quinta-feira, 26 abril, 2018

O infarto dá sinais antes mesmo de acontecer, saiba quais são

Ninguém deve ser pego de surpresa por um assassino que costuma avisar bem antes que está prestes a atentar contra sua vida.

  • Os problemas cardíacos são os maiores responsáveis por mortes em todo o mundo. No Brasil são mais de 300 mil casos a cada ano, sendo que 80 mil chegam a óbito (1 morte a cada 5 minutos, segundo o Ministério da Saúde). Nos Estados Unidos esse número chega a quase 800 mil ataques por ano.

  • O infarto acontece quando há um impedimento físico de que o oxigênio alcance alguma parte do coração; sem oxigênio por tempo suficiente a área afetada morre.

  • Quando se fala em infarto logo vem à mente uma pessoa de meia-idade ou idosa, estressada, fumante, obesa, diabética e sedentária. Mas, essa imagem tem mudado nos últimos anos. Desde 2013 os casos de infarto entre jovens vêm crescendo assustadoramente. O número de jovens que enfartam ou operam do coração tem crescido, alerta Marcelo Sobral, médico da Beneficência Portuguesa.

  • Os motivos para tais números alarmantes têm várias razões, que vão desde histórico familiar, passando por hábitos insalubres de alimentação e cuidados preventivos, até uso de tabaco e drogas – especialmente a cocaína. Segundo especialistas, o risco de um infarto é 24 vezes maior imediatamente após o uso dessa droga.

  • Fatores de risco

  • Histórico familiar

  • Se há casos de infarto na família – especialmente dos pais, há grande risco de os filhos virem a sofrer infarto. Especialmente se o infarto se deu antes dos 50 anos para o pai e mesmo aos 65 anos para mãe e ou irmã. Também há que se considerar os riscos para doença cardíaca nos pais como hipertensão, diabetes e arteriosclerose.

  • Doenças prévias

  • Doença coronariana, diabetes, hipertensão, colesterol alto, tabagismo, obesidade, depressão são doenças que podem causar ou agravar doenças cardíacas.

  • Nos casos agudos, um estresse emocional, fumo, frio intenso ou uso de cocaína podem levar a uma contração da artéria coronária causando o infarto.

  • Sintomas precoces

  • Ninguém deve ser pego de surpresa por um assassino que costuma avisar bem antes que está prestes a atentar contra sua vida. Realizar check-ups anuais podem ajudar a afastar o risco. Se você está no grupo de risco (ou se não está também), veja os sinais que o corpo dá de que você pode estar caminhando para um ataque do coração.

    • Cansaço extremo e sem causa aparente

    • Tonturas, vertigens

    • Náuseas

    • Perda de apetite

    • Vômitos

    • Desmaios

    • Desconforto no peito

    • Fraqueza

    • Problemas de sono

    • Dores nos braços, ombros e costas

    • Dor de estômago

  • É útil lembrar que é necessário pelo menos seis destes sinais para que se suspeite de um possível aviso de infarto. Sintomas isolados não devem ser motivo de alarme.

  • Independentemente de se estar no grupo de risco, todos devem procurar um estilo de vida saudável se querem evitar doenças. Hábitos que proporcionem melhor saúde, como alimentação à base de vegetais – frutas, legumes, verduras e cereais, exercícios físicos, ajudam no bom funcionamento do coração. Problemas e preocupações relacionadas a dinheiro e posição social costumam ser um gatilho para o infarto.

  • Também uma melhor qualidade de vida através da desaceleração no cotidiano, diminuição do estresse e busca de atividades prazerosas, contato com familiares e amigos, lazer, descanso e bom sono, são fundamentais para uma vida longa e saudável.

(família.com)

Asma infantil: sintomas, tratamentos e causas

O que é Asma infantil?

Asma é uma doença crônica em que as vias aéreas ficam inflamadas. A asma infantil quadro é mais preocupante, pois suas vias respiratórias tem um calibre menor do que a dos adultos, portanto qualquer inflamação pode ser mais prejudicial e impedir a passagem de ar. Por isso mesmo, a asma infantil costuma causar mais hospitalizações e visitas à emergência do que a asma em adultos.

Causas

Ninguém sabe exatamente o que provoca asma infantil, uma vez que cada pessoa apresenta uma sensibilidade a gatilhos diferentes. Dessa forma, é importante entender o que causa seus ataques de asma e tentar reduzir a exposição a esses agentes ou buscar tratamentos mais adequados. Aqui estão os gatilhos mais comuns da asma:

Substâncias e agentes alérgenos

Cerca de 80% das pessoas com asma sofrem crises quando expostas a alguma substância transportada pelo ar, como ácaros e poeira, poluição, pólen, mofo, pelos de animais, fumaça de cigarro e partículas de insetos. Substâncias químicas como tinta, desinfetantes e produtos de limpeza também podem desencadear uma crise. Quando aspirados, esses agentes podem irritar os brônquios, levando a uma crise. Infecções virais, como o resfriado comum ou a gripe, também constituem causa importante para o desencadeamento de uma crise de asma.

Alimentação

Alergias alimentares podem causar crises de asma infantil. Os alimentos mais comuns associados com sintomas alérgicos são:

  • Ovos
  • Leite de vaca
  • Amendoins
  • Soja
  • Trigo
  • Peixe
  • Camarão e outros crustáceos
  • Saladas e frutas frescas.

Alguns conservantes e aditivos acrescentados dos alimentos industrializados também podem desencadear uma crise de asma.

Asma noturna

Asma noturna é um tipo comum da doença. Se seu filho tem asma infantil, as chances de sofrer uma crise são muito mais elevadas durante o sono, porque a asma é fortemente influenciada pelo ritmo circadiano (ciclo biológico que regula as funções do nosso corpo, geralmente de acordo com a luz do sol). Acredita-se que a asma noturna acontece devido ao aumento da exposição aos alérgenos, ao resfriamento das vias aéreas, a posição reclinada ou até mesmo pelas secreções hormonais.

Se seu filho tem asma infantil, observe se os sintomas pioram quando a noite avança. Caso isso aconteça, procure um médico para descobrir as causas das crises de asma e buscar o tratamento mais adequado.

Mudanças de temperatura

O choque de temperaturas é uma mudança bastante agressiva para quem tem as vias respiratórias mais sensíveis, como as crianças com asma infantil. Além das crises de asma, é comum haver piora de rinite ou tosse. A mudança do calor para o frio pode desencadear uma resposta na mucosa brônquica que, por meio de estímulos nos receptores nervosos de temperatura ou pela liberação de substâncias alergênicas, pode desencadear uma crise.

Sintomas de Asma infantil

A asma infantil tem os mesmos sintomas da asma dos adultos, só que muitas vezes eles são agravados, devido ao calibre menor das vias aéreas das crianças. Entre os sintomas mais comuns da asma infantil encontramos:

  • Dificuldade em respirar
  • Tosse frequente
  • Sibilos e chiado no peito
  • Respiração encurtada
  • Congestão no peito
  • Fadiga constante
  • Dor no peito, principalmente em crianças menores.

Muitas vezes a criança pode sentir dificuldade para acompanhar o ritmo dos amigos em brincadeiras e exercícios.

Alguns sintomas indicam situações de emergência, como:

  • Lábios e rosto de cor azulada
  • Nível diminuído de agilidade, como sonolência grave ou confusão, durante um ataque de asma
  • Extrema dificuldade de respirar
  • Pulsação rápida
  • Ansiedade grave devido à deficiência respiratória
  • Sudorese.

Diagnóstico de Asma infantil

O principal para o diagnóstico de asma infantil é a história do paciente e os exames subsidiários. Crianças menores de seis anos ainda não tem seu sistema respiratório plenamente desenvolvido, portanto é difícil ter um diagnóstico preciso da asma infantil antes dessa idade.

Crianças maiores podem ser submetidas aos mesmos exames que os adultos. Veja quais são eles:

Função pulmonar

No teste de função pulmonar, você assopra em um tubo ligado a um computador que vai medir a função dos pulmões. Se o paciente estiver tendo uma crise de asma naquele momento, ele assopra no tubo uma primeira vez, e novamente após usar um broncodilatador. O seu médico lhe dará instruções sobre como controlar a respiração corretamente. Se a função pulmonar estiver alterada no primeiro resultado e estabilizada no segundo, tem-se um diagnóstico de asma.

Entretanto, muitas vezes o asmático chega ao médico contando uma história típica de asma, mas o exame dá normal, pois ele não está em crise. Nesses casos, o médico pode solicitar a chamada broncoprovocação, ou seja, expõe o paciente a um agente inflamatório em nível controlado e observa. Se ele iniciar uma crise, é muito suspeito para a asma, confirmando após o término do exame.

