sábado, 23 junho, 2018

Teste de HIV de farmácia é confiável? É seguro usar?

Feito com amostra de sangue, ele funciona como uma triagem ao teste de laboratório em caso de resultado positivo

De acordo com dados do Ministério da Saúde, mais de 800 mil pessoas vivem com o vírus HIV no Brasil. O número por si só não é tão grande assim quando pensado em um contexto nacional, já que representa menos de 1% de nossa população de 207 milhões. O que chama a atenção e é alarmante é o fato de que, deste total, 112 mil pessoas desconhecem ter o vírus. Ou seja, 14% dos brasileiros que vivem com o HIV não têm ideia disso.

O principal motivo é o desconforto que muitos sentem só de pensar em ir a um laboratório para fazer um exame de sangue, receber um resultado positivo e ter que encarar todo o desdobramento da situação sem a chance de se preparar.

Com a proposta de eliminar um possível constrangimento e de reduzir o número de pessoas que ficam sem saber que são portadoras do HIV – e acabam transmitindo o vírus em relações sexuais ou compartilhamento de seringas –, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) registrou o primeiro autoteste para triagem do HIV no Brasil. Supersimples e seguro, ele pode ser comprado em farmácias e custa entre R$ 70 e R$ 90.

Como funciona o teste de HIV de farmácia?

É bem fácil usar o autoteste de HIV. O que é vendido em farmácias brasileiras usa uma pequena amostra de sangue para detectar (ou não) a presença de anticorpos contra o vírus.

Ele traz um dispositivo de teste, um líquido reagente, uma lanceta para furar o dedo, um sachê de álcool e um tubinho para coletar o sangue (chamado capilar).

O resultado sai dentro de 15 a 20 minutinhos e é 99,9% seguro se todas as instruções do fabricante tiverem sido seguidas e não tiver havido mistura de nada com o sangue – estar em um ambiente livre de interferências externas é essencial.

Se você foi mãe de 2015 para cá, é bem possível que conheça o exame: muitas maternidades, especialmente as privadas, vêm utilizando-o antes dos partos (normais ou cesáreas).

Posso fazer o autoteste de HIV um dia depois de uma relação sexual desprotegida?

É melhor economizar seu dinheirinho; prazo é muito importante quando o assunto é autoteste de HIV. “É preciso esperar a janela imunológica, que é de 30 dias. Neste período, o corpo produz anticorpos contra o HIV, e só depois dele poderá haver a detecção do vírus”, explica Beto de Jesus, gerente da AHF Brasil (AIDS Healthcare Foundation Brasil).

Por mais encucada que você esteja caso tenha tido uma relação sexual desprotegida, respire fundo e espere. “Antes disso, o resultado pode ser um falso negativo”, esclarece Carlos Restrepo, presidente da ONG Impulse SP, que trabalha a conscientização do HIV e da AIDS.

O que se deve fazer depois do resultado de um autoteste de HIV?

Claro que você sabe que existem apenas dois resultados possíveis: negativo e positivo (mas não custa reforçar, né?).

Se der negativo e você continuar encanada, pode repeti-lo depois de 30 dias e outra vez depois de mais 30 dias, até completar 120 dias da suposta exposição ao vírus. Negativo em todas? Vida que segue e não se descuide novamente. “A camisinha tem que estar na cabeça e na bolsa sempre”, defende Carlos.

Em caso de resultado positivo, o próximo passo é procurar um serviço de saúde e fazer um exame de sangue para confirmá-lo. “O autoteste não é diagnóstico, é apenas indicativo, de triagem”, destaca Beto. “Ele dá autonomia para a pessoa evitar um possível constrangimento, mas precisa ser confirmado o quanto antes”, complementa.

A rapidez tem motivo, como ele detalha: “Quanto mais cedo uma pessoa souber de sua sorologia, mais sucesso terá com os medicamentos e mais chances terá de tornar a carga viral indetectável. Isso significa que essa pessoa não transmitirá o vírus e o ciclo será quebrado ali.”

De quanto em quanto tempo se pode repetir o teste de HIV de farmácia?

Respeitando a janela imunológica de 30 dias, você pode fazer sempre que quiser, sem nenhum problema. De toda forma, Beto afirma que uma vez por ano é uma boa frequência para quem tem vida sexual ativa, e uma vez a cada três meses para quem troca bastante de parceiro.

Isso vale para homens e mulheres heterossexuais, homossexuais ou bissexuais, sem distinção. O HIV não escolhe sexo, gênero ou orientação sexual. Há um aumento significativo nos casos de sífilis, gonorreia e clamídia no Brasil, o que significa que muito sexo sem proteção vem sendo feito. Verificar se você foi infectada por algum deles é imprescindível.

“Mulheres heterossexuais com vida sexual ativa estão sujeitas a qualquer infecção sexualmente transmissível. É preciso ter essa consciência e saber que não tem nada a ver com ‘ser vagabunda’, como muitas acreditam. Tem a ver com cuidar da sua saúde e do seu corpo”, finaliza Beto.

(M de Mulher)

Pessoas que sofrem de ansiedade têm uma percepção muito diferente do mundo

Eventos emocionais podem induzir mudanças no cérebro e um estudo comprovou isso.

  • Como diferenciar entre ansiedade e transtornos de ansiedade

  • Ao contrário do que muita gente acredita, doenças mentais existem e são reais. Ansiedade é comum e faz parte da vida, mas transtornos de ansiedade entram na categoria de doenças mentais e devem ser tratados.

  • “Ansiedade é uma reação normal ao estresse e que pode trazer benefícios em algumas situações. A ansiedade nos deixa alertas dos perigos e ajuda a nos preparar e prestar atenção. Os transtornos de ansiedade diferem de sentimentos normais de nervosismo ou ansiedade, e envolve medo excessivo ou ansiedade. Transtorno de ansiedade é o transtorno mental mais comum e afeta quase 30% dos adultos em algum ponto de suas vidas. Mas, transtornos de ansiedade são tratáveis e há vários tratamentos eficazes disponíveis”, segundo o Psychiatry.

  • A pessoa com transtorno de ansiedade sente um medo excessivo que muitas vezes é fora de proporção ou que impede que ela viva normalmente. A pessoa com esse transtorno evita lugares, pessoas ou tarefas que podem desencadear ou piorar os sintomas de ansiedade, muitas vezes se isolando.

  • Mas você está ansioso por causa de um evento importante ou uma decisão a tomar, isso é bastante normal e comum. Quando há um transtorno, o medo não passa e esse medo e ansiedade começam a tomar conta da vida da pessoa, interferindo na vida social e profissional.

  • O site, Anxiety.org, especializado em ansiedade, explica que é importante saber distinguir uma ansiedade de um transtorno de ansiedade e dá alguns exemplos:

  • “Se alguém não quer sair de casa por períodos longos de tempo porque está com medo de ficar no meio de uma multidão ou de ser relembrado de um evento traumático, isso não é um ‘sentimento normal.'”

  • “Uma preocupação excessiva de ficar doente e fazer de tudo para evitar germes, como usar álcool em gel ou evitar tocar em maçanetas não necessariamente caracteriza um transtorno de ansiedade, mas se a preocupação de ficar doente dificulta com que a pessoa saia de casa, então talvez é possível que essa pessoa esteja sofrendo de ansiedade ou um transtorno relacionado à ansiedade.”

  • Há vários transtornos de ansiedade diferentes e alguns sintomas são similares entre si. Mas, no geral, esses transtornos envolvem sintomas como: nervosismo, medo constante, preocupação excessiva.

  • Percepção diferente do mundo

  • Um estudo feito pela revista Current Biology descobriu que pessoas que sofrem com ansiedade têm uma percepção diferente do mundo. Os pesquisadores constataram que pessoas com ansiedade têm menos capacidade de distinguir estímulos “seguros” ou neutros e estímulos ameaçadores. Isso significa que essas pessoas tendem a generalizar.

  • Os participantes do estudo tiveram que distinguir três sons distintos com um de três resultados possíveis: perder dinheiro, ganhar dinheiro ou nenhuma mudança. Na fase seguinte, os participantes ouviram 15 sons e identificaram se já tinham ouvido os sons antes ou não. Se eles acertassem, eles ganhariam dinheiro.

  • Os pesquisadores notaram que pessoas que sofriam com ansiedade acreditavam que um novo som era um que eles já haviam escutado antes. Esse resultado não está relacionado a problemas de aprendizado ou de audição, mas sim na associação que a pessoa com ansiedade fez com os sons a uma experiência emocional de ganhar ou perder dinheiro.

  • Tudo está relacionado com a plasticidade do cérebro. Experiências emocionais induzem plasticidade nos circuitos cerebrais. E o estudo descobriu que pessoas diagnosticadas com ansiedade têm menos propensão a distinguir entre estímulos “seguros” ou neutros e estímulos ameaçadores.

  • “Traços de ansiedade podem ser completamente normais, e até mesmo beneficial evolutivamente. No entanto, um evento emocional, por menor que seja, pode induzir mudanças no cérebro que podem levar a uma ansiedade explosiva”, explica Rony Paz of Weizmann, do Instituto de Ciência de Israel.

(Familia.com)

“Perdemos o medo das Infecções Sexualmente Transmissíveis e isso está nos deixando doentes”

Sexo sem camisinha tem levado as IST´s a níveis epidêmicos. Especialistas comentam os motivos para esse comportamento

Em um sábado de pré carnaval, um jovem se posiciona na fila do caixa do mercado e começa a ler um pacote de camisinha que estava na gôndola ao lado.

No momento em que chega sua vez de passar as compras, fica indeciso e solta o preservativo em cima da esteira. A atendente pergunta se ele vai levar. Ele responde em tom de brincadeira: “Vish, vai ficar pesado para carregar essas camisinhas”. Em seguida, ele paga os produtos e vai embora.

