quarta-feira, 25 abril, 2018

Fazer xixi mais de oito vezes por dia pode ser sinal de bexiga hiperativa

Fazer xixi muitas vezes por dia pode decorrer de uma grande ingestão de líquidos, mas pode ser também sinal de um problema chamado “bexiga hiperativa”, um tipo de incontinência urinária, ou seja, a perda involuntária de urina, por vários motivos.

Segundo o ginecologista José Bento e a fisioterapeuta Débora Pádua, o distúrbio é mais comum no sexo feminino e atinge até 40% das mulheres acima dos 60 anos. Entre os homens, a doença ocorre principalmente após uma cirurgia de próstata.

iNCONTINENCIA URINARIA (Foto: Arte/G1)

Uma pessoa normal armazena cerca de 400 ml de urina até sentir vontade de eliminá-la, mas essa quantidade pode chegar até 1,5 litro.

Indivíduos com bexiga hiperativa – que muitas vezes está ligada a fatores emocionais – têm instabilidade do músculo ao redor do órgão, que se contrai com 200 ml de urina ou menos e provoca urgência para ir ao banheiro.

Quem bebe cerca de 2 litros de líquidos por dia faz xixi de seis a oito vezes entre a manhã e a madrugada. Se passar desse limite, algo está errado. No organismo, um copo de 200 ml de água demora de 1,5 a 2 horas para se transformar em urina.

Para quem não quer acordar à noite para ir ao banheiro, o ideal é evitar cafeína, frutas cítricas, refrigerante e pimenta.

Se você começa a não sair de casa e ficar muito preocupado com o xixi, é um sinal de alerta para procurar um médico. O diagnóstico é feito por um exame de urodinâmica, que identifica o grau de perda urinária e a força realizada. Esse teste é realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nas grandes cidades do país.

Existem quatro principais tipos de incontinência urinária. São eles:

– Incontinência de esforço: é quando a musculatura do assoalho pélvico se enfraquece e a pessoa perde urina ao tossir, espirrar, gargalhar, levantar-se ou agachar-se.

– Incontinência de urgência: ocorre quando há vontade súbita e incontrolável de urinar, em meio a atividades diárias. Dependendo do caso, a pessoa não consegue se segurar e, à noite, também levanta para ir ao banheiro.

– Incontinência mista: é uma associação das duas anteriores, com o agravante de o indivíduo não conseguir controlar a perda de urina.

– Incontinência de transbordamento: acontece quando alguém segura tanto o xixi, que a bexiga não comporta o volume e transborda.

Fatores de risco
– Sobrepeso
– Grandes esforços
– Gravidez
– Parto normal demorado, sem dilatação ou que exija muita força
– Intestino preso
– Retenção de xixi
– Menopausa
– Envelhecimento

Tratamento
– Remédios
– Fisioterapia
– Cirurgia

Fortaleça o assoalho pélvico
O assoalho pélvico, um conjunto de músculos que ficam na região inferior do abdômen e são responsáveis por contrair e relaxar a bexiga, funciona como uma rede que segura os órgãos da região.

Na gravidez, o peso sobre o assoalho pélvico pode aumentar até 6 kg, por isso as gestantes têm mais vontade de ir ao banheiro.

Quando esses músculos se afrouxam, não conseguem conter direito o jato de urina. Por isso, fazer exercícios de contração e agachamento ajuda a fortalecer a musculatura e, nos homens, pode até retardar a ejaculação durante o sexo.

Veja abaixo o resultado da nossa enquete:

Enquete xixi (Foto: Reprodução)
Bem Estar

Síndrome do ovário policístico reflete na pele e pode dificultar a gravidez

Você já ouviu falar sobre ovário policístico? Esse distúrbio muda o processo normal de ovulação em virtude de um desequilíbrio hormonal que leva à formação de cistos. É sobre isso que falou o Bem Estar desta segunda-feira (29). Também mostramos a relação desse problema com o aparecimento de espinhas. Para explicar a síndrome e os seus efeitos no corpo e pele, convidamos dois consultores – o ginecologista José Bento e a dermatologista Márcia Purceli.

