domingo, 27 maio, 2018

Empréstimo online: como a regulamentação das fintechs afeta seu bolso

Pegar empréstimo online em fintechs é uma alternativa mais barata ao crédito oferecido pelos bancos tradicionais. Com a resolução recém-aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), essa operação pode ficar ainda mais vantajosa para consumidoras e empreendedoras.

A nova medida regulamenta a ação dessas empresas – startups do mercado financeiro –, permitindo que elas concedam crédito sem o intermédio de um banco. “Antes da regulamentação, as fintechs dependiam de uma instituição financeira por trás para poder fazer os contratos de empréstimo, o que ‘amarrava’ muito as fintechs e tornava o processo menos eficiente e mais caro”, diz Maria Teresa Fornea, cofundadora da Bcredi, fintech que oferece crédito imobiliário.

Agora, com um integrante a menos na cadeia, essas empresas poderão oferecer crédito com juros menores. “Você vai poder entrar em site de uma fintechs e pegar dinheiro emprestado diretamente de um empresa mais enxuta, com menor alavancagem e teoricamente maior rapidez de análise e liberação do crédito”, aponta Thiago Figueiredo, gestor de investimentos da Horus GGR.

Outro fator tornará o crédito mais barato: a competição entre fintechs e bancos. “Mais agentes oferecerão esse serviço ao mercado. Com isso, provavelmente, os juros bancários serão puxados para baixo em razão da concorrência gerada pelas fintechs”, completa Anderson Pellegrino, professor de Economia da IBE Conveniada FGV

Novos jeitos de pegar empréstimo online

A resolução do CMN deu às fintechs duas formas de atuação: a Sociedade de Crédito Direto (SCD) e a Sociedade de Empréstimo entre Pessoas (SEP). A primeira funciona de maneira mais tradicional, pois opera com capital próprio. Já na segunda, pessoas emprestarão dinheiro para outras pessoas, sendo que as fintechs atuarão apenas no meio de campo – processo chamado de peer-to-peer lending (também conhecido como P2P lending, ou empréstimo coletivo, em tradução livre), crescente em diversos países.

Ela também regulamentará a atuação de SCDs, que precisarão ter capital mínimo de R$ 1 milhão – para cuidar que somente empresas qualificadas participem – e de SEPs, que prevê um limite de R$ 15 mil de empréstimo por fintech para cada credor. Em entrevista coletiva concedida na última quinta-feira (26), Octavio Ribeiro Damaso, diretor de Regulação do Banco Central (BC), afirmou: “Neste primeiro momento, achamos que é bom ir testando a SEP.”

Empréstimo: todo cuidado é pouco

Com as novas medidas, cabe às consumidoras e empreendedoras tomarem cuidado na hora de tomar crédito, seja com bancos tradicionais ou fintechs. Primeiramente porque é preciso verificar se, de fato, as taxas de juros cairão.

“Essa medida é positiva, mas não é suficiente, já que os juros bancários dependem de uma série de outros elementos, como taxa Selic, nível e inadimplência, capacidade do banco de absorver risco ao emprestar patrimônio, entre outros”, relembra Pellegrino. Por isso, é preciso ficar de olho e pesquisar as taxas em diversas instituições antes de pedir empréstimo.

Além disso, vale lembrar que juros mais baixos não podem ser desculpa para a tomada de crédito irresponsável. Empréstimos online são especialmente válidos quando você tem uma dívida cara, como no cartão de crédito, para que você possa arcar com o compromisso financeiro pagando juros menores. Fique de olho!

(Finanças Femininas) 

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