Ao fim da tarde, uma situação parecida. Um senhor por volta de 55 anos vai à farmácia e, depois de pegar o creme de barbear, segura nas mãos um pacote de camisinha. Da seção ao lado, tento observar se ele vai levar o preservativo. Após alguns segundos, ele larga o pacote e se de dirige ao caixa.

Essas duas situações foram vivenciadas pela repórter que escreve essa matéria e mostram, de forma isolada, dois momentos em que não houve interesse pelo uso da camisinha. Não é possível saber se os dois personagens em questão costumam se expor a um comportamento de risco em suas relações sexuais.

Mas infelizmente, dados vêm mostrando que a camisinha não está no item de prioridades dos brasileiros.

Para se ter uma ideia, uma pesquisa feita pelo Ministério da Saúde mostra que 6 em cada 10 jovens já deixaram de usar camisinha nas suas relações. Entre a população adulta, as estatísticas também são preocupantes. Cerca de 52% dos brasileiros afirma que nunca ou raramente usa camisinha.

O ginecologista José Eleutério Junior, presidente da comissão de Doenças Infecto-Contagiosas da Febrasgo, explica que apesar de a camisinha ser um método que ajuda a prevenir a maioria das infecções transmitidas sexualmente (IST), a sociedade de uma maneira geral não está adequadamente consciente disto e tem negligenciado seu uso.

Inversamente proporcional à nossa baixa adesão ao uso da camisinha está nosso interesse em conhecer pessoas e, potencialmente, nos envolvermos sexualmente com elas. Um exemplo disso é que o Brasil é o 2º país onde que mais faz sexo no mundo, de acordo com uma pesquisa feita pela fabricante de camisinha Durex.

ISTs

Transar sem camisinha expõe o corpo ao risco de contaminação por Infecções Sexualmente Transmissíveis, nome dado a condições de saúde causadas por vírus, bactérias, fungos ou outros microorganismos que podem ser transmitidas pelo contato genital (pênis ou vagina), oral ou anal com pessoas que estejam contaminadas.

O Departamento de Vigilância Prevenção e Controle das IST, do HIV/AIDS e Hepatites Virais passou a usar a nomenclatura IST no lugar de DST. O motivo é que a denominação “D” de DST deriva de doença, o que, de acordo com o Ministério da Saúde, implica em sintomas e sinais visíveis no organismo.

Já as infecções podem ter períodos sem a manifestação de sintomas, como a sífilis e a herpes genital, e algumas até se mantém assintomáticas durante toda a vida da pessoa, como o HPV e o vírus da herpes, em alguns casos detectáveis somente por exames laboratoriais. O termo IST também é comumente utilizado pela Organização Mundial de Saúde. Portanto vamos falar IST’s daqui pra frente.

Epidemia do sexo desprotegido

Como consequência das relações sem camisinha, infecções que antes não apresentavam perigo à sociedade hoje são consideradas epidemias. É o caso da sífilis, que desde 2011 vem crescendo no Brasil. No ano de 2010 haviam sido registrados 1249 casos de Sífilis. Em 2015, esse número saltou para 65.878, um aumento de mais de 5.000%, e chegou em 87.593 casos em 2016.

A sífilis é uma infecção causada pela bactéria Treponema pallidum, geralmente é transmitida via contato sexual e entra no corpo por meio de pequenos cortes presentes na pele ou por membranas mucosas. O tratamento é feito a partir da penicilina.

Entre os anos 1990 e 2000, o uso da camisinha era maior entre a população. Da mesma forma, o acesso à penicilina era simples e de baixo custo. Isso fez com que houvesse uma redução nos casos de sífilis. Mas foi justamente por ter um tratamento simples e por ninguém acreditar que seria possível que a sífilis se tornasse uma ameaça que as pessoas pararam de se preocupar com ela

Outra IST que vem preocupando autoridades de saúde do Brasil e do mundo é a gonorreia, uma doença causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, também conhecida como gonococo. Em julho de 2017 a Organização Mundial de Saúde (OMS) lançou um alerta para o fato de que a gonorreia está se tornando cada vez mais difícil de tratar. Segundo a Organização, em algumas situações a cura para a doença foi considerada impossível, pois vem adquirindo resistência aos antibióticos.

No Brasil, a gonorreia ainda não pode ser considerada como super-resistente. Mas é preciso atenção, uma vez que por ano são registrados em torno de 500 mil casos no país.

Um levantamento feito pelo Ministério da Saúde mostra que 54,6% da população entre 16 e 25 anos tem HPV. Dessas cerca de 38,4% apresentam alto risco de desenvolver câncer de colo de útero.

O infectologista Jessé Reis, do Laboratório Delboni Auriemo Medicina Diagnóstica, explica que se não houver uma conscientização sobre o perigo das IST’s pode acontecer de elas se tornarem doenças crônicas no futuro. “A infecção pelo HPV está ligada a evolução para o câncer de colo uterino e de outros sítios. Hepatite B, também uma IST, pode ocasionar cirrose e predispor ao câncer de fígado. Doenças simples, como uretrites por gonococo e clamídia, podem levar a comprometimento da fertilidade do casal”, alerta.

Vírus HIV: do medo à negligência

Nem sempre o uso da camisinha foi negligenciado. Nos anos 80 o mundo foi assombrado pela epidemia da AIDS, e ninguém sabia muito sobre o assunto. Aqui no Brasil ela chegou recebendo o nome de “doença desconhecida”, e muitas pessoas acreditavam que era uma infecção que só faria mal à população homossexual e dependentes químicos. Tempos depois descobriu-se que esse era um tremendo de um erro e que a infecção era capaz de contaminar qualquer pessoa, independentemente de sua orientação sexual ou condição social.

“De repente o medo passou a gerenciar o comportamento das pessoas. Com o tempo, pôde-se observar que todos estavam expostos, e a solução apontada como a mais eficaz era o preservativo. Com isso houve um aumento no uso da camisinha entre os jovens daquela época”, explica Reis.

No ano de 1987, as coisas melhoraram com o lançamento do coquetel de medicamentos AZT. Em 1991, o país inicia a distribuição gratuita de antirretrovirais. Como resultado das ações de combate, no ano de 1999 o governo federal divulga uma redução de 50% de mortes causadas pelas complicações da AIDS e 80% de infecções oportunistas, devido ao uso do coquetel de medicamentos.

“A partir do momento que começaram a surgir possibilidades de controle do HIV, o uso do preservativo, que tinha recebido alguma adesão, passou a ser negligenciado. Perdemos o medo de nos contaminar com Infecções Sexualmente Transmissíveis e isso está nos deixando doentes”, afirma a psiquiatra e sexóloga Carmita Abdo, fundadora e coordenadora geral do ProSex dos Hospital das clínicas da Universidade de São Paulo.

Desinteresse pela camisinha: um problema com diferentes motivos

Com os avanços na área da medicina, a população não perdeu apenas o medo da AIDS, perdeu o medo também da diabetes, hipertensão, colesterol, ataque cardíaco e, até mesmo, de alguns tipos de câncer. As descobertas científicas e a inovação nos tratamentos nos deram a possibilidade de conviver com doenças que antes matavam em curto ou médio prazo. Ainda morre-se por causa dessas doenças? Todos os dias. Mas também é possível conviver com elas.

Acredite: saber que existe um remédio capaz de amenizar os sintomas de alguma doença é meio caminho andado para, justamente, nos descuidarmos da própria saúde. Carmita acredita que em relação à saúde, preferimos remediar a prevenir. Logo, é muito mais fácil pra nós pensar em tratar uma Infecção Sexualmente Transmissível do que evitá-la.

“As pessoas acham que, se existe um tratamento, é possível usufruir deste método. Atualmente quem convive com o vírus HIV consegue ter uma qualidade de vida seguindo corretamente as orientações médicas. Isso faz com que pareça que é tranquilo ter uma condição de saúde como essa. Mas não é”, ressalta a especialista.

Em suma, somos um povo que padece de esperança na ciência; e, ainda que inconscientemente, por conseguirmos conviver com algumas doenças crônicas, acreditamos que somos invencíveis.

Para o psicólogo Oswaldo M. Rodrigues Júnior, do Instituto Paulista de Sexualidade, essa sensação de confiar demais e sentir-se imortal diante das doenças faz com que as pessoas mantenham regras erradas nas escolhas que fazem para suas vidas, colocando-se muitas vezes em situações de risco. E cada vez que se arriscam e não têm consequências compreendem que estão confirmando que realmente são invencíveis entrando num círculo vicioso.

Se apegar demais às próprias certezas fecha a porta para possibilidades. Existem muitos homens que apresentam um comportamento reativo diante da camisinha por acreditarem que o preservativo diminui a sensibilidade e consequentemente a ereção. De fato a camisinha pode fazer com que alguns sintam diferença, mas não são todos os homens que manifestam esse problema e nem são todas as camisinhas que interferem na ereção. Para falar a verdade, até existem alguns modelos que aumentam a sensibilidade e prolongam e excitação. Portanto, com algumas mudanças de ideia e alguns ajustes é possível ter uma relação prazerosa e segura.

Na visão da sexóloga Carla Cecarello essa dificuldade em manter a ereção com o uso da camisinha tem uma relação muito mais próxima com aspectos psicológicos do que físicos. “Homens inseguros e que não confiam em seu desempenho costumam apresentar problemas na hora de colocar a camisinha. Outros não enxergam como algo normal interromper as preliminares para colocar o preservativo. É necessário que os homens se conheçam, identifiquem suas fraquezas e aprendam a lidar com elas”, enaltece.