A síndrome do ovário policístico dificulta a gravidez e traz consequências também para a pele. A oleosidade pode aparecer na mulher com esse problema porque a glândula que produz o sebo é testosterona dependente. Como a mulher que sofre dessa doença tem maior produção de testosterona, a glândula passa a produzir mais gordura.

As mulheres já nascem com um estoque de óvulos que vão usar ao longo da vida. Na adolescência, eles começam a amadurecer. Fazem o caminho pelas trompas até o útero e são liberados na menstruação ou fecundados. Isso não acontece regularmente com as mulheres que têm ovários policísticos. Muitos dos óvulos não eclodem, ficam sempre no mesmo lugar, como pequenos cistos, que vão acumulando.

Os sinais e sintomas dessa síndrome são menstruação irregular, excesso de pelos no rosto, barriga e seios, excesso de oleosidade na pele, queda de cabelo e dificuldade para engravidar, mas não é preciso ter todos os sintomas. A síndrome não tem cura e é preciso cuidar até a menopausa.

O ginecologista José Bento também falou sobre as formas de tratamento do ovário policístico. Pílula, Metformina, exercício físico são alguns deles. “80% das mulheres com essa síndrome têm resistência à insulina e essa insulina é que causa o ovário policístico. A Metformina, por exemplo, que é um remédio para diabetes, facilita a entrada de glicose para dentro da célula e baixa a insulina. Atividade física ajuda muito também, assim como a alimentação. Pílula é mais um dos métodos para quem não quer engravidar. Se você quiser engravidar, tem que parar a pílula e começar a tomar um indutor de ovulação sob orientação médica.”

Oleosidade
A síndrome do ovário policístico pode aumentar a oleosidade da pele. Algumas dicas podem ajudar a controlar o problema. A dermatologista Márcia Purceli lembra que o ideal é lavar o rosto duas vezes por dia com um sabonete adequado para o seu tipo de pele. Escolha filtro solar com toque seco e use sempre tônico ou adstringente. Não lave a pele com água quente, porque o calor retira o óleo e o organismo reage produzindo mais óleo.

Na hora de hidratar a pele, observe se o produto é para pele oleosa. Jamais use cremes para outros tipos de pele. Por fim, não durma com maquiagem porque o produto obstrui o poro, favorecendo o aparecimento dos cravos.

Bem Estar

Saúde e educação não perderão recursos com PEC, diz ministro

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse nesta sexta-feira que sua área, assim como a educação, não perderá investimentos com a proposta de emenda constitucional encaminhada nesta semana pelo governo à Câmara para limitar os gastos públicos – a PEC 241.

“Não há possibilidade de redução de financiamento da saúde”, comentou o executivo, acrescentando que as demais áreas terão que se acomodar no “teto global de gastos” da PEC. “O crescimento nos gastos com a previdência vão ultrapassar a inflação, mas saúde de educação não perderão recursos”, disse o ministro, que abriu nesta sexta o Summit Saúde Brasil, congresso sobre saúde organizado peloEstado.

Ele disse ainda que sua Pasta vai lutar no Congresso para ampliar o orçamento destinado à saúde. Num discurso em que prestou contas de 100 dias de gestão, Barros falou das medidas do governo para reduzir despesas na saúde e “fazer mais por menos”.

Segundo ele, um conjunto de iniciativas – incluindo a demissão de quase mil bolsistas e pesquisadores -, permitiu ao governo uma economia de R$ 1,59 bilhão e uma redução nas despesas de contatos de 33%.

Num novo modelo de compras de medicamentos, Barros informou que, ao reduzir preços com fornecedores, foram comprados R$ 3,2 bilhões em remédios, mesmo tendo R$ 1 bilhão a menos de recursos do que no ano passado. “Podemos fazer ainda muito mais com o orçamento que já temos”, disse o ministro.

