terça-feira, 17 outubro, 2017

Mapa do Turismo Brasileiro relaciona oito municípios do Oeste Paulista

Oito municípios da região de Presidente Prudente integram o Mapa do Turismo Brasileiro, segundo o relatório divulgado nesta terça-feira (12) pelo Ministério do Turismo (MTur). Eles fazem parte de uma região turística chamada de “Sol do Oeste”, “Águas do Oeste” e “Pontal Paulista”. Estão neste grupo as cidades de Dracena, Lucélia, Martinópolis, Narandiba,Presidente Epitácio, Presidente Prudente, Rosana e Teodoro Sampaio.

Para o diretor regional da Associação das Agências de Viagens Independentes do Interior do Estado de São Paulo (Aviesp), Marcos Antônio Carvalho Lucas, a maior parte das cidades do Oeste Paulista que aparecem listadas não é, em si, uma novidade.

“Elas compõem o chamado Circuito Oeste Rios e são de interesse turístico, Presidente Epitácio é até uma estância. Salvo Narandiba, as demais têm algum potencial turístico. Rosana tem as usinas e a confluência dos rios Paraná e Paranapanema. Teodoro Sampaio tem o Parque Estadual do Morro do Diabo. Cada uma explora o que tem”, explicou ao G1.

Lucas relatou que o turismo tem várias vertentes além de passeios, como negócios e eventos. “É o caso de Presidente Prudente, que também tem investido em áreas verdes e em centros de eventos. Aqui também temos uma briga antiga para ampliar o aeroporto, o que, se acontecer, certamente vai aumentar o turismo”, salientou.

O diretor regional também frisou ao G1 que é de interesse das próprias cidades explorarem o potencial turístico, já que há benefícios financeiros. “O investimento em equipamentos que possam contribuir com o turismo pesa e as prefeituras, que são as responsáveis, estão sem dinheiro”, destacou.

De acordo com o Ministério do Turismo, o Estado de São Paulo reduziu de 645 para 222 o número de municípios participantes de suas 28 regiões turísticas. Em todo o país, foram identificados 2.175 municípios em 291 regiões turísticas.

Para o ministro interino do Turismo, Alberto Alves, este redimensionamento contribui para melhorar a capacidade do órgão federal de atuar de forma coordenada com os estados, regiões turísticas e municípios, para desenvolver e consolidar novos produtos e destinos turísticos.

“Com um mapa mais enxuto e que retrata de forma mais fiel a oferta turística brasileira, poderemos focar nossos esforços e otimizar nossos resultados”, afirmou.

Classificação
Para a atualização do mapa, foram realizadas oficinas e reuniões em todas as 27 unidades da federação. A validação do mapa foi feita pelos estados e Distrito Federal em seus respectivos fóruns ou conselhos estaduais do Turismo.

O Mapa do Turismo Brasileiro é um instrumento de orientação para a atuação do Ministério do Turismo no desenvolvimento de políticas públicas, tendo como foco a gestão, a estruturação e a promoção do turismo, de forma regionalizada e descentralizada. Sua construção é feita em conjunto com os órgãos oficiais de Turismo dos estados brasileiros.

Os 222 municípios de São Paulo presentes no Mapa do Turismo Brasileiro se dividem em cinco categorias. O instrumento, elaborado pelo MTur, identifica o desempenho da economia do turismo para tornar mais fácil a identificação e o apoio a cada um.

Dentro da metodologia, as cidades contempladas nas categorias A, B e C contam com 95% dos empregos formais em meios de hospedagem, 87% dos estabelecimentos formais de meios de hospedagem, 93% do fluxo doméstico e têm fluxo internacional. O conjunto de municípios dos grupos D e E reúne características de apoio às cidades geradoras de fluxo turístico. Muitas vezes são aquelas que fornecem mão-de-obra ou insumos necessários para atendimento aos turistas.

Dos oito municípios do Oeste Paulista que aparecem no Mapa do Turismo, três estão na categoria D – Lucélia, Martinópolis e Teodoro Sampaio. Outras três cidades aparecem na categoria C – Dracena, Presidente Epitácio e Rosana. Narandiba encontra-se na categoria E. Já Presidente Prudente está classificada no grupo B.

O Tribunal de Contas da União e o Senado Federal reconhecem o Mapa do Turismo Brasileiro como um instrumento para orientar a gestão no desenvolvimento de políticas públicas regionalizadas e descentralizadas.

 G1
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