A resistência diante do sexo seguro também tem uma questão geracional. Com o aumento da expectativa de vida do brasileiro, prolonga-se também a vida sexual da população. Sendo assim, pessoas idosas também são sexualmente ativas, mas, assim como muitos jovens, também não usam camisinha.

O que acontece é que pessoas com idade mais avançada tiveram um acesso menor à educação sexual quando começaram a transar com outras pessoas – e sem informação fica difícil que elas entendam a importância da proteção na hora do sexo.

A crença de que depois de certa idade é desconfortável mudar antigos hábitos predomina nessa hora. Em paralelo, existe também o fato de que usar camisinha parece coisa de pessoas que têm muitos parceiros sexuais. Logo, explicar para um casal que está junto há décadas que é necessário usar camisinha pode ser um assunto delicado de ser abordado por um médico, por exemplo.

“As pessoas acima de 50 anos tinham entre 20 e 30 nas décadas de 1980 e 1990, época em que se discutia com mais frequência questões relacionadas ao aparecimento do HIV, e pouquíssimas foram educadas na infância e adolescência sobre sexualidade. Portanto, quando chegaram à vida adulta, tornaram-se adultos com um pensamento atrelado à época que tinham na adolescência”, exemplifica Rodrigues. Ele completa dizendo que essas pessoas ao passarem uma ou duas décadas sem se contaminarem consideram isso como uma forma de serem imunes às IST’s.

Mas ninguém é imune, e na última década os casos de HIV em pessoas acima de 50 anos praticamente dobraram. Vale lembrar que assim como na terceira idade não existe muita preocupação com prevenção, essa população também raramente faz exames para rastreamento de possíveis infecções sexualmente transmissíveis, fazendo com que muitas condições de saúde sejam diagnosticadas apenas em estágio avançado. Atribuindo assim mais um risco de morte à população idosa.

Muita prática pouca teoria

O sexo está presente na música, na literatura, na televisão, na propaganda e principalmente nas nossas relações. Mas fica de fora das nossas conversas pelo menos quando o assunto é prevenção. E se não existe uma troca de informações assertiva, dificilmente vamos acertar no momento da transa.

Um dos principais motivos que leva a essa desinformação é o fato de que o sexo ainda é um tabu, mesmo que grande parte da população seja sexualmente ativa. “Tanto jovens quanto adultos não falam sobre sexo de forma responsável. a sociedade ainda está carente de educação em termos de prevenção de IST”, explica o ginecologista José Eleutério da Febrasgo.

Esse hábito de evitar falar sobre sexo seguro, de acordo com os especialistas, vêm de uma ideia moralista de que quem fala muito de sexo é, de certa forma, promíscuo. Rodrigues explica que tem-se a falsa ideia de que falar sobre IST’s é quase uma comprovação de que sexo demais causa doenças. “A construção social dirá que a pessoa que fala sobre IST’s é promíscua. Mas é justamente esse pensamento que facilita a existência dessas condições de saúde, pois dificulta que se fale a respeito, incluindo as possibilidades de enfrentamento e de prevenção dessas infecções”.

Carmita acredita que quando o assunto é sexo o comportamento não acompanha o conhecimento. “Depois que as pessoas iniciam a vida sexual sem camisinha dificilmente haverá um interesse pela prevenção. É por isso que é importante que a educação sexual comece antes da vida sexual prática”, explica.

Falar sobre sexualidade na infância pode incomodar. Afinal, parece que abordar esse tema com os filhos, de certa forma, pode abrir caminho para uma sexualização precoce. Mas uma pesquisa realizada pela OMS mostra o contrário.

De acordo com a Organização, pessoas que foram informadas sobre educação sexual na infância, na verdade, tiveram a primeira relação mais tarde do que aqueles não receberam essa orientação. Essas pessoas transaram quando se sentiram prontas para isso. A sexóloga acredita que quem não tem informação aprende sobre sexo com as vivências e sem orientação é mais fácil de errar na hora da prática.

Publicidade sobre ISTs: qual o público-alvo?

A questão da falta de informação sobre sexo seguro não é responsabilidade apenas da população. Governo, empresas, médicos e até a imprensa tem participação nisso. É papel da sociedade como um todo abordar e informar sobre o assunto, mas não é isso que acontece.

Anualmente o Ministério da Saúde realiza campanhas de conscientização sobre a importância do uso de preservativo, ocupa espaço publicitário na grande mídia, disponibiliza preservativos em postos de saúde e também em eventos como o carnaval. No entanto, a mesma comunicação é direcionada para todos os públicos-alvos. Um adolescente ou um jovem adulto até podem entender uma campanha tendo a cantora Pabllo Vittar como protagonista, mas provavelmente não irá atingir da mesma forma um casal da terceira idade. Do mesmo modo que uma publicidade em que os personagens em questão são um casal heterossexual dificilmente vai representar à população LGBT e vice-versa.

“As campanhas que temos não se comunicam com as pessoas. Além de não serem dirigidas às diferentes camadas da sociedade, elas apenas repetem que é necessário usar camisinha. Isso torna a camisinha desinteressante, ninguém se sente estimulado usá-la. É preciso erotizar o uso da camisinha, tirar as verdadeiras dúvidas das pessoas, torná-la interessante sem ser vulgar”, explica a sexóloga Carla.

Mesmo que a publicidade não dê conta de falar com todos os públicos, é papel dos médicos perguntar aos seus pacientes sobre a saúde sexual de seus pacientes. Mas infelizmente, devido ao sexo ainda ser um tabu, nem o médico e nem o paciente se sentem confortáveis para falar sobre prevenção.

Eleutério explica que devido à correria diária a medicina preventiva é pouco usada, para piorar, os tabus em torno do sexo dificultam esse diálogo. “Os pacientes só falam a respeito quando manifestam algum sintoma genital. E o médico só aborda quando identifica alguma anormalidade no paciente. O ideal é que a estratégia seja a educação sobre o uso do preservativo e o diagnóstico precoce”.

Vamos nos proteger?

Você se lembra da sua primeira transa? Se sim, provavelmente deve ter achado aquela experiência um pouco estranha. Não é mesmo? Mas com o tempo começou a gostar de sexo, foi descobrindo as suas e as regiões erógenas de outras pessoas e se aprimorando na prática.

A maneira como nos relacionamos evoluiu com o passar do tempo. Se antes as pessoas com quem transávamos a primeira vez eram, muitas vezes, com quem iríamos nos casar, hoje nosso leque de opções está bem maior. Os relacionamento não duram tanto tempo, pessoas viúvas perceberam que podem existir novos encontros após o luto e estamos construindo novas configurações de relacionamentos.

Em suma, temos possibilidade de nos relacionarmos com uma ou várias pessoas. Mas é importante que a gente usufrua dessa liberdade com respeito às nossas vidas e as vidas dos outros. O uso da camisinha tem tudo a ver com liberdade e respeito. E se cada um de nós tentar se informar, ler sobre o assunto, conversar com as pessoas que estão próximas, perguntar quando não souber, dizer não quando o parceiro (a) quiser transar sem camisinha, teremos mais saúde e faremos um sexo seguro e gostoso. Vamos tentar?

(Minha Vida) 

Conjuntivite: causas, sintomas e como manter seus olhos livres deste problema

A inflamação pode ter caráter alérgico, inflamatório ou ainda infeccioso

Talvez você já teve em algum momento da vida ou, pelo menos, conheça alguém que já teve conjuntivite. Trata-se de uma inflamação da conjuntiva, uma película (membrana) que recobre toda região branca dos olhos e da superfície interna das pálpebras.

Minoru Fujii, oftalmologista do Hospital CEMA, explica que o contágio é feito através de contato direto com a pessoa infectada ou com objetos contaminados em ambientes fechados e com aglomeração de pessoas. Saiba quais são as características e os sintomas da conjuntivite e como ela pode ser tratada.

Tipos de conjuntivite

Rafael Lopes, oftalmologista da Oftalmed, explica que qualquer inflamação da conjuntiva significa uma conjuntivite, e as principais causas são: alérgica, inflamatória, infecciosa por bactérias e vírus.

Alérgica: “é uma inflamação por qualquer agente do qual o indivíduo possua alergia, como pó, poeira, mofo, cigarro, animais de estimação etc.”, destaca Lopes.

Inflamatória: é a inflamação por qualquer substância que inflame a conjuntiva, como algum produto químico que entre em contato com os olhos, conforme explica Lopes.

Infecciosa: é quando uma bactéria ou um vírus infecciona a conjuntiva.

De acordo com Lopes, qualquer pessoa está sujeita a contrair conjuntivite. “No entanto, pessoas mais expostas ao público, que atuam em creches ou escolas, profissionais de saúde, usuários de lente de contato, imunodeprimidos estão mais propensos”, explica.

Sintomas: como identificá-la

Fujii destaca como sintomas de uma conjuntivite:

  • Olho vermelho;
  • Lacrimejamento;
  • Dor ocular;
  • Visão embaçada;
  • Edema palpebral;
  • Secreção ocular branca ou amarelada;
  • Fotofobia (intolerância a luz).

Lopes acrescenta ainda como sintomas: a “sensação de areia nos olhos” e o “olho grudado” pela manhã. “Dependendo da causa, cada sintoma pode estar presente ou não, por isso é melhor uma avaliação do seu médico oftalmologista”, ressalta.

Tratamentos

Rafael Lopes explica que o tratamento inicial é clínico com colírios. “Dependendo da causa podem ser utilizados colírios lubrificantes, antibióticos, anti-inflamatórios, compressas geladas etc.”, diz.