Espirometria

Esse teste avalia o estreitamento dos seus brônquios, verificando a quantidade de ar que você pode exalar depois de uma respiração profunda e quão rápido você pode colocar o ar para fora. O exame de espirometria se encontra dentro do exame de função pulmonar. Caso os seus pulmões não estejam inspirando todo o ar que deveriam, é um sinal de que seus pulmões podem não estar funcionando bem.

Exames adicionais

Outros testes para diagnosticar a asma incluem:

Teste de óxido nítrico: embora pouco usado, esse teste mede a quantidade do gás óxido nítrico que você tem em sua respiração. Quando as vias aéreas estão inflamadas um sinal de asma você pode ter níveis maiores de óxido nítrico do que pessoas saudáveis

Exames de imagem: radiografia de tórax e tomografia computadorizada (TC) dos seus pulmões e cavidades do nariz podem identificar quaisquer anormalidades estruturais ou doenças que estejam causando ou agravando problemas respiratórios.

Gasometria arterial: a gasometria arterial mede o pH e os níveis de oxigênio e gás carbônico no sangue de uma artéria. Esse exame é utilizado para verificar se os seus pulmões são capazes de mover o oxigênio dos alvéolos para o sangue e remover o dióxido de carbono do sangue.

Tratamento de Asma infantil

Prevenção e controle são a chave para impedir que os ataques de asma infantil comecem. As medicações de uso contínuo servem para minimizar a sensibilidade e a inflamação as quais os brônquios da criança asmática estão sujeitos, fazendo com que os pulmões reajam com menos intensidade aos agentes irritantes, como poeira e ácaros. Diferente dos broncodilatadores, que apenas revertem o quadro de contração do brônquio, os medicamentos contínuos funcionam para evitar que essas reações aconteçam. Veja as linhas de tratamento para a asma infantil:

Medicamentos contínuos

Os medicamentos da asma infantil perfeitos para o perfil do seu filho dependem de uma série de coisas, incluindo sua idade, seus sintomas, seus gatilhos de asma e o que parece funcionar melhor para manter a sua doença sob controle. Os medicamentos preventivos de controle em longo prazo reduzem a inflamação nas vias aéreas, impedindo que os sintomas se iniciem. Os medicamentos contínuos, geralmente tomados diariamente, são a base do tratamento da asma infantil. Eles incluem:

  • Corticosteroides inalados: essa classe de medicamentos inclui fluticasona, budesonida, mometasona, ciclesonida, flunisolide, beclometasona e outros. Seu filho pode precisar usar esses medicamentos durante vários dias ou semanas antes que eles atinjam o seu máximo benefício. Ao contrário de corticosteroides orais, esses medicamentos têm um risco relativamente baixo de efeitos colaterais e são geralmente seguros para uso contínuo, uma vez que agem diretamente nos pulmões, em vez de passarem primeiro pela corrente sanguínea. As inalações são feitas com inaladores portáteis, por meio de sprays ou em forma de pó – esse último inalado por meio de um instrumento próprio. O tempo de ação pode ser de quatro, 12 ou 24 horas, e o espaço entre as inalações varia conforme esse intervalo. Mais de 95% dos casos de asma podem ser controlados com o uso de corticoides
  • Modificadores de leucotrienos: são medicamentos orais, incluindo o montelucaste, zafirlucast e zileuton. Eles podem ser encontrados em forma de comprimidos, xaropes ou sachês. Eles interferem no processo inflamatório dos pulmões, e raramente são usados de forma isolada, sendo associado ao uso de corticoides. As doses e intervalos de utilização variam conforme o caso e a associação de medicamentos que está sendo feita
  • Beta-agonistas de longa duração: são medicamentos inaláveis, e incluem salmeterol e formoterol. Sua função é abrir as vias aéreas – ou seja, é um broncodilatador. Normalmente são usados em associação com corticosteroides – chamados assim de inaladores de combinação. Esses medicamentos não devem ser usados durante um ataque de asma
  • Teofilina: a teofilina funciona principalmente como broncodilatador, mas possui efeito anti-inflamatório, sendo também associada aos corticoides. O medicamento deve ser ministrado a cada 12 horas, e as doses também variam conforme o paciente.

Convivendo/ Prognóstico

A asma infantil pode ser um desafio e estressante. Às vezes seu filho pode ficar frustrado, irritado ou deprimido porque precisa cortar suas atividades habituais para evitar os gatilhos. Ele também pode se sentir limitado ou constrangido com os sintomas da doença e por rotinas de gestão complicadas. Mas a asma infantil não tem de ser uma condição limitante. A melhor maneira de superar a ansiedade e uma sensação de impotência é entender sua condição e tomar o controle de seu tratamento. Aqui estão algumas sugestões que podem ajudar:

Converse com outras pessoas

Fóruns e outros grupos na internet podem ser usados para trocar experiências sobre a asma infantil, além de ajudá-lo a se conectar com pessoas que enfrentam desafios semelhantes. Se seu filho tem asma infantil, tente concentrar a atenção nas coisas que seu filho pode fazer, e não sobre as coisas que ele ou ela não podem fazer. Envolver professores, enfermeiras escolares, treinadores, amigos e parentes podem ajudar seu filho a controlar a asma.

Evite seus gatilhos

Tomar medidas para reduzir a sua exposição a coisas que provocam sintomas de asma é uma parte fundamental do controle da asma. Manter a casa sempre limpa, evitar o acúmulo de poeira e deixar algumas atividades de lado podem ajudar a prevenir uma crise.

Faça exercícios

Ter asma não significa que você não pode se manter ativo. Inclusive, a atividade pode prevenir ataques de asma e fortalecer seu coração e pulmões. Além disso, os exercícios ajudam no controle do peso, que podem piorar um ataque de asma.

Controle as doenças relacionadas

Alergias e a doença do refluxo gastroesofágico podem provocar ataques de asma. Se esse for o caso, tente tratar esses problemas antes de tratar a asma infantil.

Prevenção

A asma infantil em si não pode ser prevenida, uma vez que é decorrente de uma inflamação dos brônquios sem causa aparente. Entretanto, é possível controlar as crises e ter uma qualidade de vida melhor:

Teste para alergias

Os testes para alergias respiratórias são feitos para detectar qual é o agente causador da asma. Entram nessa lista ácaros, fungos, mofo, pelos de animais, entre outros. Com o teste, é possível evitar a exposição ao agente, prevenindo crises. Além disso, é comum que a asma esteja associada a outras doenças alérgicas, como a rinite alérgica e o eczema. Controlando os causadores dessas alergias é possível evitar crises asmáticas.

Não trate apenas a crise

É muito importante lembrar que a asma infantil é uma doença crônica cujo tratamento, nos casos de asma persistente, deve ser contínuo, mesmo que não existam sintomas. Esse tratamento consiste no uso de corticoide inalatório diariamente, em doses que deverão ser determinadas pelo médico. O uso irregular dos medicamentos que controlam a asma é uma das causas mais comuns de crises. O paciente não deve ter receio de usar a medicação diária da asma.

Garanta as doses de vitamina D

A carência da vitamina D está sendo relacionada a uma série de doenças do aparelho imunológico e a asma é uma delas. O papel da vitamina D na importância do tratamento da asma é recente. Estudos apontam que a deficiência do nutriente pode aumentar os riscos de doenças pulmonares mais graves em crianças. De qualquer forma, vale a pena ressaltar que a principal fonte de vitamina D é a exposição solar, que dever ser feita por cerca de 15 minutos, três vezes por semana. Ovos, manteiga, iogurtes e peixes, como atum e sardinha, são fontes da vitamina.

Aposte na higiene

Mofo, pelos de animais, insetos, ácaros e poeira domiciliar devem ser cuidadosamente eliminados. É importantíssimo que a roupa de cama seja lavada semanalmente e secada ao sol. Também é recomendado o uso de fronhas e capas de colchão antiácaros, que diminuem a possibilidade de crises. Podem ser usados até produtos de limpeza que matam os ácaros, mas nunca na presença do asmático. O carpete deve ser substituído por outros tipos de piso, tapetes devem ser retirados do quarto e umidificadores devem ser banidos, já que a umidade favorece o aparecimento de alguns alérgenos.

Evite cheiros fortes

Velas, sprays aromatizadores e essências. Esses produtos podem até deixar sua casa perfumada, mas são um perigo para quem tem asma. Cheiros fortes e fumaça irritam as vias aéreas e podem desencadear crises de asma. Se você é ou tem algum familiar asmático, elimine todos esses produtos ou, pelo menos, opte por versões que não possuem aroma.

