção, e, principalmente, ao envelhecimento da população. Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) revelam que, no Brasil, este ano deve contabilizar quase 600 mil novos casos da doença. Metade deles, em mulheres. Uma em cada cinco pacientes com câncer terá de lidar com o diagnóstico de câncer de mama – que, depois do câncer de pele não-melanoma, é o mais comum, seguido de cólon e reto, colo do útero, pulmão e estômago.

Depois dos 40 anos de idade, a doença aumenta progressivamente entre as mulheres. Estudos norte-americanos indicam que a incidência mundial do câncer vem aumentando e que 12,4% das mulheres terão câncer de mama em alguma fase da vida. Embora 87,6% não tenham de lidar com a doença, a realização anual da mamografia continua sendo o método mais importante de prevenção em pacientes com mais de 40 anos. Nos Estados Unidos, o câncer de mama atinge uma em cada 28 mulheres depois dos 60 anos, uma em cada 42 mulheres depois dos 50 anos e uma em cada 68 mulheres na faixa dos 40 anos. Antes disso a doença é considerada rara, atingindo uma em cada 227 mulheres.

Na opinião de Vivian Schivartche, médica radiologista do CDB Medicina Diagnóstica, esse tipo de estatística é interessante para uma avaliação geral da população feminina em relação à doença. Mas, para cada mulher, o risco pode ser maior ou menor, dependendo de inúmeros fatores – tanto os conhecidos como os ainda não completamente compreendidos. “Como a incidência do câncer de mama está intrinsecamente relacionada ao envelhecimento, o fator idade é o principal para determinar os riscos da doença. Sendo assim, enquanto mulheres jovens não devem se preocupar muito com isso, a menos que suas mães e irmãs tenham enfrentado o problema, depois dos 40 anos a preocupação deve ser relevante o suficiente para que se faça o exame mamográfico anualmente”.

A especialista afirma que a mamografia costuma apresentar sensibilidade em torno de 80%. Mas a introdução da tomossíntese mamária refinou o diagnóstico. “A tomossíntese, também chamada de mamografia 3D, costuma aumentar sensivelmente a detecção do câncer de mama, já que permite enxergar o tumor numa fase muito precoce e em mamas densas e heterogêneas. Porém, em pacientes de alto risco ou quando persistirem dúvidas, outros exames devem ser realizados de forma complementar, como a ultrassonografia e a ressonância magnética”.

A médica explica que, na imagem mamográfica, o tecido denso aparece em branco, enquanto a gordura é caracterizada pelas áreas escuras. Como os tumores também aparecem em branco nessas imagens, é mais difícil diferenciar o que é tecido altamente denso de um tumor. “Muitas vezes, a mulher é chamada novamente para que façam novas imagens e esclareçam essas dúvidas. Os avanços da mamografia nos últimos anos, quando passou de um simples exame em filme para um exame digital e depois para a tomossíntese, caminham na direção de aumentar a detecção de tumores cada vez menores e reduzir a necessidade de imagens extras”.

Agora, também é possível utilizar as imagens da tomossíntese para produzir imagens mamográficas em duas dimensões, sintetizadas. Uma das vantagens é a possibilidade de melhorar o diagnóstico da doença – especialmente em pacientes jovens e com mamas densas. De acordo com Vivian Schivartche, a superioridade nas imagens mamográficas quando se faz o uso do software é notável. A médica diz que esse método diagnóstico permite a visualização de tumores menores, mais agressivos e provavelmente mais precocemente, quando comparada à mamografia convencional.

“Quando a mamografia convencional (2D) é realizada isoladamente, a sobreposição de estruturas da mama pode simular lesões suspeitas, obrigando a paciente a fazer mais radiografias para esclarecimento, ou até mesmo uma biópsia. A tomossíntese elimina a sobreposição dos tecidos. Com isso, temos melhor definição das bordas das lesões, melhor detecção de lesões sutis e melhor localização da lesão na mama. Com o uso do software, a exposição à radiação – que é um fator a ser considerado – cai pela metade. Sendo assim, é muito vantajoso para a paciente com suspeita de câncer de mama”, diz a médica.

(Fonte: Dra. Vivian Schivartche, médica radiologista, especialista em Diagnóstico da Mama no CDB Premium e Centro de Diagnósticos Brasil – www.cdb.com.br)

***O National Cancer Institute (Estados Unidos) disponibiliza uma ferramenta que calcula a chance anual de uma mulher ter câncer de mama, bem como a probabilidade até atingir 90 anos. https://www.cancer.gov/bcrisktool/

Portal Regional