Minoru Fujii comenta que, em relação a tratamentos, tudo depende da causa da conjuntivite. “A conjuntivite viral não tem tratamento específico, somente para aliviar os sintomas. Já a conjuntivite bacteriana tem tratamento com colírios de antibióticos. E para a conjuntivite alérgica faz-se tratamento com colírios”, exemplifica.

Lopes destaca que as conjuntivites podem levar a complicações corneanas, entre outras. “Por isso, é fundamental procurar um médico oftalmologista para avaliar e tratar o caso”, diz.

Tratamentos caseiros para a conjuntivite

Lopes alerta que tratamentos caseiros não são recomendados, a não ser com compressas geladas e higiene adequada. “O ideal é procurar por um oftalmologista, definir a causa e iniciar tratamento adequado com colírios”, diz.

Fujii ressalta que o que as pessoas devem fazer em casa é evitar contato com travesseiros, lençóis e toalhas de pessoas contaminadas.

Em geral, como medidas de prevenção contra a conjuntivite, Lopes cita:

  • Evitar contágio com secreções oculares de pessoas já contaminadas, evitando compartilhar objetos pessoais;
  • Não usar lente de contato;
  • Higienizar constantemente as mãos;
  • Evitar contato com produtos que causem alergia;
  • Evitar contato com produtos químicos.

Com a saúde dos olhos não se brinca! Por isso é muito perigoso tentar se automedicar (por exemplo, com colírios que já tem em casa) e/ou apostar em tratamentos caseiros. No caso de qualquer sintoma, o primeiro passo deve ser procurar um médico oftalmologista de confiança.

Qual a diferença entre conjuntivite e terçol?

Os sintomas são semelhantes (vermelhidão, dor, presença de secreção). Mas as doenças são diferentes. Lopes ressalta que conjuntivite é a inflamação da conjuntiva; já o terçol é uma alteração nas pálpebras (calázio e hordéolo) por obstrução e/ou infecção das glândulas lacrimais.

“No caso do terçol, a principal característica é a presença de nódulos nas pálpebras em três estágios. O olho do paciente pode apresentar pus, além de dor, irritação e vermelhidão mais leve”, explica o oftalmologista.

Outra diferença importante é que a conjuntivite, quando infecciosa, é extremamente contagiosa. “Então os cuidados precisam ser rigorosos, como evitar contato direto dos olhos e das secreções oculares com objetos, mãos e outras pessoas”, diz Lopes. Já o terçol, apesar de ser causado por uma bactéria, não costuma contaminar o próximo.

Em relação a quem tem mais chances de desenvolver as doenças, Lopes lembra que crianças e pessoas expostas ao público apresentam mais chances de contrair conjuntivite por terem mais contato com outros indivíduos. “Já no caso do terçol, as pessoas mais propensas são aquelas que apresentam blefarite (secreções que se acumulam na base dos cílios), excesso de oleosidade na pele, idosos e crianças que apresentam dificuldade em realizar higiene palpebral”, diz o oftalmologista.

De toda forma, a qualquer sintoma nos olhos, a pessoa deve imediatamente procurar seu oftalmologista. Somente o médico poderá diagnosticar o caso e definir o tratamento adequado. Se for conjuntivite, por exemplo, o profissional orientará, inclusive, sobre os cuidados para se evitar o contágio da doença.

(Dicas de Mulher)

Omeprazol: entenda como funciona o medicamento

Quem sofre de gastrite, esofagite de refluxo e úlceras gástricas certamente está bastante familiarizado com o Omeprazol. Recomendação número 1 de muitos médicos para tratar problemas gástricos, o medicamento, porém, vira e mexe é notícia por causa de seus possíveis efeitos colaterais de longo prazo.

Diversas pesquisas já apontaram que o uso contínuo de Omeprazol pode levar a problemas graves de saúde, como anemia, osteoporose e demência. A última foi um estudo da Universidade de Hong Kong e da University College London que revelou que o remédio pode aumentar em até 2,4 vezes as chances de câncer de estômago.

Como se já não fosse polêmica suficiente, no ano passado a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mandou suspender o comércio de Omeprazol fabricado pelo laboratório Aché, alegando que os remédios foram produzidos com formulação diferente da aprovada pela agência.

Mas, afinal, tomar Omeprazol faz mal ou não faz? Abaixo, entenda como ele funciona e o que dizem especialistas sobre as vantagens e possíveis perigos relacionados ao seu uso.

Como o Omeprazol funciona?

O Omeprazol é indicado para tratar problemas gástricos, principalmente gastrite, esofagite de refluxo, úlcera gástrica e úlcera duodenal. Ele também funciona como um “forro” para o estômago, ajudando a proteger o órgão da ação de medicamentos que possam machucá-lo.

O recomendado é tomar o Omeprazol 15 minutos antes das refeições — preferencialmente de manhã, ainda em jejum. Isso porque o medicamento ajuda a controlar a liberação de ácido clorídrico, usado na digestão, e evita que o excesso dessa substância, tão comum em quem sofre de problemas gástricos, provoque danos ao revestimento do estômago.

Alguns especialistas recomendam o uso do Omeprazol antes do café da manhã porque, assim, ele evita que os sintomas da gastrite e de outras doenças semelhantes se manifestam ao longo do dia.

Uso contínuo de Omeprazol

A dúvida que fica é: o fato de tomar Omeprazol diariamente pode trazer prejuízos à saúde no longo prazo?

A pergunta ainda divide opiniões na comunidade científica, mas não é difícil encontrar profissionais que prescrevem Omeprazol e justificam que o acompanhamento médico e o uso consciente do medicamento são mais que suficientes para evitar problemas futuros. É o caso (…)

Porém, há também os que preferem optar por outros remédios para tratar problemas gástricos, além de indicar receitas caseiras — e seguras — para aliviar os sintomas.

Contra o Omeprazol

Os que defendem a substituição do Omeprazol para prevenir complicações de saúde afirmam que o uso excessivo do medicamento pode prejudicar a absorção de minerais e vitaminas pelo corpo, na medida em que inibe a produção de substâncias que fazem este trabalho. Isso, por si só, já é suficiente para provocar uma série de problemas.

A anemia ferropriva, por exemplo, que é o tipo mais comum da doença, nada mais é do que a consequência direta da deficiência de ferro no organismo. Portanto, se no processo de controlar o ácido clorídrico liberado para digestão o Omeprazol também acaba prejudicando a absorção de ferro, a anemia é uma complicação bastante plausível.

(Aspas sobre as funções do ácido clorídrico)

Da mesma forma, outras doenças que dependem do melhor uso possível de determinados nutrientes para manterem-se longe também podem acabar aparecendo, como é o caso da osteoporose, que pode ser prevenida por meio de uma dieta rica em cálcio.

Só que além da anemia e da osteoporose, especialistas também defendem que o uso contínuo de Omeprazol pode levar a complicações ainda mais graves de saúde, como demência.

(Ativo Saúde) 

O infarto dá sinais antes mesmo de acontecer, saiba quais são

Ninguém deve ser pego de surpresa por um assassino que costuma avisar bem antes que está prestes a atentar contra sua vida.

  • Os problemas cardíacos são os maiores responsáveis por mortes em todo o mundo. No Brasil são mais de 300 mil casos a cada ano, sendo que 80 mil chegam a óbito (1 morte a cada 5 minutos, segundo o Ministério da Saúde). Nos Estados Unidos esse número chega a quase 800 mil ataques por ano.

  • O infarto acontece quando há um impedimento físico de que o oxigênio alcance alguma parte do coração; sem oxigênio por tempo suficiente a área afetada morre.

  • Quando se fala em infarto logo vem à mente uma pessoa de meia-idade ou idosa, estressada, fumante, obesa, diabética e sedentária. Mas, essa imagem tem mudado nos últimos anos. Desde 2013 os casos de infarto entre jovens vêm crescendo assustadoramente. O número de jovens que enfartam ou operam do coração tem crescido, alerta Marcelo Sobral, médico da Beneficência Portuguesa.

  • Os motivos para tais números alarmantes têm várias razões, que vão desde histórico familiar, passando por hábitos insalubres de alimentação e cuidados preventivos, até uso de tabaco e drogas – especialmente a cocaína. Segundo especialistas, o risco de um infarto é 24 vezes maior imediatamente após o uso dessa droga.

  • Fatores de risco

  • Histórico familiar

  • Se há casos de infarto na família – especialmente dos pais, há grande risco de os filhos virem a sofrer infarto. Especialmente se o infarto se deu antes dos 50 anos para o pai e mesmo aos 65 anos para mãe e ou irmã. Também há que se considerar os riscos para doença cardíaca nos pais como hipertensão, diabetes e arteriosclerose.

  • Doenças prévias

  • Doença coronariana, diabetes, hipertensão, colesterol alto, tabagismo, obesidade, depressão são doenças que podem causar ou agravar doenças cardíacas.

  • Nos casos agudos, um estresse emocional, fumo, frio intenso ou uso de cocaína podem levar a uma contração da artéria coronária causando o infarto.

  • Sintomas precoces

  • Ninguém deve ser pego de surpresa por um assassino que costuma avisar bem antes que está prestes a atentar contra sua vida. Realizar check-ups anuais podem ajudar a afastar o risco. Se você está no grupo de risco (ou se não está também), veja os sinais que o corpo dá de que você pode estar caminhando para um ataque do coração.

    • Cansaço extremo e sem causa aparente

    • Tonturas, vertigens

    • Náuseas

    • Perda de apetite

    • Vômitos

    • Desmaios

    • Desconforto no peito

    • Fraqueza

    • Problemas de sono

    • Dores nos braços, ombros e costas

    • Dor de estômago

  • É útil lembrar que é necessário pelo menos seis destes sinais para que se suspeite de um possível aviso de infarto. Sintomas isolados não devem ser motivo de alarme.