Entre em forma

Existem algumas evidências de pessoas asmáticas com obesidade que conseguiram controlar melhor a asma ao perder peso. Uma teoria é a de que os pulmões de indivíduos com obesidade não se expandem como deveriam, o que predispõe o estreitamento dos brônquios. A inflamação do tecido adiposo causada pela obesidade também pode afetar a musculatura das vias aéreas, aumentando a resposta inflamatória e estreitando os canais da via aérea, o que levará a uma crise asmática. Outro ponto é que os hormônios liberados pela gordura – como a leptina e a adiponectina – podem agir na árvore brônquica causando os mesmos efeitos.

Uma pessoa com asma pode e deve praticar esportes, mas, para isso, a doença precisa estar controlada com o tratamento. Isso porque a desidratação das vias aéreas, em função da sudorese e do aumento constante do fluxo de ar, podem desencadear uma crise se a doença não estiver controlada. Outro mecanismo que pode levar a uma crise é o da variação de temperatura nas vias aéreas, principalmente se o ar é inspirado pela boca e atinge as vias aéreas a uma temperatura mais baixa – o que pode piorar se temperatura ambiente está mais baixa.

Por outro lado, manter uma boa hidratação e exercitar-se em ambiente saudável e com temperatura adequada ajudam a tornar a prática esportiva menos perigosa. Se mesmo assim ainda ocorrerem crises de asma, um tratamento com broncodilatadores antecedendo a atividade física e indicado pelo médico tende a controlar bem os sintomas.

Cuide do pet

Se o contato com animais não te faz bem, seria aconselhável, no mínimo, não tê-los na sua própria casa. Mas, se isso está fora de cogitação, pelo menos não deixe que ele entre ou durma no seu quarto. Outra medida importante é dar banho no animal pelo menos uma vez a cada duas semanas. O local em que o pet permanece a maior parte do tempo deve ser limpo toda semana.

Agasalhe-se

É normal que, ao passar de um ambiente fechado para um externo, com ar frio, o alérgico logo apresente reações do sistema respiratório, como espirros e inchaço nasal. Por isso, o ideal é sempre sair de casa bem agasalhado e com um cachecol ou lenço cobrindo o nariz para que o ar gelado não entre em contato direto com ele.

Fatores de risco

Histórico familiar

A asma infantil é uma doença que tem em seu bojo características genéticas. Pessoas com casos de alergias na família tem uma predisposição genética para desenvolver quadros alérgicos no geral, e o relacionado ao pulmão é a asma.

Histórico de alergias

A asma infantil é uma doença caracterizada pela presença de uma reação exagerada das vias aéreas, ou seja, por um mecanismo de defesa aumentado. Esse é o pano de fundo em outras alergias, desde respiratórias até cutâneas. Dessa forma, uma pessoa que tenha algum tipo de alergia tem uma maior predisposição a ter outros tipos, dentre eles a asma, uma vez que seu corpo tende a reagir de forma excessiva aos estímulos externos.

Obesidade

Crianças com obesidade tem maior risco de asma infantil. Isto ocorre porque a obesidade desencadeia uma série de processos inflamatórios – e a asma nada mais é do que um processo inflamatório em nossos brônquios. A obesidade é uma “facilitadora” desse processo.

Baixo peso ao nascer e hábitos da gravidez

Os bebês filhos de mães tabagistas tem menor peso, devido aos infartos que o cigarro causa na placenta, dificultando a nutrição do bebê durante a vida intrauterina. Apesar de alguma controvérsia, existe uma relação entre baixo peso ao nascer e asma até os cinco anos de idade. Isso acontece porque o pulmão só se forma plenamente no fim de gestação. Por isso o bebê prematuro tem mais risco de ter quadros inflamatórios no pulmão. É importante ressaltar que só podemos dizer que uma criança é asmática após os dois anos de vida. Antes disso ela é um bebê chiador.

Outros comportamentos durante a gestação aumentam o risco de o bebê ter alergia, tais como dormir mal, transtorno de ansiedade e depressão.

Expectativas

Não há cura para asma, embora os sintomas das crianças tendam a melhorar ao longo do tempo, principalmente com o amadurecimento de suas vias respiratórias. Com autogerenciamento e tratamento apropriados, a maioria das pessoas com asma pode levar uma vida normal.

Diagnóstico e Exames

Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar a asma infantil são:

  • Pediatra
  • Pneumologista.

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
  • Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade
  • Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar.

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

  • Quais os principais sintomas que seu filho apresenta?
  • Há quanto tempo seu filho vem sentido esses sintomas?
  • Quão severos são os sintomas do seu filho?
  • Seu filho apresenta problemas respiratórios sempre, ou só em certas situações?
  • Seu filho tem alergias, como dermatite atópica ou rinite?
  • Existe algo que pareça piorar os sintomas da criança?
  • Existe algo que pareça melhorar os sintomas da criança?
  • Existem casos de alergia ou asma na família?.

Também é importante levar suas dúvidas para a consulta por escrito, começando pela mais importante. Isso garante que você conseguirá respostas para todas as perguntas relevantes antes da consulta acabar. Para asma infantil, algumas perguntas básicas incluem:

  • É asma a causa mais provável dos problemas respiratórios do meu filho?
  • Quais são as outras causas possíveis para estes sintomas?
  • Que tipos de testes que meu filho precisa?
  • Esta condição provavelmente temporária ou crônica?
  • Qual é o melhor tratamento?
  • Quais são as alternativas para a abordagem primária que você está sugerindo?
  • Meu filho tem essas outras condições de saúde. Qual a melhor forma de gerenciá-las juntas?
  • Existem restrições que meu filho precisa seguir?
  • Existe uma alternativa genérica para o medicamento que você está prescrevendo?
  • Há algum livro ou outro material impresso que eu posso levar para casa comigo? Quais sites você recomenda visitar?.

Não hesite em fazer outras perguntas, caso elas ocorram no momento da consulta.

Buscando ajuda médica

É importante marcar uma consulta médica quando a criança apresentar os sintomas da asma infantil, como dificuldade para respirar, chiado no peito, tosse constante e fadiga.

Em caso que a criança tiver uma crise de asma, que envolve dificuldade extrema em respirar, pulsação rápida e sonolência, entre outros, procure por um atendimento de emergência.

(Minha Vida) 

2 de Abril: Dia Mundial da Conscientização do Autismo

Entenda um pouco mais sobre o assunto

AUTISMO O QUE É?

DEFINIÇÃO E CARACTERÍSTICAS

Muito se tem falado em Autismo ou Transtorno do Espectro Autista, mas o que é o Autismo e qual a importância de se saber sobre este tema? Nossa sociedade ainda engatinha e tem muito a evoluir quando falamos sobre o Autismo ou como caracterizamos atualmente nos Transtornos do Espectro Autista (TEA). Esta sensação é real e marcante quando entrevistamos os pais destes pacientes e, ao mesmo tempo, olhamos em volta de nós mesmos nas clínicas públicas, nas escolas, nos ambientes comerciais, nos meios de transporte coletivo e, especialmente, nos familiares mais próximos destes núcleos familiares que conduzem estas crianças. A desinformação e a ignorância acerca do assunto ainda assustam e tornam urgente tomada de decisões no sentido de expandir o conhecimento das características clínicas, dos principais prejuízos sociais e da evidência do mau funcionamento destes pacientes para estudar, compartilhar, se comunicar e se sentir realmente fazendo parte de nossa existência.

Doenças como a dengue ou o diabetes, por serem difundidas e bem assimiladas pela nossa população há muitos anos, são atualmente bem compreendidas pelas pessoas leigas. Resultado de anos de cartazes, folders, medidas de prevenção empreendidas pela nossa sociedade organizada, estas doenças estão na língua do povo e comentadas frequentemente pelas pessoas quando alguém começa a ter seus sintomas. Não raro, os possíveis portadores correm para os postos de saúde na ânsia de confirmar ou não estes diagnósticos. “Se você faz muito xixi e bebe muita água, pode ser diabetes, meu filho” , disse uma vez uma senhora, avó de um paciente meu. Não é que ela tinha razão? Dias depois, os exames fecharam como diabetes e a criança iniciou seu tratamento a tempo de evitar maiores consequências.

