domingo, 27 maio, 2018

Omeprazol: entenda como funciona o medicamento

Quem sofre de gastrite, esofagite de refluxo e úlceras gástricas certamente está bastante familiarizado com o Omeprazol. Recomendação número 1 de muitos médicos para tratar problemas gástricos, o medicamento, porém, vira e mexe é notícia por causa de seus possíveis efeitos colaterais de longo prazo.

Diversas pesquisas já apontaram que o uso contínuo de Omeprazol pode levar a problemas graves de saúde, como anemia, osteoporose e demência. A última foi um estudo da Universidade de Hong Kong e da University College London que revelou que o remédio pode aumentar em até 2,4 vezes as chances de câncer de estômago.

Como se já não fosse polêmica suficiente, no ano passado a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mandou suspender o comércio de Omeprazol fabricado pelo laboratório Aché, alegando que os remédios foram produzidos com formulação diferente da aprovada pela agência.

Mas, afinal, tomar Omeprazol faz mal ou não faz? Abaixo, entenda como ele funciona e o que dizem especialistas sobre as vantagens e possíveis perigos relacionados ao seu uso.

Como o Omeprazol funciona?

O Omeprazol é indicado para tratar problemas gástricos, principalmente gastrite, esofagite de refluxo, úlcera gástrica e úlcera duodenal. Ele também funciona como um “forro” para o estômago, ajudando a proteger o órgão da ação de medicamentos que possam machucá-lo.

O recomendado é tomar o Omeprazol 15 minutos antes das refeições — preferencialmente de manhã, ainda em jejum. Isso porque o medicamento ajuda a controlar a liberação de ácido clorídrico, usado na digestão, e evita que o excesso dessa substância, tão comum em quem sofre de problemas gástricos, provoque danos ao revestimento do estômago.

Alguns especialistas recomendam o uso do Omeprazol antes do café da manhã porque, assim, ele evita que os sintomas da gastrite e de outras doenças semelhantes se manifestam ao longo do dia.

Uso contínuo de Omeprazol

A dúvida que fica é: o fato de tomar Omeprazol diariamente pode trazer prejuízos à saúde no longo prazo?

A pergunta ainda divide opiniões na comunidade científica, mas não é difícil encontrar profissionais que prescrevem Omeprazol e justificam que o acompanhamento médico e o uso consciente do medicamento são mais que suficientes para evitar problemas futuros. É o caso (…)

Porém, há também os que preferem optar por outros remédios para tratar problemas gástricos, além de indicar receitas caseiras — e seguras — para aliviar os sintomas.

Contra o Omeprazol

Os que defendem a substituição do Omeprazol para prevenir complicações de saúde afirmam que o uso excessivo do medicamento pode prejudicar a absorção de minerais e vitaminas pelo corpo, na medida em que inibe a produção de substâncias que fazem este trabalho. Isso, por si só, já é suficiente para provocar uma série de problemas.

A anemia ferropriva, por exemplo, que é o tipo mais comum da doença, nada mais é do que a consequência direta da deficiência de ferro no organismo. Portanto, se no processo de controlar o ácido clorídrico liberado para digestão o Omeprazol também acaba prejudicando a absorção de ferro, a anemia é uma complicação bastante plausível.

(Aspas sobre as funções do ácido clorídrico)

Da mesma forma, outras doenças que dependem do melhor uso possível de determinados nutrientes para manterem-se longe também podem acabar aparecendo, como é o caso da osteoporose, que pode ser prevenida por meio de uma dieta rica em cálcio.

Só que além da anemia e da osteoporose, especialistas também defendem que o uso contínuo de Omeprazol pode levar a complicações ainda mais graves de saúde, como demência.

(Ativo Saúde) 

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