  • Independentemente de se estar no grupo de risco, todos devem procurar um estilo de vida saudável se querem evitar doenças. Hábitos que proporcionem melhor saúde, como alimentação à base de vegetais – frutas, legumes, verduras e cereais, exercícios físicos, ajudam no bom funcionamento do coração. Problemas e preocupações relacionadas a dinheiro e posição social costumam ser um gatilho para o infarto.

  • Também uma melhor qualidade de vida através da desaceleração no cotidiano, diminuição do estresse e busca de atividades prazerosas, contato com familiares e amigos, lazer, descanso e bom sono, são fundamentais para uma vida longa e saudável.

(família.com)

Asma infantil: sintomas, tratamentos e causas

O que é Asma infantil?

Asma é uma doença crônica em que as vias aéreas ficam inflamadas. A asma infantil quadro é mais preocupante, pois suas vias respiratórias tem um calibre menor do que a dos adultos, portanto qualquer inflamação pode ser mais prejudicial e impedir a passagem de ar. Por isso mesmo, a asma infantil costuma causar mais hospitalizações e visitas à emergência do que a asma em adultos.

Causas

Ninguém sabe exatamente o que provoca asma infantil, uma vez que cada pessoa apresenta uma sensibilidade a gatilhos diferentes. Dessa forma, é importante entender o que causa seus ataques de asma e tentar reduzir a exposição a esses agentes ou buscar tratamentos mais adequados. Aqui estão os gatilhos mais comuns da asma:

Substâncias e agentes alérgenos

Cerca de 80% das pessoas com asma sofrem crises quando expostas a alguma substância transportada pelo ar, como ácaros e poeira, poluição, pólen, mofo, pelos de animais, fumaça de cigarro e partículas de insetos. Substâncias químicas como tinta, desinfetantes e produtos de limpeza também podem desencadear uma crise. Quando aspirados, esses agentes podem irritar os brônquios, levando a uma crise. Infecções virais, como o resfriado comum ou a gripe, também constituem causa importante para o desencadeamento de uma crise de asma.

Alimentação

Alergias alimentares podem causar crises de asma infantil. Os alimentos mais comuns associados com sintomas alérgicos são:

  • Ovos
  • Leite de vaca
  • Amendoins
  • Soja
  • Trigo
  • Peixe
  • Camarão e outros crustáceos
  • Saladas e frutas frescas.

Alguns conservantes e aditivos acrescentados dos alimentos industrializados também podem desencadear uma crise de asma.

Asma noturna

Asma noturna é um tipo comum da doença. Se seu filho tem asma infantil, as chances de sofrer uma crise são muito mais elevadas durante o sono, porque a asma é fortemente influenciada pelo ritmo circadiano (ciclo biológico que regula as funções do nosso corpo, geralmente de acordo com a luz do sol). Acredita-se que a asma noturna acontece devido ao aumento da exposição aos alérgenos, ao resfriamento das vias aéreas, a posição reclinada ou até mesmo pelas secreções hormonais.

Se seu filho tem asma infantil, observe se os sintomas pioram quando a noite avança. Caso isso aconteça, procure um médico para descobrir as causas das crises de asma e buscar o tratamento mais adequado.

Mudanças de temperatura

O choque de temperaturas é uma mudança bastante agressiva para quem tem as vias respiratórias mais sensíveis, como as crianças com asma infantil. Além das crises de asma, é comum haver piora de rinite ou tosse. A mudança do calor para o frio pode desencadear uma resposta na mucosa brônquica que, por meio de estímulos nos receptores nervosos de temperatura ou pela liberação de substâncias alergênicas, pode desencadear uma crise.

Sintomas de Asma infantil

A asma infantil tem os mesmos sintomas da asma dos adultos, só que muitas vezes eles são agravados, devido ao calibre menor das vias aéreas das crianças. Entre os sintomas mais comuns da asma infantil encontramos:

  • Dificuldade em respirar
  • Tosse frequente
  • Sibilos e chiado no peito
  • Respiração encurtada
  • Congestão no peito
  • Fadiga constante
  • Dor no peito, principalmente em crianças menores.

Muitas vezes a criança pode sentir dificuldade para acompanhar o ritmo dos amigos em brincadeiras e exercícios.

Alguns sintomas indicam situações de emergência, como:

  • Lábios e rosto de cor azulada
  • Nível diminuído de agilidade, como sonolência grave ou confusão, durante um ataque de asma
  • Extrema dificuldade de respirar
  • Pulsação rápida
  • Ansiedade grave devido à deficiência respiratória
  • Sudorese.

Diagnóstico de Asma infantil

O principal para o diagnóstico de asma infantil é a história do paciente e os exames subsidiários. Crianças menores de seis anos ainda não tem seu sistema respiratório plenamente desenvolvido, portanto é difícil ter um diagnóstico preciso da asma infantil antes dessa idade.

Crianças maiores podem ser submetidas aos mesmos exames que os adultos. Veja quais são eles:

Função pulmonar

No teste de função pulmonar, você assopra em um tubo ligado a um computador que vai medir a função dos pulmões. Se o paciente estiver tendo uma crise de asma naquele momento, ele assopra no tubo uma primeira vez, e novamente após usar um broncodilatador. O seu médico lhe dará instruções sobre como controlar a respiração corretamente. Se a função pulmonar estiver alterada no primeiro resultado e estabilizada no segundo, tem-se um diagnóstico de asma.

Entretanto, muitas vezes o asmático chega ao médico contando uma história típica de asma, mas o exame dá normal, pois ele não está em crise. Nesses casos, o médico pode solicitar a chamada broncoprovocação, ou seja, expõe o paciente a um agente inflamatório em nível controlado e observa. Se ele iniciar uma crise, é muito suspeito para a asma, confirmando após o término do exame.

Espirometria

Esse teste avalia o estreitamento dos seus brônquios, verificando a quantidade de ar que você pode exalar depois de uma respiração profunda e quão rápido você pode colocar o ar para fora. O exame de espirometria se encontra dentro do exame de função pulmonar. Caso os seus pulmões não estejam inspirando todo o ar que deveriam, é um sinal de que seus pulmões podem não estar funcionando bem.

Exames adicionais

Outros testes para diagnosticar a asma incluem:

Teste de óxido nítrico: embora pouco usado, esse teste mede a quantidade do gás óxido nítrico que você tem em sua respiração. Quando as vias aéreas estão inflamadas um sinal de asma você pode ter níveis maiores de óxido nítrico do que pessoas saudáveis

Exames de imagem: radiografia de tórax e tomografia computadorizada (TC) dos seus pulmões e cavidades do nariz podem identificar quaisquer anormalidades estruturais ou doenças que estejam causando ou agravando problemas respiratórios.

Gasometria arterial: a gasometria arterial mede o pH e os níveis de oxigênio e gás carbônico no sangue de uma artéria. Esse exame é utilizado para verificar se os seus pulmões são capazes de mover o oxigênio dos alvéolos para o sangue e remover o dióxido de carbono do sangue.

Tratamento de Asma infantil

Prevenção e controle são a chave para impedir que os ataques de asma infantil comecem. As medicações de uso contínuo servem para minimizar a sensibilidade e a inflamação as quais os brônquios da criança asmática estão sujeitos, fazendo com que os pulmões reajam com menos intensidade aos agentes irritantes, como poeira e ácaros. Diferente dos broncodilatadores, que apenas revertem o quadro de contração do brônquio, os medicamentos contínuos funcionam para evitar que essas reações aconteçam. Veja as linhas de tratamento para a asma infantil:

Medicamentos contínuos

Os medicamentos da asma infantil perfeitos para o perfil do seu filho dependem de uma série de coisas, incluindo sua idade, seus sintomas, seus gatilhos de asma e o que parece funcionar melhor para manter a sua doença sob controle. Os medicamentos preventivos de controle em longo prazo reduzem a inflamação nas vias aéreas, impedindo que os sintomas se iniciem. Os medicamentos contínuos, geralmente tomados diariamente, são a base do tratamento da asma infantil. Eles incluem:

  • Corticosteroides inalados: essa classe de medicamentos inclui fluticasona, budesonida, mometasona, ciclesonida, flunisolide, beclometasona e outros. Seu filho pode precisar usar esses medicamentos durante vários dias ou semanas antes que eles atinjam o seu máximo benefício. Ao contrário de corticosteroides orais, esses medicamentos têm um risco relativamente baixo de efeitos colaterais e são geralmente seguros para uso contínuo, uma vez que agem diretamente nos pulmões, em vez de passarem primeiro pela corrente sanguínea. As inalações são feitas com inaladores portáteis, por meio de sprays ou em forma de pó – esse último inalado por meio de um instrumento próprio. O tempo de ação pode ser de quatro, 12 ou 24 horas, e o espaço entre as inalações varia conforme esse intervalo. Mais de 95% dos casos de asma podem ser controlados com o uso de corticoides
  • Modificadores de leucotrienos: são medicamentos orais, incluindo o montelucaste, zafirlucast e zileuton. Eles podem ser encontrados em forma de comprimidos, xaropes ou sachês. Eles interferem no processo inflamatório dos pulmões, e raramente são usados de forma isolada, sendo associado ao uso de corticoides. As doses e intervalos de utilização variam conforme o caso e a associação de medicamentos que está sendo feita
  • Beta-agonistas de longa duração: são medicamentos inaláveis, e incluem salmeterol e formoterol. Sua função é abrir as vias aéreas – ou seja, é um broncodilatador. Normalmente são usados em associação com corticosteroides – chamados assim de inaladores de combinação. Esses medicamentos não devem ser usados durante um ataque de asma
  • Teofilina: a teofilina funciona principalmente como broncodilatador, mas possui efeito anti-inflamatório, sendo também associada aos corticoides. O medicamento deve ser ministrado a cada 12 horas, e as doses também variam conforme o paciente.