A conscientização sobre problemas médicos é fundamental sociedade para reduzir riscos gerados por problemas que, ignorados, podem resultar em caminhos sem volta. O acesso `a informação oferece a disseminação de percepções para todos levando a um maior poder de observação por todos, independente da formação ou do nível cultural. O autismo (TEA) sofre ainda desta ampla e generalizada falta de informação no seio social e, pasmem, é exatamente isto que ainda impede que a maioria das crianças sejam precocemente tratadas. Logo o autismo que precisa tanto da sua identificação o mais cedo possível para que se modifique, com efeito, os sérios prejuízos sociais e de funcionamento cognitivo que, se nada feito, desembocarão em permanentes dependências e impedimentos para o resto de suas vidas. Ademais, sua incidência na população tem aumentado de forma expressiva desde os anos 90 onde, para cada 1000 nascimentos, nascia uma criança autista e , hoje, esta proporção atinge 1:88. Nos EUA, na Ásia e na Europa, pesquisadores detectam uma prevalência atinge 1% da população. Na Coréia do Sul, tal cifra atinge 2,6%. Entre os gêneros, os meninos são os mais afetados numa proporção de 5:1 1 .

Definição e Características do Autismo

Desde 1980, o Autismo (TEA) tem sido descrito no Manual de Transtornos Mentais (ou DSM) o qual tem expressiva importância nos parâmetros clínicos dos diagnósticos de transtornos neuropsiquiátricos em todo o mundo. No mais recente, o DSM-5 , este descreve o como, em geral, um distúrbio de desenvolvimento que leva a severos comprometimentos de comunicação social e comportamentos restritivos e repetitivos que tipicamente se iniciam nos primeiros anos de vida. Mas , o que isto significa?

Comparado a uma criança com desenvolvimento típico, normal, o Autismo é uma condição que severamente compromete a capacidade de se comunicar com os outros, de perceber acontecimentos compartilhados, de expressar o que sente ou pensa nas mais diversas situações, de utilizar as palavras de acordo com o contexto e estas características atrapalham gravemente o desenvolvimento global da criança. Se não bastasse, a presença de “manias” , posturas ou atos repetitivos, rituais e interesses restritivos independente do público ou local em que a criança portadora esteja desarticula e fragmenta ainda mais a evolução de suas habilidades sociais e adaptativas nos desafios que o ambiente imprevisivelmente apresenta.

Muitas crianças com Autismo tem distúrbios sensitivos e perceptivos visuais, auditivos e de sensibilidade na pele, levando a uma elevada sensibilidade para barulhos, ruídos específicos, luzes, agrupamento de pessoas e para determinadas cores e formas de ambientes. Por outro lado, podem ter baixa percepção para face humana, interpretação global das funções dos brinquedos e, enfim, ignorar momentos de controle social como regras e rotinas dos lugares onde visita.

É muito importante reconhecer que este comportamento é irresistível, incontrolável, sem intencionalidade e que pode, se nada feito, em idades tardias, irreversíveis. Muitas crianças com autismo podem ter surpreendente evolução e até “sair” do espectro, mas isto depende de muitos fatores dentre eles o diagnóstico precoce, especialmente abaixo dos três anos de vida.

Até recentemente, muitos pediatras nem sequer conheciam aspectos básicos do perfil das crianças autistas resultando em identificações tardias. Muitos profissionais ainda temem revelar aos pais que seu filho pode sê-lo. Muitas crianças foram diagnosticadas tardiamente como resultado destas práticas nocivas. Nos EUA – país onde a saúde mental é encarada como doença crônica devastadora e com severas consequências emocionais e econômicas – os pediatras podem sofrer processos e perda de sua licença médica se for demonstrado que o mesmo não identificou sintomas autísticos em crianças até um ano e meio. Em nosso país, ainda engatinha a transmissão destes conhecimentos e a difusão do quadro clínico do autismo (TEA) o que já vem explicando a maior detecção desta condição em nosso meio.

Uma das maiores características clínicas do Autismo (TEA) é o evidente prejuízo da linguagem expressiva, mais especificamente, a fala. Muitas destas crianças podem, após uma fase inicial de normalidade na aquisição da fala, sofrer regressões com redução do vocabulário, perda da fala de palavras anteriormente aprendidas, aparecimento de palavras sem significado e impróprios , repetições de termos sem necessidade e sem função social. Outros podem ter atraso severo de fala e, quando iniciam, começam a falar palavras mal articuladas, jargões, repetições de termos e evolução pobre do vocabulário. Além disto, existe uma parcela de crianças afetadas que jamais falarão.

Se o Autismo (TEA) fosse um problema que se iniciasse na fase adulta, seus prejuízos talvez não fossem tão grandes. Mas o fato de se iniciarem na infância seu impacto no futuro do indivíduo e na vida de seus pares (família e escola) pode ser devastadora. Afeta a alimentação, o sono e o crescimento; desestrutura a evolução de saúde mental de seus pais; expõe o portador a mais infecções, acidentes e alergias; imputa prejuízos acadêmicos muito significativos podendo até inviabilizar a aprendizagem plena e a aquisição de habilidades na grande maioria dos casos afetados. Portanto, diagnóstico precoce, neste momento, é o caminho mais eficaz para diluir e reduzir a gravidade deste mosaico de problemas.

(Entendendo o Autismo) 

Pais fiquem atentos a doença “mão-pé-boca” surto está em creches e escolas.

Esta é uma virose super contagiosa, e os pais devem ficar sempre atentos aos sintomas, chamada “Doença mão-pé-boca” . Que muitas vezes é tratada como “uma alergia”
O alerta é para os pais de crianças em creches e pré-escola, e que geralmente ataca crianças de até 5 anos. Este vírus está no sistema digestivo e pode provocar sintomas como estomatite.
Os sintomas mais comuns Doença mão-pé-boca são a febre, dor de cabeça e falta de apetite e garganta inflamada.Mas o principal sintoma é o desenvolvimento de coceira com bolhas muito pequenas nas mãos e nos pés, e muita dor quando tocado.

Por ser contagioso, todo o cuidado é muito pouco, ele pode infectar outras crianças atraves das secreções das vias respiratória, secreções das feridas das mãos e dos pés e pelo contato com fezes dos pacientes infectados.
Beijos, contato com catarro, dividir copos, brinquedos, roupas e obejtos, deve-se evitar.
O respeitado Dr. Drauzio Varela, diz que o mais preocupante é o grau de desidratação que eta virose pode levar a criança. A mais comum é a desidratação secundária a odinofagia intensa causada por úlceras orais dolorosas. devem ser tratados com analgésicos e hidratação oral. Ingestão de líquidos frios.
Não existe vacina de prevenção, assim como outras viroses ele tente a regredir de forma espontânea, a melhor forma é intensificar a higiene com seu filho, crianças contaminadas devem ficar em casa, até que todos os sintomas desapareçam
Nas creches sempre o maior cuidado é na higiene das mãos na hora de trocar as fraldas, para que não se transmita o vírus para outra criança.Os brinquedos também devem ser lavados com muita frequência.

Após uma criança ser contaminada pela doença mão-pé-boca leva cerca de 3 a 6 dias para os primeiros sintomas aparecerem realmente. Este é o chamado período de incubação. Os sintomas geralmente começam com uma febre, dor de garganta e nariz escorrendo, algo parecido com uma gripe. Logo após a criança passa a ter erupções na pele e pequenas bolhas podem surgir nas seguintes partes do corpo:
Boca;
Parte interna das bochechas;
Gengivas;
Língua;
Céu da boca;
Dedos;
Palma das mãos;
Sola dos pés;
Os sintomas são piores nos primeiros dias e geralmente vão sumindo após uma semana. Uma ou duas semanas após o fim da doença, a pele dos dedos dos pés e das mãos podem descascar, mas isto não causa qualquer problema.

Diagnóstico – O médico pediatra irá diagnosticar a doença mão-pé-boca com base nos sintomas que o bebê está apresentando e ele pode também coletar uma pequena amostra da garganta para teste no laboratoriais.
Se por acaso seu filho tenha sido diagnosticado com esta doença é essencial entrar em contato com a escola ou creche que ele está. Pois, outros colegas podem contrair a doença.
Tratamento – Não existe um tratamento para a doença mão-pé-boca, tudo que os pais podem fazer é aliviar a febre e a dor com o remédio indicado pelo pediatra. Após o diagnóstico, é importante voltar a entrar em contato com o pediatra se a criança continuar com febre após três dias. Durante o tratamento, sempre é importante que os pais certifiquem-se que a criança está bebendo bastante liquido e está hidratada. Engolir pode ser difícil com esta doença, por isso, ofereça alimentos moles para os bebês maiores de seis meses, como purê.
Causas – Essa doença é transmitida pela saliva, então a pessoa pode contrair quando alguém tosse perto dela, por exemplo. O contato em uma superfície que uma pessoa com a doença tocou também pode levar à transmissão. A doença mão-pé-boca pode ser transmitida pelas fezes. Então, se a pessoa foi ao banheiro e não lavou as mãos corretamente, esta pode ser uma forma de transmissão.A doença geralmente é mais contagiosa em sua primeira semana na pessoa. Porém, bebês ainda podem apresentar o vírus nas fezes por meses após terem contraído! Ela também pode ficar presente no trato respiratório por até três semanas.