Barros lembrou que o governo liberou R$ 6,3 bilhões em recursos para saúde que estavam contingenciados e informou que o presidente Michel Temer encaminhou nesta semana um pedido de crédito de R$ 1, 7 bilhão para sua área neste ano. “Há muitos anos, o ministério não paga a fatura da média e alta complexidade no mês de dezembro”, justificou o ministro.

MAIS MÉDICOS

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, também afirmou nesta sexta-feira que o Mais Médicos, uma das marcas do governo Dilma Rousseff nessa área, não será encerrado. Ele informou, porém, que o programa sofrerá mudanças, com a substituição de boa parte dos médicos que vieram de Cuba por profissionais brasileiros.

Dos mais de 11 mil médicos cubanos, 4 mil serão trocados por médicos brasileiros em três anos, informou o ministro ao participar do Summit Saúde Brasil, congresso organizado pelo Estadão que debate temas relacionados à saúde na zona sul da capital paulista. “É preciso que os médicos brasileiros se apresentem”, disse Barros.

No combate ao vírus da Zika – transmitido pelo mosquito Aedes aegypti -, o ministro informou também que o governo, está comprando repelentes para gestantes do programa Bolsa Família.

‘JUDICIALIZAÇÃO’ DA SAÚDE DESESTRUTURA ORÇAMENTO

O executivo fez uma crítica à “judicialização” da saúde, que, segundo ele, desestrutura o orçamento destinado à área. Durante participação em congresso na zona sul da capital paulista, Barros disse ainda que dar assistência a todos significa tirar dinheiro do contribuinte, numa referência a sentenças judiciais que obrigam o Estado a fornecer medicamentos de alto custo não disponíveis na lista do Sistema Único de Saúde (SUS).

Com o caso prestes a ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Barros pediu que a Corte harmonize direitos constitucionais, entre o direito de acesso à saúde e o limite da capacidade de contribuição da população. “Não dá para cobrar o que quiser de imposto”, disse Barros, em discurso de abertura do Summit Saúde Brasil, congresso sobre saúde realizado pelo Estado.

“Precisamos da interpretação clara do Supremo se o SUS é tudo para todos, ou se é tudo o que ele tem disponível para todos”, assinalou o ministro, acrescentando que a segunda interpretação pode ser atendida pelo Estado. Mais tarde, em entrevista a jornalistas, Barros voltou a pedir “bom senso” do Supremo.

Estadão

Prevenção e sintomas do câncer de mama

Como realizar a prevenção do câncer de mama?

O câncer de mama na verdade ainda não pode ser prevenido, mas sim diagnosticado o mais cedo possível. Para isto recomenda-se que as mulheres conheçam seu corpo desde que apresentem o crescimento das mamas na adolescência. O auto-exame das mamas, hoje em dia, deve ser chamado de auto-cuidado, e pode ser feito pelo menos uma vez ao mês, preferencialmente no mesmo dia do mês para que as mulheres se familiarizem com suas mamas.

Após os 40 anos, a mamografia começa a ser um exame importante para a detecção da doença e recomenda-se que seja feito pelo menos uma vez por ano a partir daí. Todas as mulheres deveriam procurar um mastologista para acompanhamento e exame anual durante sua vida, mas principalmente a partir dos 40 anos.

Sintomas do câncer de mama

Geralmente o câncer de mama não apresenta sintomas no início. A partir do momento que começa a ser palpável, pode estar associado a um caroço na mama. Também pode ser representado por áreas de abaulamentos ou retrações de pele. Manchas ou alterações na pele da mama. Ainda pode estar ligado com saída de líquido do bico da mama, geralmente no caso do câncer estes líquidos são sanguinolentos ou semelhantes à cor da água de geladeira ao descongelarmos o congelador.

Ao contrário dos que muito pensam, a dor mamária é um sintoma muito comum das mulheres, mas raramente esta associada ao câncer de mama. A dor das mamas geralmente possui causas ligadas a alterações hormonais ou emocionais.

Instituto do Câncer de Barretos