Convivendo/ Prognóstico

A asma infantil pode ser um desafio e estressante. Às vezes seu filho pode ficar frustrado, irritado ou deprimido porque precisa cortar suas atividades habituais para evitar os gatilhos. Ele também pode se sentir limitado ou constrangido com os sintomas da doença e por rotinas de gestão complicadas. Mas a asma infantil não tem de ser uma condição limitante. A melhor maneira de superar a ansiedade e uma sensação de impotência é entender sua condição e tomar o controle de seu tratamento. Aqui estão algumas sugestões que podem ajudar:

Converse com outras pessoas

Fóruns e outros grupos na internet podem ser usados para trocar experiências sobre a asma infantil, além de ajudá-lo a se conectar com pessoas que enfrentam desafios semelhantes. Se seu filho tem asma infantil, tente concentrar a atenção nas coisas que seu filho pode fazer, e não sobre as coisas que ele ou ela não podem fazer. Envolver professores, enfermeiras escolares, treinadores, amigos e parentes podem ajudar seu filho a controlar a asma.

Evite seus gatilhos

Tomar medidas para reduzir a sua exposição a coisas que provocam sintomas de asma é uma parte fundamental do controle da asma. Manter a casa sempre limpa, evitar o acúmulo de poeira e deixar algumas atividades de lado podem ajudar a prevenir uma crise.

Faça exercícios

Ter asma não significa que você não pode se manter ativo. Inclusive, a atividade pode prevenir ataques de asma e fortalecer seu coração e pulmões. Além disso, os exercícios ajudam no controle do peso, que podem piorar um ataque de asma.

Controle as doenças relacionadas

Alergias e a doença do refluxo gastroesofágico podem provocar ataques de asma. Se esse for o caso, tente tratar esses problemas antes de tratar a asma infantil.

Prevenção

A asma infantil em si não pode ser prevenida, uma vez que é decorrente de uma inflamação dos brônquios sem causa aparente. Entretanto, é possível controlar as crises e ter uma qualidade de vida melhor:

Teste para alergias

Os testes para alergias respiratórias são feitos para detectar qual é o agente causador da asma. Entram nessa lista ácaros, fungos, mofo, pelos de animais, entre outros. Com o teste, é possível evitar a exposição ao agente, prevenindo crises. Além disso, é comum que a asma esteja associada a outras doenças alérgicas, como a rinite alérgica e o eczema. Controlando os causadores dessas alergias é possível evitar crises asmáticas.

Não trate apenas a crise

É muito importante lembrar que a asma infantil é uma doença crônica cujo tratamento, nos casos de asma persistente, deve ser contínuo, mesmo que não existam sintomas. Esse tratamento consiste no uso de corticoide inalatório diariamente, em doses que deverão ser determinadas pelo médico. O uso irregular dos medicamentos que controlam a asma é uma das causas mais comuns de crises. O paciente não deve ter receio de usar a medicação diária da asma.

Garanta as doses de vitamina D

A carência da vitamina D está sendo relacionada a uma série de doenças do aparelho imunológico e a asma é uma delas. O papel da vitamina D na importância do tratamento da asma é recente. Estudos apontam que a deficiência do nutriente pode aumentar os riscos de doenças pulmonares mais graves em crianças. De qualquer forma, vale a pena ressaltar que a principal fonte de vitamina D é a exposição solar, que dever ser feita por cerca de 15 minutos, três vezes por semana. Ovos, manteiga, iogurtes e peixes, como atum e sardinha, são fontes da vitamina.

Aposte na higiene

Mofo, pelos de animais, insetos, ácaros e poeira domiciliar devem ser cuidadosamente eliminados. É importantíssimo que a roupa de cama seja lavada semanalmente e secada ao sol. Também é recomendado o uso de fronhas e capas de colchão antiácaros, que diminuem a possibilidade de crises. Podem ser usados até produtos de limpeza que matam os ácaros, mas nunca na presença do asmático. O carpete deve ser substituído por outros tipos de piso, tapetes devem ser retirados do quarto e umidificadores devem ser banidos, já que a umidade favorece o aparecimento de alguns alérgenos.

Evite cheiros fortes

Velas, sprays aromatizadores e essências. Esses produtos podem até deixar sua casa perfumada, mas são um perigo para quem tem asma. Cheiros fortes e fumaça irritam as vias aéreas e podem desencadear crises de asma. Se você é ou tem algum familiar asmático, elimine todos esses produtos ou, pelo menos, opte por versões que não possuem aroma.

Entre em forma

Existem algumas evidências de pessoas asmáticas com obesidade que conseguiram controlar melhor a asma ao perder peso. Uma teoria é a de que os pulmões de indivíduos com obesidade não se expandem como deveriam, o que predispõe o estreitamento dos brônquios. A inflamação do tecido adiposo causada pela obesidade também pode afetar a musculatura das vias aéreas, aumentando a resposta inflamatória e estreitando os canais da via aérea, o que levará a uma crise asmática. Outro ponto é que os hormônios liberados pela gordura – como a leptina e a adiponectina – podem agir na árvore brônquica causando os mesmos efeitos.

Uma pessoa com asma pode e deve praticar esportes, mas, para isso, a doença precisa estar controlada com o tratamento. Isso porque a desidratação das vias aéreas, em função da sudorese e do aumento constante do fluxo de ar, podem desencadear uma crise se a doença não estiver controlada. Outro mecanismo que pode levar a uma crise é o da variação de temperatura nas vias aéreas, principalmente se o ar é inspirado pela boca e atinge as vias aéreas a uma temperatura mais baixa – o que pode piorar se temperatura ambiente está mais baixa.

Por outro lado, manter uma boa hidratação e exercitar-se em ambiente saudável e com temperatura adequada ajudam a tornar a prática esportiva menos perigosa. Se mesmo assim ainda ocorrerem crises de asma, um tratamento com broncodilatadores antecedendo a atividade física e indicado pelo médico tende a controlar bem os sintomas.

Cuide do pet

Se o contato com animais não te faz bem, seria aconselhável, no mínimo, não tê-los na sua própria casa. Mas, se isso está fora de cogitação, pelo menos não deixe que ele entre ou durma no seu quarto. Outra medida importante é dar banho no animal pelo menos uma vez a cada duas semanas. O local em que o pet permanece a maior parte do tempo deve ser limpo toda semana.

Agasalhe-se

É normal que, ao passar de um ambiente fechado para um externo, com ar frio, o alérgico logo apresente reações do sistema respiratório, como espirros e inchaço nasal. Por isso, o ideal é sempre sair de casa bem agasalhado e com um cachecol ou lenço cobrindo o nariz para que o ar gelado não entre em contato direto com ele.

Fatores de risco

Histórico familiar

A asma infantil é uma doença que tem em seu bojo características genéticas. Pessoas com casos de alergias na família tem uma predisposição genética para desenvolver quadros alérgicos no geral, e o relacionado ao pulmão é a asma.

Histórico de alergias

A asma infantil é uma doença caracterizada pela presença de uma reação exagerada das vias aéreas, ou seja, por um mecanismo de defesa aumentado. Esse é o pano de fundo em outras alergias, desde respiratórias até cutâneas. Dessa forma, uma pessoa que tenha algum tipo de alergia tem uma maior predisposição a ter outros tipos, dentre eles a asma, uma vez que seu corpo tende a reagir de forma excessiva aos estímulos externos.

Obesidade

Crianças com obesidade tem maior risco de asma infantil. Isto ocorre porque a obesidade desencadeia uma série de processos inflamatórios – e a asma nada mais é do que um processo inflamatório em nossos brônquios. A obesidade é uma “facilitadora” desse processo.

Baixo peso ao nascer e hábitos da gravidez

Os bebês filhos de mães tabagistas tem menor peso, devido aos infartos que o cigarro causa na placenta, dificultando a nutrição do bebê durante a vida intrauterina. Apesar de alguma controvérsia, existe uma relação entre baixo peso ao nascer e asma até os cinco anos de idade. Isso acontece porque o pulmão só se forma plenamente no fim de gestação. Por isso o bebê prematuro tem mais risco de ter quadros inflamatórios no pulmão. É importante ressaltar que só podemos dizer que uma criança é asmática após os dois anos de vida. Antes disso ela é um bebê chiador.

Outros comportamentos durante a gestação aumentam o risco de o bebê ter alergia, tais como dormir mal, transtorno de ansiedade e depressão.

Expectativas

Não há cura para asma, embora os sintomas das crianças tendam a melhorar ao longo do tempo, principalmente com o amadurecimento de suas vias respiratórias. Com autogerenciamento e tratamento apropriados, a maioria das pessoas com asma pode levar uma vida normal.

Diagnóstico e Exames

Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar a asma infantil são:

  • Pediatra
  • Pneumologista.

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
  • Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade
  • Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar.

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

  • Quais os principais sintomas que seu filho apresenta?
  • Há quanto tempo seu filho vem sentido esses sintomas?
  • Quão severos são os sintomas do seu filho?
  • Seu filho apresenta problemas respiratórios sempre, ou só em certas situações?
  • Seu filho tem alergias, como dermatite atópica ou rinite?
  • Existe algo que pareça piorar os sintomas da criança?
  • Existe algo que pareça melhorar os sintomas da criança?
  • Existem casos de alergia ou asma na família?.