Prevenção – Alguns cuidados simples ajudam a prevenir a doença mão-pé-boca. Manter o bebê ou criança infectado pela doença longe da creche ou escola até que se sinta melhor evita que outros pequenos contraiam esse problema. Lave bem as mãos após trocar a fralda do bebê e caso seu pequeno já vá ao banheiro sozinho, ensine-o a lavar bem as mãos após isso. Ensine seu filho a lavar as mãos com frequência. Evite compartilhar os copos, utensílios, toalhas e outros objetos com pessoas infectadas. Limpe com certa frequência as superfícies que seu bebê mais toca.

(Feliz Saúde)

Pílula do dia seguinte: como usar, vantagens e efeitos colaterais

Esse recurso é indicado para casos de emergência e deve ser usado com cuidado

A pílula do dia seguinte é um método que pode ser usado para evitar gravidez após a relação sexual não segura.

Apesar de ser interpretada como uma solução prática para evitar a gravidez indesejada, esse recurso é indicado apenas para casos de emergência e deve ser usado com cuidado, já que traz efeitos colaterais em curto e longo prazo.

Tipos

O mercado disponibiliza dois tipos de pílula do dia seguinte:

  • Cartela com 1 comprimido, composto de 1,5mg de levonorgestrel
  • Cartela com 2 comprimidos: composto cada um de 0,75mg de levonorgestrel

Não existe diferença entre os dois tipos de pílula do dia seguinte, uma vez que a dosagem é a mesma. Ambas representam uma enorme carga de hormônios ingerida de uma só vez, diferentemente das pílulas anticoncepcionais convencionais – ingeridas diariamente -, que possuem dosagem menor.

Como se trata de um método de emergência e não de prevenção, a dosagem da pílula, independentemente do tipo, é um turbilhão de hormônios.

Quais as chances de engravidar?

O risco de insucesso da pílula do dia seguinte gira em torno de 5%, quando usada corretamente. Explicando melhor: se 100 mulheres tomarem a pílula nas primeiras 24 horas após a relação sexual desprotegida, cinco dessas mulheres ainda vão engravidar

A taxa de insucesso é mais alta que outros métodos porque a pílula do dia seguinte não é um método contraceptivo para ser usado de maneira recorrente, mas em caso de emergência. O corpo não está preparado para ela.

A ação do levonorgestrel – um tipo de progesterona – pode inibir ou retardar a ovulação. Ele é capaz de dificultar a passagem do óvulo ou do espermatozóide, além de provocar alterações no endométrio, bloqueando a implantação do óvulo.

Se ingerida depois da formação do feto, ela pode causar hemorragia e aborto, fatores de risco para a vida da mulher.

Efeitos colaterais da pílula do dia seguinte

Mesmo que ingerida uma vez ou numa frequência muito baixa, ainda é possível que a pílula do dia seguinte cause efeitos colaterais como:

  • Dores de cabeça
  • Dor no corpo
  • Náuseas
  • Diarreia
  • Tontura
  • Vômito

Na maioria das vezes, a pílula altera o fluxo normal da mulher, desregulando a menstruação. Dependendo do dia em que foi tomada, a pílula pode adiantar o sangramento ou mesmo retardar a menstruação.

Vantagens

O único método contraceptivo que pode ser utilizado após a relação sexual; No caso de falha do método e ocorrência da gravidez, não causa efeitos colaterais (teratogênicos) no feto; Previne a Gravidez Não-Planejada como mais uma opção contraceptiva.

Desvantagens

O uso repetido ou frequente desregula o ciclo menstrual e período fértil da mulher. Isso aumenta o risco de ocorrer relação sexual desprotegida em um dia fértil, facilitando a gravidez; Se usada frequentemente, a pílula do dia seguinte pode prejudicar o funcionamento do aparelho reprodutor feminino e dificultar futuras gestações desejadas. Também pode aumentar o risco de gravidez ectópica no futuro;

Pode causar efeitos colaterais como: náuseas, vômitos, tontura, desconforto nas mamas e dor de cabeça; Possui alta concentração de hormônios e só devem ser utilizados em casos de emergência; Em mulheres que amamentam, pode diminuir a quantidade do leite materno

Como fica a menstruação?

A pílula do dia seguinte pode atrasar ou adiantar a menstruação devido ao desequilíbrio hormonal que ela provoca. Após o uso da medicação, o organismo precisa se readaptar e reajustar o ciclo menstrual. Isso pode demorar algum tempo a depender de qual momento do ciclo menstrual você utilizou a pílula do dia seguinte.

Normalmente, depois de tomar a pílula do dia seguinte, a menstruação pode ocorrer na mesma semana ou cerca de uma semana depois da data prevista. Se a menstruação não ocorrer depois de 4 semanas da tomada da pílula, convém fazer um exame de gravidez.

Indicações

O uso da pílula do dia seguinte é indicada quando:

  • Houve relação sexual com penetração do pênis na vagina sem proteção (não usou camisinha ou anticoncepcional de qualquer tipo)
  • Se a camisinha estourou e a mulher não usa anticoncepcional de qualquer tipo

Além disso, não existe idade mínima para tomar o medicamento. A mulher já pode tomar a partir do momento em que tem uma vida sexual ativa. Já a idade máxima vai até o fim da vida fértil dela.

Entretanto, o ideal é sempre buscar ajuda profissional antes de fazer uso de qualquer método hormonal.

Contraindicações

Em princípio, seu uso é contraindicado para mulheres com:

  • Hipertensão descontrolada
  • Problemas vasculares
  • Doenças do sangue
  • Obesidade mórbida

Mulheres com alguma dessas condições que ingerirem a pílula correm mais risco dela não funcionar, ou então de sofrer complicações da doença. O uso nesses casos depende de avaliação individual.

Além disso, o uso de cigarro pode ser prejudicial se combinados com a pílula do dia seguinte. A pílula com estrogênio é um vasoconstritor, que contrai os vasos sanguíneos, e a nicotina do cigarro também. Em associação, aumentam o risco de derrame (Acidente Vasculas Cerebral) e trombose.

Outras contraindicações podem ser indicadas pelo ginecologista, que avaliará caso a caso.

Como usar

O procedimento é bem simples. Para o tipo que tem apenas uma pílula, basta tomá-la até 72 horas depois do ato sexual – lembrando que a eficácia é maior nas primeiras 12 a 24 horas.

Para aquelas que vêm em duas doses, a primeira deve ser tomada preferencialmente logo após o coito, e a segunda depois de 12 horas.

Não é recomendado tomar mais de uma pílula por mês, pois ela perde a eficácia, aumentando o risco de gravidez. Além disso, graças a sua alta dose de componentes hormonais, ela pode causar reações adversas como náuseas, alteração do ciclo menstrual, dor de cabeça e diarreia.

Principais pílulas do dia seguinte

  • Postinor-2
  • Pilem
  • Pozato
  • Diad
  • Minipil2-Post
  • Poslov

Onde encontrar

A pílula do dia seguinte pode ser encontrada em qualquer farmácia, sem prescrição médica. Além disso, você pode conseguir em postos de saúde.

(Minha Vida) 

 

DEPRESSÃO INFANTO-JUVENIL

Como os pais podem identificar que as crianças estão em depressão?

os pais podem identificar através da mudança no comportamento da criança e em alterações na forma dela se relacionar com os amigos, com os próprios pais, irmãos, professores. A queda do rendimento escolar, o desenvolvimento de alguns medos e a perda de interesses são bons parâmetros para indicar que há algo errado e que pode se tratar de um quadro de depressão.

– De acordo com as minhas pesquisas, a criança fica apática, não quer brincar, se isola, fica quietinha o tempo inteiro, não se socializa. Posso dizer que exatamente o contrário da criança levada? Talvez represente (se não for um caso muito evidente de depressão) o sonho de todos os pais que trabalham muito, não têm tempo para educar e se preocupar com traquinagens. Este pensamento está correto? Isto ocorre?

A criança quando se deprime muda seu comportamento de forma significativa. Algumas ficam mais tristes e quietas, outras mais irritadas e intolerantes, entretanto o ponto mais comum a todas é a perda de prazer e da capacidade de se divertir que chamamos de anedonia. Algumas crianças com depressão podem ficar mais “levadas” por estarem se sentindo mal e desejarem fazer algo para se livrarem daquilo que elas estão sentido. Normalmente há uma queda no rendimento escolar e na sociabilização também.

Normalmente, mesmo com pais muito ocupados, esse tipo de comportamento costuma chamar a atenção deles e causar certa preocupação, o que os leva a procurar algum tipo de ajuda.

– Crianças que vivem em grandes cidades e têm mais dificuldade de brincar com os seus amiguinhos, só assistem televisão, passam o dia sozinhas. Isto pode estar relacionado com depressão infantil?

A depressão é multifatorial independente da idade de início. No caso da depressão infantil existe a influência de fatores genéticos (história familiar de depressão), fatores ambientais (sofre assédio moral na escola, ausência das figuras parentais, conflitos domésticos, etc) e fatores psicológicos (crianças muito rígidas e pouco flexíveis). Não existe, no entanto uma relação causal direta com o fato das crianças que vivem nas cidades grandes terem mais depressão por que ficam mais em casa, quando comparado com crianças que vivem no interior. Muitas vezes as crianças que estão nos grandes centros podem ter acesso a mais locais de lazer e possuírem pais mais instruídos e atentos e por essa razão estarem mais protegidos de ficarem deprimidos, do que crianças que estão em pequenas cidades mas sem acesso a educação, saúde e outros indicadores de desenvolvimento humano.

– Houve um crescimento dos casos de depressão infantil?

A depressão está aumentando em todas as faixas etárias, inclusive na infância. Além disso, tem sido dada mais atenção ao comportamento e às reações que as crianças apresentam no sentido de buscar ajuda necessária para entender o que está acontecendo. No passado quando uma criança ficava deprimida e começava a ir mal na escola, ela era severamente punida e tratada como “preguiçosa” e “insolente”, sendo que muitas vezes era um quadro de depressão que havia se instalado, podendo muitas vezes se complicar e cronificar.

– É muito comum depressão infantil? Existem estimativas de quantas crianças tem depressão no Brasil, e no mundo? Em relação aos adultos, existem estimativas também? Gostaria de comparar.

Apesar do crescimento na incidência mundial da depressão, mesmo na infância é um fenômeno raro, quando se avalia a população em geral. Não existem trabalhos com enfoque epidemiológico na população brasileira que possam dizer a sua incidência, mas acredita-se que em torno de 5% das crianças possam sofrer de depressão em diferentes graus e intensidades.

A depressão na criança é muito dificil de ser diagnosticada, porque as crianças muitas vezes não conseguem nomear adequadamente seus sentimentos de tristeza, angústia e desesperança. Por essa razão em estudos populacionais haverá uma maior incidência de Transtornos Depressivos nos adultos quando comparados com as crianças e os adolescentes.

– A gente tem sempre a idéia de que na infância é que a vida era boa, que não tínhamos nem tristeza. Mas a depressão infantil põe abaixo este conceito romântico. Qual seria o real motivo para uma criança entrar em depressão? Qual a relação com os pais? É genético? Qual a influencia que a família (não só geneticamente) tem nestes casos? Existe alguma relação com drogas?

Essa é realmente uma visão romanceada da infância. É claro que a maioria das crianças quando ficam tristes não estão deprimidas. Tristeza é um sentimento normal e desejável, pois fala de uma reação a algo que não gostamos e que queremos mudar.

Depressão é uma doença, onde ocorre uma perda na capacidade de reagir às situações da vida de forma mais adequada. O sentimento estagna no polo da tristeza, apatia, desinteresse. Ocorre a perda da capacidade de sentir prazer, dificuldades atencionais e de tomar decisões, queixas físicas como perda de apetite ou do sono, além de dores sem causas físicas. A criança passa a apresentar pensamentos mórbidos e idéias de morte. Esse quadro persiste independente do que se faça externamente para essa criança (como por exemplo, dar-lhe um brinquedo).

Como já falei existe componentes genéticos envolvidos na causa da depressão, mas também situações ambientais complexas como conflitos parentais, baixo nível sócio-econômico, vivência de abusos físicos, sexuais e emocionais, etc.

Pais ausentes, portadores de patologias psíquicas ou com baixa continência podem contribuir para a instalação e piora do quadro depressivo na infância. Muitas vezes é fundamental que seja feito um tratamento da família juntamente com a criança, sem a qual o sucesso desse tratamento está comprometido.

Já as drogas podem sugir mais tardiamente na vida dessa criança e adolescente que já deprimidos procuram um alívio para a sua dor emocional.

– Como foi detectado o primeiro (ou os primeiros casos) de depressão infantil.

Existem relatos de depressão em crianças em trabalhos clássicos de mais um século atrás. Entretanto esse assunto foi durante muitos anos negligenciados e até negado por especialistas do mundo. A maior importância tem sido dada a esse tema nos últimos vinte anos, com o crescimento da produção científica nesse sentido.

-Existe algum caso notável. Quais são os casos mais comuns?

Existem alguns escritores portadores de Transtorno Bipolar (uma doença do humor, que cursa com períodos de depressão e de mania) que relatam que desde criança já apresentavam queixas depressivas.

Normalmente a depressão na infância não aparece como um quadro mais grave, podendo muitas vezes ser ignorada porque a criança muda seu comportamento, mas não se torna agressiva ou apresenta transtornos significativos. Esse quadro (que chamamos de Distimia, que é uma depressão leve, porém crônica cujo diagnóstico é feito a partir de um ano de persistência dos sintomas) pode durar todo o final da infância, passando pela adolescência e se perpetuando na vida adulta.

– Até onde pode ir a depressão infantil?

o quadro pode se tornar muito grave, com o desenvolvimento de sintomas psicóticos (alucinações e delírios com conteúdos depressivos). A criança pode ouvir vozes que a ofende e falam que ela é ruim, ou a crença de que ela é culpada pelo mal que existe no mundo. Outros casos podem cursar com ideação e tentativas de suicídio.

– Como é feito o tratamento?

O tratamento envolve o uso de todos os recursos necessários para restabelecer o humor normal da criança. Podem ser utilizados medicações antidepressivas, psicoterapias (nas diferentes modalidades), terapia familiar, abordagem psicopedagógica, entre outras.

– Como funcionaria a terapia. Diz-se que crianças tendem a misturar fantasia e realidade.

A criança sabe diferenciar a fantasia da realidade, pois quando ela está bem existe a capacidade de conhecer os limites entre elas. A psicoterapia, entre elas a ludoterapia (terapia realizada com brinquedos) ajuda a criança a fortalecer seus recursos egóicos e re-significar seus conflitos, a fim de que possa aprender a lidar com sentimentos ruins.

– Uma criança que teve depressão tem mais chances de se tornar um adulto com depressão?

Sem dúvida, principalmente quando o quadro não identificado e tratado adequadamente.

– a depressão infantil pode acarretar em outros problemas no futuro?

Sim, crianças com depressão podem apresentar fracassos escolares, problemas de sociabilização, ansiedade, fobias, relacionamento familiar insatisfatório, abuso de substâncias psicoativas, etc.

– Existe algum estudo novo sobre o tema?

A todo o momento está sendo publicados trabalhos sobre depressão infantil por grupos que estudam esse tema em profundidade.

– Quais são os principais estudos sobre o tema?

Existe estudos correlacionando depressão infantil com problemas de sono, estudos genéticos, de alterações do ritmo circadiano (sono-vigília), estudos neuropsicológicos e de perfil emocional e também estudos com neuroimagem.

(Viver Saúde) 

O que a cor da sua urina diz sobre a sua saúde

A cor da urina pode falar muito sobre a nossa saúde e é bom estar atento a algumas alterações que podemos reconhecer só de olhar para ele, especialmente se a sanita for branca.

A urina é produto da filtragem dos rins, que despejam na bexiga uma mistura de água e toxinas que o corpo não precisa mais e deve eliminar. Os alimentos ingeridos e os mecanismos próprios individuais, como transpiração e respiração, determinarão a quantidade de urina evacuada.

A quantidade de água consumida durante o dia está diretamente relacionada com a concentração urinária. Caso a pessoa beba pouca água, a urina ficará mais escura, o que pode apontar desidratação. Se a ingestão é adequada, a urina ficará bem diluída, de cor amarela clara.

Outros aspetos a serem notados são o cheiro e a espuma do xixi. A urina com cheiro está relacionada à infeção do trato urinário. É importante perceber se o xixi apresenta mais espuma do que o normal, que pode significar a presença de perda proteica e uma doença renal.

Podemos tirar grandes e boas conclusões ao olhar para a cor de uma urina. Mas podemos ter dados ainda mais conclusivos se fizermos exames de laboratório completos. E é aí, mais uma vez, que vale a pena reforçar a importância do acompanhamento médico. Até porque sangue na urina, por exemplo, é frequentemente invisível a olho nu. O nível de açúcar também. E este pode indicar risco de diabetes.

Existe cor ideal?