Também é importante levar suas dúvidas para a consulta por escrito, começando pela mais importante. Isso garante que você conseguirá respostas para todas as perguntas relevantes antes da consulta acabar. Para asma infantil, algumas perguntas básicas incluem:

  • É asma a causa mais provável dos problemas respiratórios do meu filho?
  • Quais são as outras causas possíveis para estes sintomas?
  • Que tipos de testes que meu filho precisa?
  • Esta condição provavelmente temporária ou crônica?
  • Qual é o melhor tratamento?
  • Quais são as alternativas para a abordagem primária que você está sugerindo?
  • Meu filho tem essas outras condições de saúde. Qual a melhor forma de gerenciá-las juntas?
  • Existem restrições que meu filho precisa seguir?
  • Existe uma alternativa genérica para o medicamento que você está prescrevendo?
  • Há algum livro ou outro material impresso que eu posso levar para casa comigo? Quais sites você recomenda visitar?.

Não hesite em fazer outras perguntas, caso elas ocorram no momento da consulta.

Buscando ajuda médica

É importante marcar uma consulta médica quando a criança apresentar os sintomas da asma infantil, como dificuldade para respirar, chiado no peito, tosse constante e fadiga.

Em caso que a criança tiver uma crise de asma, que envolve dificuldade extrema em respirar, pulsação rápida e sonolência, entre outros, procure por um atendimento de emergência.

(Minha Vida) 

2 de Abril: Dia Mundial da Conscientização do Autismo

Entenda um pouco mais sobre o assunto

AUTISMO O QUE É?

DEFINIÇÃO E CARACTERÍSTICAS

Muito se tem falado em Autismo ou Transtorno do Espectro Autista, mas o que é o Autismo e qual a importância de se saber sobre este tema? Nossa sociedade ainda engatinha e tem muito a evoluir quando falamos sobre o Autismo ou como caracterizamos atualmente nos Transtornos do Espectro Autista (TEA). Esta sensação é real e marcante quando entrevistamos os pais destes pacientes e, ao mesmo tempo, olhamos em volta de nós mesmos nas clínicas públicas, nas escolas, nos ambientes comerciais, nos meios de transporte coletivo e, especialmente, nos familiares mais próximos destes núcleos familiares que conduzem estas crianças. A desinformação e a ignorância acerca do assunto ainda assustam e tornam urgente tomada de decisões no sentido de expandir o conhecimento das características clínicas, dos principais prejuízos sociais e da evidência do mau funcionamento destes pacientes para estudar, compartilhar, se comunicar e se sentir realmente fazendo parte de nossa existência.

Doenças como a dengue ou o diabetes, por serem difundidas e bem assimiladas pela nossa população há muitos anos, são atualmente bem compreendidas pelas pessoas leigas. Resultado de anos de cartazes, folders, medidas de prevenção empreendidas pela nossa sociedade organizada, estas doenças estão na língua do povo e comentadas frequentemente pelas pessoas quando alguém começa a ter seus sintomas. Não raro, os possíveis portadores correm para os postos de saúde na ânsia de confirmar ou não estes diagnósticos. “Se você faz muito xixi e bebe muita água, pode ser diabetes, meu filho” , disse uma vez uma senhora, avó de um paciente meu. Não é que ela tinha razão? Dias depois, os exames fecharam como diabetes e a criança iniciou seu tratamento a tempo de evitar maiores consequências.

A conscientização sobre problemas médicos é fundamental sociedade para reduzir riscos gerados por problemas que, ignorados, podem resultar em caminhos sem volta. O acesso `a informação oferece a disseminação de percepções para todos levando a um maior poder de observação por todos, independente da formação ou do nível cultural. O autismo (TEA) sofre ainda desta ampla e generalizada falta de informação no seio social e, pasmem, é exatamente isto que ainda impede que a maioria das crianças sejam precocemente tratadas. Logo o autismo que precisa tanto da sua identificação o mais cedo possível para que se modifique, com efeito, os sérios prejuízos sociais e de funcionamento cognitivo que, se nada feito, desembocarão em permanentes dependências e impedimentos para o resto de suas vidas. Ademais, sua incidência na população tem aumentado de forma expressiva desde os anos 90 onde, para cada 1000 nascimentos, nascia uma criança autista e , hoje, esta proporção atinge 1:88. Nos EUA, na Ásia e na Europa, pesquisadores detectam uma prevalência atinge 1% da população. Na Coréia do Sul, tal cifra atinge 2,6%. Entre os gêneros, os meninos são os mais afetados numa proporção de 5:1 1 .

Definição e Características do Autismo

Desde 1980, o Autismo (TEA) tem sido descrito no Manual de Transtornos Mentais (ou DSM) o qual tem expressiva importância nos parâmetros clínicos dos diagnósticos de transtornos neuropsiquiátricos em todo o mundo. No mais recente, o DSM-5 , este descreve o como, em geral, um distúrbio de desenvolvimento que leva a severos comprometimentos de comunicação social e comportamentos restritivos e repetitivos que tipicamente se iniciam nos primeiros anos de vida. Mas , o que isto significa?

Comparado a uma criança com desenvolvimento típico, normal, o Autismo é uma condição que severamente compromete a capacidade de se comunicar com os outros, de perceber acontecimentos compartilhados, de expressar o que sente ou pensa nas mais diversas situações, de utilizar as palavras de acordo com o contexto e estas características atrapalham gravemente o desenvolvimento global da criança. Se não bastasse, a presença de “manias” , posturas ou atos repetitivos, rituais e interesses restritivos independente do público ou local em que a criança portadora esteja desarticula e fragmenta ainda mais a evolução de suas habilidades sociais e adaptativas nos desafios que o ambiente imprevisivelmente apresenta.

Muitas crianças com Autismo tem distúrbios sensitivos e perceptivos visuais, auditivos e de sensibilidade na pele, levando a uma elevada sensibilidade para barulhos, ruídos específicos, luzes, agrupamento de pessoas e para determinadas cores e formas de ambientes. Por outro lado, podem ter baixa percepção para face humana, interpretação global das funções dos brinquedos e, enfim, ignorar momentos de controle social como regras e rotinas dos lugares onde visita.

É muito importante reconhecer que este comportamento é irresistível, incontrolável, sem intencionalidade e que pode, se nada feito, em idades tardias, irreversíveis. Muitas crianças com autismo podem ter surpreendente evolução e até “sair” do espectro, mas isto depende de muitos fatores dentre eles o diagnóstico precoce, especialmente abaixo dos três anos de vida.

Até recentemente, muitos pediatras nem sequer conheciam aspectos básicos do perfil das crianças autistas resultando em identificações tardias. Muitos profissionais ainda temem revelar aos pais que seu filho pode sê-lo. Muitas crianças foram diagnosticadas tardiamente como resultado destas práticas nocivas. Nos EUA – país onde a saúde mental é encarada como doença crônica devastadora e com severas consequências emocionais e econômicas – os pediatras podem sofrer processos e perda de sua licença médica se for demonstrado que o mesmo não identificou sintomas autísticos em crianças até um ano e meio. Em nosso país, ainda engatinha a transmissão destes conhecimentos e a difusão do quadro clínico do autismo (TEA) o que já vem explicando a maior detecção desta condição em nosso meio.

Uma das maiores características clínicas do Autismo (TEA) é o evidente prejuízo da linguagem expressiva, mais especificamente, a fala. Muitas destas crianças podem, após uma fase inicial de normalidade na aquisição da fala, sofrer regressões com redução do vocabulário, perda da fala de palavras anteriormente aprendidas, aparecimento de palavras sem significado e impróprios , repetições de termos sem necessidade e sem função social. Outros podem ter atraso severo de fala e, quando iniciam, começam a falar palavras mal articuladas, jargões, repetições de termos e evolução pobre do vocabulário. Além disto, existe uma parcela de crianças afetadas que jamais falarão.

Se o Autismo (TEA) fosse um problema que se iniciasse na fase adulta, seus prejuízos talvez não fossem tão grandes. Mas o fato de se iniciarem na infância seu impacto no futuro do indivíduo e na vida de seus pares (família e escola) pode ser devastadora. Afeta a alimentação, o sono e o crescimento; desestrutura a evolução de saúde mental de seus pais; expõe o portador a mais infecções, acidentes e alergias; imputa prejuízos acadêmicos muito significativos podendo até inviabilizar a aprendizagem plena e a aquisição de habilidades na grande maioria dos casos afetados. Portanto, diagnóstico precoce, neste momento, é o caminho mais eficaz para diluir e reduzir a gravidade deste mosaico de problemas.

(Entendendo o Autismo) 

Pais fiquem atentos a doença “mão-pé-boca” surto está em creches e escolas.

Esta é uma virose super contagiosa, e os pais devem ficar sempre atentos aos sintomas, chamada “Doença mão-pé-boca” . Que muitas vezes é tratada como “uma alergia”
O alerta é para os pais de crianças em creches e pré-escola, e que geralmente ataca crianças de até 5 anos. Este vírus está no sistema digestivo e pode provocar sintomas como estomatite.
Os sintomas mais comuns Doença mão-pé-boca são a febre, dor de cabeça e falta de apetite e garganta inflamada.Mas o principal sintoma é o desenvolvimento de coceira com bolhas muito pequenas nas mãos e nos pés, e muita dor quando tocado.

Por ser contagioso, todo o cuidado é muito pouco, ele pode infectar outras crianças atraves das secreções das vias respiratória, secreções das feridas das mãos e dos pés e pelo contato com fezes dos pacientes infectados.
Beijos, contato com catarro, dividir copos, brinquedos, roupas e obejtos, deve-se evitar.
O respeitado Dr. Drauzio Varela, diz que o mais preocupante é o grau de desidratação que eta virose pode levar a criança. A mais comum é a desidratação secundária a odinofagia intensa causada por úlceras orais dolorosas. devem ser tratados com analgésicos e hidratação oral. Ingestão de líquidos frios.
Não existe vacina de prevenção, assim como outras viroses ele tente a regredir de forma espontânea, a melhor forma é intensificar a higiene com seu filho, crianças contaminadas devem ficar em casa, até que todos os sintomas desapareçam
Nas creches sempre o maior cuidado é na higiene das mãos na hora de trocar as fraldas, para que não se transmita o vírus para outra criança.Os brinquedos também devem ser lavados com muita frequência.