Segundo os especialistas o xixi saudável deve ser amarelo claro, quase transparente, com o mínimo de espuma e sem cheiro. Além disso, ao urinar, a pessoa não deve sentir qualquer desconforto ou dor.

Cores da urina: o que indicam?

Transparente: Se a pessoa bebe muita água, talvez até exagere no consumo.

Amarelo palha muito claro: Esta cor é normal.

Âmbar ou mel: Já aponta desidratação. Portanto, a pessoa deve beber mais água. Está a pressionar os rins a trabalharem mais para filtrar a urina. Há maior acúmulo de toxinas exigindo maior hidratação.

Amarelo escuro: Pode estar tudo normal, mas é preciso beber mais água.

Espuma efervescente: Esta condição pode apontar um problema renal ou o excesso de proteína na dieta.

Laranja: Esta cor pode indicar falta de água, ou aparecer por causa da pigmentação da comida. Caso a coloração persista, pode ser problema na vesícula ou no fígado. Ocorre também pelo excesso de vitamina C no corpo, que é filtrado pelos rins. Se ocorrer um dia, deve-se apenas reduzir – e nunca eliminar – o consumo de todas as frutas e legumes com vitamina C durante pelo menos cinco dias.

Avermelhada: A urina vermelha pode indicar duas coisas. A primeira pode ser grave, já que pode ser pela presença de sangue e é preciso informar imediatamente o médico. Pode haver um problema na bexiga ou nos rins: um diagnóstico preciso dará a resposta. A segunda causa desse sintoma é completamente inócua. Se um dia consumir muitas beterrabas, frutas vermelhas, amoras ou até alimentos com muito corante, a urina pode adquirir esta cor. Se este tom se repetir ao longo de vários dias, não hesitar em consultar um especialista.

Acastanhada: Aponta problema no fígado ou desidratação grave. Deve-se à inflamação na urina e pequenos vestígios de sangue. É sinal de um possível cálculo da vesícula biliar a caminho, de que o trato urinário está sofrendo com estas pedras que estão dolorosamente abrindo seu caminho até a bexiga, ou pode ser que as pedras estejam ainda no rim, e isso pode ser prejudicial. Neste caso, a tonalidade da urina é muito característica. Além disso, haverá também dor se for um problema nos rins.

Azulado ou esverdeado: A cor pode aparecer por causa da comida, de um medicamento, ou infeção bacteriana. Deve-se a um excesso de cálcio ou certa infeção bacteriana. Acontece com pessoas que tomam suplementos vitamínicos, gera-se um excesso ou pequena contaminação com outras substâncias e o corpo sofre com isso. Deve-se ter cuidado com todos os medicamentos e suplementos vitamínicos e, diante de qualquer alteração, aconselha-se consultar o médico.

(Média.rtp)

11 distorções mentais que amargam a nossa vida

Nós temos a sensação de que processamos o mundo como ele é, mas não é bem assim que acontece. A nossa mente e os nossos sentidos criam distorções mentais. Nós interpretamos cada situação segundo os nossos desejos, crenças, expectativas e intenções.

Existem diversas situações nas quais distorcemos a nossa percepção. Embora isto seja normal, a verdade é que estas distorções podem ser agravadas na presença de um distúrbio mental como a depressão.

Estas distorções cognitivas erradas nos tornam vulneráveis à tristeza cognitiva, à depressão e à baixa autoestima.

Então, vamos conhecer as 11 distorções mentais da realidade, definir o que são e como se manifestam.

As 11 distorções da realidade que a sua mente produz

As distorções mentais nos impedem de ver a realidade como ela é, ou seja, distorcem a realidade concentrando-se em apenas um aspecto.

  • Generalização: de um acontecimento isolado fazemos uma regra geral e universal. “Você não me deu atenção hoje, estou “de mal” com todo mundo.”

  • Inferência arbitrária: chegar a uma conclusão sem ter qualquer razão para isso. “Se não olha para mim é porque me acha feio”. “Com certeza não passará nas provas, mesmo que estude”.

  • Designação global: usar denominações pejorativas para descrever algo ou a nós mesmos. “Eu sou covarde, desesperado, estúpido, fraco.

  • Autoacusação: culpar-se por acontecimentos que não podemos evitar. “Se eu não tivesse saído tão cedo para pegar a estrada, haveria mais claridade e o acidente não teria acontecido”.

  • Pensamento polarizado ou dicotômico: Levar as coisas ao extremo sem meio-termo. “Tem que ser perfeito, senão não vale a pena”

  • Personalização: acreditar que tudo o que acontece tem algo a ver conosco, embora sejam situações que não têm nada a ver com a nossa vida. “Olhe como a Rosa está sempre arrumada, enquanto eu estou tão mal-vestida”

  • Leitura da mente: acreditar que sabe o que os outros pensam e por que se comportam de determinada maneira. “Você pensa que sou estúpido”?

  • A falácia do controle: acreditamos que somos responsáveis por tudo e por todos, mas na realidade não podemos controlar nada. “Isto aconteceu por minha culpa” ou “não posso fazer nada para mudar”.

  • Raciocínio emocional: acreditar que as coisas são da forma como as sentimos; as nossas emoções refletem as coisas como elas são. “Vou morrer” ou “Todos os meus amigos me abandonaram”.

  • Abstração seletiva: é um filtro mental que ignora tudo o que é positivo e se concentra no negativo. “Eu passei nesse teste importante porque tive sorte”.

  • Maximização e minimização: Os eventos são avaliados com um peso exagerado ou subestimado com base no seu valor real. Por exemplo, um caso de minimização seria menosprezar eventos positivos nos quais temos algum mérito. “Ele me pediu em casamento, mas poderia pedir qualquer outra mulher”.

Explicação destas distorções mentais

Os elementos fundamentais no modelo cognitivo de Beck para a depressão são os esquemas, os pensamentos automáticos e as distorções mentais cognitivas que acabamos de nomear.

Os esquemas cognitivos são pressupostos e crenças básicas sobre a realidade. Os pensamentos automáticos são reflexos, irracionais, impróprios, involuntários, e são vividos como aceitáveis.

As distorções cognitivas são erros sistemáticos que acorrem no processamento de informações. Portanto, a distorção errada é o elemento central do mal-estar da pessoa. 

Todos estes esquemas são formados na infância e podem ser desencadeados por um evento estressante na vida adulta. Após essa ativação, processamos tudo com esse esquema negativo que causa distorções cognitivas e pensamentos automáticos. É nesse momento que aparece a tríade cognitiva da depressão: visão negativa de si mesmo, do mundo e do futuro.

Para esclarecer estes conceitos, veremos um exemplo

“Maria é uma menina que desde pequena presencia os abusos do seu pai contra a sua mãe. Por outro lado, a sua mãe lhe diz que isto é normal, que todos os homens são iguais quando estão casados.

Maria vivencia isso e terá um esquema negativo sobre os relacionamentos com os homens, que será ativado quando passar por algum problema estressante, semelhante à situação que originou o esquema. Alguns anos depois, o seu namorado grita com ela e automaticamente o esquema ‘todos os homens são maus e nos maltratam’ será ativado.

A partir daí, todas as informações serão processadas através deste esquema e aparecerão pensamentos automáticos a respeito de tudo o que o seu parceiro faz. Por exemplo, “todo mal que ele me faz é para o meu bem”. As distorções cognitivas são ativadas quando a informação é processada como raciocínio emocional: “Eu vou morrer, mas não sou capaz de deixá-lo”.

Isto contribuirá para que na mente de Maria seja ativada a tríade cognitiva da depressão: uma visão negativa sobre si mesma, da situação e do futuro.

Como tratar os nosso esquemas, cognições e pensamentos depressogênicos

A melhor maneira de tratar a depressão que tenha sido causada por esta forma de processar as informações é através da “Terapia Cognitiva de Beck para a depressão”.

A Terapia Cognitiva de Beck é muito completa: tem uma fase educativa, um treinamento de habilidades e aplicação na vida real. São utilizadas muitas técnicas para colocar em dúvida ou desmantelar todas as cognições erradas que a pessoa usa e que estão minando a sua autoestima e causando depressão.

A reatribuição, a busca de interpretações alternativas, questionar a evidência desses esquemas e contrastar as previsões catastróficas que fazemos sem parar são algumas dessas técnicas utilizadas no tratamento.

Nesta terapia é muito importante a relação entre o paciente e o terapeuta. Este tratamento tem se mostrado muito eficaz, especialmente no que se refere à parte comportamental: é bom manter-se ativo, mesmo que não nos sintamos bem e continuemos tendo estas distorções cognitivas. Com o passar do tempo, com as repetições e com a energia que o movimento nos dá, atingiremos o nosso objetivo.

(A Mente é Maravilhosa)

10 formas através das quais seu corpo manifesta a fibromialgia

A fibromialgia é um transtorno que, além de provocar dores musculares e fadiga, também pode nos afetar psicologicamente, já que se trata de uma doença crônica que pode chegar a ser incapacitante.

A fibromialgia é uma síndrome que se caracteriza pelo aumento da resposta do corpo diante de dores musculares e articulares.

Vem acompanhada de fortes episódios de fadiga, além de problemas digestivos, contínuas dores de cabeça e sensação de formigamento nas extremidades.

Sua causa exata ainda não foi definida, mas especialistas em saúde os relacionam a fatores genéticos, sedentarismo e a algumas doenças.

Ainda que se desenvolva de várias formas em cada caso, em geral os pacientes apresentam um aumento nos níveis de inflamação que, por sua vez, desencadeia outras reações.

O problema é que muitos tendem a confundi-la com outras doenças comuns e, já que não encontram um tratamento adequado, tendem a apresentar complicações.

Por essa razão, é importante conhecer como se manifesta e que sinais permitem suspeitar de seu desenvolvimento.

Confira os sinais da fibromialgia

1. Rigidez do corpo

Um dos problemas mais frequentes das pessoas afetadas por essa doença é a rigidez corporal, que sentem sobretudo nas primeiras horas após o despertar.

É uma sensação parecida à que sofrem os pacientes diagnosticados com artrite, já que pode dificultar o movimento.

2. Dificuldades de concentração

Este sintoma, conhecido como “névoa fibro”ou “névoa cerebral”, se manifesta como problemas de concentração e memória nos afetados pela fibromialgia.

A pessoa não consegue focar-se por completo em suas atividades e, algumas vezes, vivencia a perda de memória a curto prazo.

3. Sensação de esgotamento

A fadiga crônica ou o esgotamento físico e mental é outros dos sintomas comuns de quem está desenvolvendo esta síndrome.

A sensação de estar com o corpo todo pesado, somada ao estresse mental, impede a pessoa de realizar normalmente as atividades diárias e, por isso, gera uma sensação de cansaço, inclusive ao despertar ou realizar tarefas simples.

4. Dor em todo o corpo

Os pacientes diagnosticados com fibromialgia podem experimentar dor, leve ou intensa, que vai desde os pés até a cabeça.

Ela pode começar com pouca intensidade e ser intermitente, mas tende a se tornar uma sensação de dor “profunda, aguda e latejante”.

Afeta os ligamentos, músculos e tendões e, infelizmente, pode não responder facilmente aos efeitos dos analgésicos à venda no mercado.

5. Má qualidade do sono

Por causa dos sintomas físicos e mentais, as pessoas com esse problema têm dificuldade para ter um sono de boa qualidade.

Os neurotransmissores cerebrais apresentam alterações em seu funcionamento e, já que tardam mais para estimular o cérebro, afetam o período de descanso.

Por outro lado, o mal-estar corporal causado pela dor pode piorar com as posições ao dormir e, por sua vez, causar interrupções durante o sono.

6. Inchaço e formigamento

Uma forte sensação de dormência nas extremidades, assim como o incômodo formigamento, podem ser um alerta das etapas iniciais da fibromialgia.

Trata-se de uma sensação de “alfinetadas” nas mãos e pernas que, ainda que às vezes dure apenas alguns minutos, pode ser constante.

Esses sintomas podem aumentar durante a noite, durante o período de descanso, ou até quando ficamos na mesma postura por muito tempo.

7. Problemas digestivos

Os desequilíbrios nos processos inflamatórios do organismo causados pela fibromialgia podem andar de mãos dadas com sintomas digestivos parecidos aos provocados pela síndrome do intestino irritável.

Além disso, grande parte dos pacientes apresenta dores abdominais recorrentes, além de acúmulo de gases e refluxo gastroesofágico.

8. Sensibilidade ambiental

Frequentemente, os afetados com este problema apresentam sensibilidade e reações alérgicas diante de fatores ambientais, como o ruído e a poluição.

O corpo experimenta sintomas parecidos aos das enxaquecas, já que reage de forma negativa diante do excesso de luz, dos ruídos fortes ou das substâncias químicas presentes em alguns produtos.

9. Sensibilidade à temperatura

Por causa das contínuas mudanças que o corpo experimenta por causa dos desequilíbrios inflamatórios, os pacientes com fibromialgia têm dificuldade de regular sua temperatura corporal.

Esse sintoma impede que, algumas vezes, descansem de maneira adequada, por causa do excesso de frio ou calor que sentem em repouso.

Além disso, as mudanças bruscas de temperatura podem gerar um maior impacto, já que a sensibilidade a elas é muito mais forte que em comparação a uma pessoa saudável.

10. Depressão

Algo muito difícil de ignorar nos pacientes com fibromialgia são os contínuos episódios de depressão que atravessam, por causa do desenvolvimento dos sintomas.

Infelizmente, esta doença tem um impacto notório na qualidade de vida e, por causa das limitações, a pessoa apresenta mudanças emocionais, como estados profundos de tristeza.

Entender o desenvolvimento da fibromialgia não é simples e requer ajuda médica, psicológica e familiar.

É fundamental levar em conta todos os seus sintomas para, no caso de suspeita, receber um diagnóstico o quanto antes e iniciar o tratamento.

(Melhor com Saúde)

Mexa-se: adote pequenas mudanças na rotina para sair do sedentarismo já

Apesar de o nosso corpo ter sido feito para o movimento – a gente evoluiu literalmente correndo atrás da nossa comida – estamos cada dia mais paradas, resolvendo nossas vidas na frente de uma tela. Além da indisposição constante, o sedentarismo também causa doenças crônicas e faz com que gastemos menos calorias, acumulando aquelas gordurinhas indesejáveis. Mas é possível aumentar as atividades físicas no dia a dia com pequenas mudanças – que dão um gás na sua rotina e ainda ajudam no emagrecimento a médio prazo. Coisas tão simples como dispensar o elevador. Confira as dicas das preparadoras físicas Carol Rizzi Di Domenico e Mariana Cabral e mexa-se!

Pedale no dia a dia

Já pensou em trocar o carro pela bicicleta? Além de ser uma prática sustentável, as pedaladas podem ser uma ferramenta prática e prazerosa para quem quer perder uns quilinhos sem estresse – lembrando que cada vez mais empresas oferecem bicicletário e vestiário. Pesquisa encomendada pela Organização Mundial de Saúde que mostrou que as pessoas que andam de carro tendem a pesar quatro quilos a mais do que aquelas que pedalam. Ótimo estímulo, concorda?

Escolha andar

Sempre que tiver oportunidade, troque o carro ou o transporte público pela caminhada. A dica é aproveitar aquela passada na padaria ou na farmácia, por exemplo, para esticar as pernas. Estacionar mais longe ou saltar do ônibus uma parada antes do que você está acostumada também são possibilidades.

– São medidas simples para começar aos poucos e ir aumentando a meta. Além de aumentar o seu gasto calórico, também vai fazer com que você se sinta ativa. O mais importante ao começar a se movimentar é a mudança na disposição para o dia a dia, que melhora substancialmente – explica Mariana.

Troque o elevador pela escada

Que tal adotar as escadas como parte da rotina? Essa, aliás, é uma das regras da dieta Dunkan, famoso método à base de proteínas. Quem a adota se compromete a deixar o elevador de lado para ter uma rotina equilibrada e ativa.

– É uma mudança positiva de hábitos que pode levar a uma melhora na saúde. Também ajuda a fortalecer a musculatura, mas vale lembrar que, como não tem progressão de carga, comum nos exercícios de musculação, esse processo estabiliza com o tempo – diz Carol.

Levante da cadeira

Passar muito tempo sentada não traz benefícios: além de provocar problemas na coluna e nos músculos, ficar horas nessa posição também pode fazer com que surjam varizes e varicoses.

– Quando você se levanta, nem que seja por alguns minutos, o aumento do fluxo sanguíneo já manda mais nutrientes e oxigênio para seus músculos. E é a circulação sanguínea que vai ajudar a prevenir as varizes – afirma Carol.

Não pare no fíndi

Aproveite os finais de semana para fazer programas ao ar livre, como caminhar pela vizinhança ou dar uma pedalada ao entardecer. Assim, você descobre lugares novos, curte aquela sensação boa de ficar ao ar livre e, de quebra, dá um check em dois dias da semana com atividades físicas prazerosas.

Caso você queira aproveitar uma sobremesa diferente ou uma refeição daquelas bem indulgentes, compensa gastando umas calorias a mais.

(Revista Donna)