Após uma criança ser contaminada pela doença mão-pé-boca leva cerca de 3 a 6 dias para os primeiros sintomas aparecerem realmente. Este é o chamado período de incubação. Os sintomas geralmente começam com uma febre, dor de garganta e nariz escorrendo, algo parecido com uma gripe. Logo após a criança passa a ter erupções na pele e pequenas bolhas podem surgir nas seguintes partes do corpo:
Boca;
Parte interna das bochechas;
Gengivas;
Língua;
Céu da boca;
Dedos;
Palma das mãos;
Sola dos pés;
Os sintomas são piores nos primeiros dias e geralmente vão sumindo após uma semana. Uma ou duas semanas após o fim da doença, a pele dos dedos dos pés e das mãos podem descascar, mas isto não causa qualquer problema.

Diagnóstico – O médico pediatra irá diagnosticar a doença mão-pé-boca com base nos sintomas que o bebê está apresentando e ele pode também coletar uma pequena amostra da garganta para teste no laboratoriais.
Se por acaso seu filho tenha sido diagnosticado com esta doença é essencial entrar em contato com a escola ou creche que ele está. Pois, outros colegas podem contrair a doença.
Tratamento – Não existe um tratamento para a doença mão-pé-boca, tudo que os pais podem fazer é aliviar a febre e a dor com o remédio indicado pelo pediatra. Após o diagnóstico, é importante voltar a entrar em contato com o pediatra se a criança continuar com febre após três dias. Durante o tratamento, sempre é importante que os pais certifiquem-se que a criança está bebendo bastante liquido e está hidratada. Engolir pode ser difícil com esta doença, por isso, ofereça alimentos moles para os bebês maiores de seis meses, como purê.
Causas – Essa doença é transmitida pela saliva, então a pessoa pode contrair quando alguém tosse perto dela, por exemplo. O contato em uma superfície que uma pessoa com a doença tocou também pode levar à transmissão. A doença mão-pé-boca pode ser transmitida pelas fezes. Então, se a pessoa foi ao banheiro e não lavou as mãos corretamente, esta pode ser uma forma de transmissão.A doença geralmente é mais contagiosa em sua primeira semana na pessoa. Porém, bebês ainda podem apresentar o vírus nas fezes por meses após terem contraído! Ela também pode ficar presente no trato respiratório por até três semanas.

Prevenção – Alguns cuidados simples ajudam a prevenir a doença mão-pé-boca. Manter o bebê ou criança infectado pela doença longe da creche ou escola até que se sinta melhor evita que outros pequenos contraiam esse problema. Lave bem as mãos após trocar a fralda do bebê e caso seu pequeno já vá ao banheiro sozinho, ensine-o a lavar bem as mãos após isso. Ensine seu filho a lavar as mãos com frequência. Evite compartilhar os copos, utensílios, toalhas e outros objetos com pessoas infectadas. Limpe com certa frequência as superfícies que seu bebê mais toca.

(Feliz Saúde)

Pílula do dia seguinte: como usar, vantagens e efeitos colaterais

Esse recurso é indicado para casos de emergência e deve ser usado com cuidado

A pílula do dia seguinte é um método que pode ser usado para evitar gravidez após a relação sexual não segura.

Apesar de ser interpretada como uma solução prática para evitar a gravidez indesejada, esse recurso é indicado apenas para casos de emergência e deve ser usado com cuidado, já que traz efeitos colaterais em curto e longo prazo.

Tipos

O mercado disponibiliza dois tipos de pílula do dia seguinte:

  • Cartela com 1 comprimido, composto de 1,5mg de levonorgestrel
  • Cartela com 2 comprimidos: composto cada um de 0,75mg de levonorgestrel

Não existe diferença entre os dois tipos de pílula do dia seguinte, uma vez que a dosagem é a mesma. Ambas representam uma enorme carga de hormônios ingerida de uma só vez, diferentemente das pílulas anticoncepcionais convencionais – ingeridas diariamente -, que possuem dosagem menor.

Como se trata de um método de emergência e não de prevenção, a dosagem da pílula, independentemente do tipo, é um turbilhão de hormônios.

Quais as chances de engravidar?

O risco de insucesso da pílula do dia seguinte gira em torno de 5%, quando usada corretamente. Explicando melhor: se 100 mulheres tomarem a pílula nas primeiras 24 horas após a relação sexual desprotegida, cinco dessas mulheres ainda vão engravidar

A taxa de insucesso é mais alta que outros métodos porque a pílula do dia seguinte não é um método contraceptivo para ser usado de maneira recorrente, mas em caso de emergência. O corpo não está preparado para ela.

A ação do levonorgestrel – um tipo de progesterona – pode inibir ou retardar a ovulação. Ele é capaz de dificultar a passagem do óvulo ou do espermatozóide, além de provocar alterações no endométrio, bloqueando a implantação do óvulo.

Se ingerida depois da formação do feto, ela pode causar hemorragia e aborto, fatores de risco para a vida da mulher.

Efeitos colaterais da pílula do dia seguinte

Mesmo que ingerida uma vez ou numa frequência muito baixa, ainda é possível que a pílula do dia seguinte cause efeitos colaterais como:

  • Dores de cabeça
  • Dor no corpo
  • Náuseas
  • Diarreia
  • Tontura
  • Vômito

Na maioria das vezes, a pílula altera o fluxo normal da mulher, desregulando a menstruação. Dependendo do dia em que foi tomada, a pílula pode adiantar o sangramento ou mesmo retardar a menstruação.

Vantagens

O único método contraceptivo que pode ser utilizado após a relação sexual; No caso de falha do método e ocorrência da gravidez, não causa efeitos colaterais (teratogênicos) no feto; Previne a Gravidez Não-Planejada como mais uma opção contraceptiva.

Desvantagens

O uso repetido ou frequente desregula o ciclo menstrual e período fértil da mulher. Isso aumenta o risco de ocorrer relação sexual desprotegida em um dia fértil, facilitando a gravidez; Se usada frequentemente, a pílula do dia seguinte pode prejudicar o funcionamento do aparelho reprodutor feminino e dificultar futuras gestações desejadas. Também pode aumentar o risco de gravidez ectópica no futuro;

Pode causar efeitos colaterais como: náuseas, vômitos, tontura, desconforto nas mamas e dor de cabeça; Possui alta concentração de hormônios e só devem ser utilizados em casos de emergência; Em mulheres que amamentam, pode diminuir a quantidade do leite materno

Como fica a menstruação?

A pílula do dia seguinte pode atrasar ou adiantar a menstruação devido ao desequilíbrio hormonal que ela provoca. Após o uso da medicação, o organismo precisa se readaptar e reajustar o ciclo menstrual. Isso pode demorar algum tempo a depender de qual momento do ciclo menstrual você utilizou a pílula do dia seguinte.

Normalmente, depois de tomar a pílula do dia seguinte, a menstruação pode ocorrer na mesma semana ou cerca de uma semana depois da data prevista. Se a menstruação não ocorrer depois de 4 semanas da tomada da pílula, convém fazer um exame de gravidez.

Indicações

O uso da pílula do dia seguinte é indicada quando:

  • Houve relação sexual com penetração do pênis na vagina sem proteção (não usou camisinha ou anticoncepcional de qualquer tipo)
  • Se a camisinha estourou e a mulher não usa anticoncepcional de qualquer tipo

Além disso, não existe idade mínima para tomar o medicamento. A mulher já pode tomar a partir do momento em que tem uma vida sexual ativa. Já a idade máxima vai até o fim da vida fértil dela.

Entretanto, o ideal é sempre buscar ajuda profissional antes de fazer uso de qualquer método hormonal.

Contraindicações

Em princípio, seu uso é contraindicado para mulheres com:

  • Hipertensão descontrolada
  • Problemas vasculares
  • Doenças do sangue
  • Obesidade mórbida

Mulheres com alguma dessas condições que ingerirem a pílula correm mais risco dela não funcionar, ou então de sofrer complicações da doença. O uso nesses casos depende de avaliação individual.

Além disso, o uso de cigarro pode ser prejudicial se combinados com a pílula do dia seguinte. A pílula com estrogênio é um vasoconstritor, que contrai os vasos sanguíneos, e a nicotina do cigarro também. Em associação, aumentam o risco de derrame (Acidente Vasculas Cerebral) e trombose.

Outras contraindicações podem ser indicadas pelo ginecologista, que avaliará caso a caso.

Como usar

O procedimento é bem simples. Para o tipo que tem apenas uma pílula, basta tomá-la até 72 horas depois do ato sexual – lembrando que a eficácia é maior nas primeiras 12 a 24 horas.

Para aquelas que vêm em duas doses, a primeira deve ser tomada preferencialmente logo após o coito, e a segunda depois de 12 horas.

Não é recomendado tomar mais de uma pílula por mês, pois ela perde a eficácia, aumentando o risco de gravidez. Além disso, graças a sua alta dose de componentes hormonais, ela pode causar reações adversas como náuseas, alteração do ciclo menstrual, dor de cabeça e diarreia.

Principais pílulas do dia seguinte

  • Postinor-2
  • Pilem
  • Pozato
  • Diad
  • Minipil2-Post
  • Poslov

Onde encontrar

A pílula do dia seguinte pode ser encontrada em qualquer farmácia, sem prescrição médica. Além disso, você pode conseguir em postos de saúde.

(Minha Vida)